Os 6 principais erros cometidos por investidores iniciantes e como evitá-los

por Fernando Reis

Se a imprevisibilidade do mercado financeiro pode levar até mesmo investidores experientes a resultados indesejados, imagine o que pode acontecer com quem está começando? Cometer erros ao investir é bastante comum. Como o caminho até alcançar investimentos rentáveis pode ser longo, é normal que durante esse trajeto o investidor inexperiente cometa deslizes.

O primeiro passo para evitar que esses equívocos aconteçam é conhecer quais são os principais erros cometidos por investidores iniciantes. Para isso, apresentamos alguns dos mais comuns deles, e o que é possível fazer para evitá-los. Se você é novato nessa área ou conhece alguém que esteja nessa situação, este post pode ajudar. Boa leitura!

1. Não ter um objetivo definido

Já saiu de casa sem saber aonde iria? Ou entrou em um supermercado sem imaginar o que comprar? Dificilmente alguém faz isso, mas quem já fez deve ter se sentido perdido ao não ter ideia de qual rumo tomar ou para qual prateleira se encaminhar.

Algo parecido vale para os investimentos. Não conhecer o objetivo pelo qual se está investindo torna a tomada de decisão mais difícil e consequente levar a inércia. Por isso, definir porque se está investindo é essencial para quem começa a investir. Para ajudar nessa definição de metas pense: aonde você quer chegar e o que pretende conquistar.

Ter uma aposentadoria tranquila, formar um patrimônio sólido ou garantir a educação dos filhos são apenas alguns exemplos de metas que podem ser alcançadas por meio de investimentos. Ficar rico é um motivo legítimo, mas pense no quanto isso pode ser relativo. Sonhar alto é ótimo, mas os objetivos precisam ser condizentes com a realidade financeira.

Ademais, analise cuidadosamente as possibilidades e considere o curto, o médio e o longo prazos. Você pode definir objetivos para diferentes prazos, por exemplo ter um objetivo mais de curto prazo como uma viagem e outro mais de longo prazo como se aposentar. Quando se fala em objetivos, antes vale considerar um ponto fundamental que é a questão da reserva de emergência. Este conceito é básico para qualquer investidor. O ideal é que o investidor comece a pensar em objetivos de longo prazo, apenas depois de já ter uma reserva para imprevistos formada. É preciso considerar caso a caso, mas o mais importante é ter esta orientação para assim evitar erros.

2. Desconhecer seu perfil de investidor

Outro aspecto frequentemente desconsiderado pelos iniciantes é seu perfil de investidor. Isso é muito importante, já que leva em conta vários fatores, como o momento de vida e os objetivos, mas principalmente como a pessoa lida como risco de perdas, o que ajuda a investir de forma mais adequada.

De forma geral,  investidores podem ser classificados em três categorias básicas: conservador, moderado e arrojado. Contudo, a realidade tem mais tons. Responder a algumas perguntas pode ajudar a determinar o perfil: em que estágio da carreira e da vida está, qual a tolerância a riscos, qual o conhecimento sobre finanças. Tudo isso vai ajudar a determinar quais tipos de aplicações são mais indicadas para um ou outro investidor. O que acontece muitas vezes é ver pessoas que não tem o perfil procurarem investir na bolsa de valores, por exemplo. Esse é um erro comum e que pode levar a perdas indesejadas. Saber avaliar seu perfil de investidor é fundamental para investir de forma correta.

3. Achar que investimentos são apostas

São bem comuns as histórias de principiantes que caíram na tentação de enriquecer em prazos curtos e tiveram péssimos resultados com investimentos arriscados, como a bolsa de valores. Imagine quem compra ações de uma empresa que parece promissora: quando a tendência não se confirma, a frustração vem.

Ou seja, boa parte desses equívocos está na crença de que existem investimentos milagrosos, que são confundidos com apostas. Portanto, evite qualquer oferta que se mostre promissora demais e não aja com base em emoções. Infelizmente não é raro encontrar pessoas que aplicam golpes baseados na falta de desconhecimento de quem está começando a investir. Tenha sempre em mente que não existem aplicações financeiras infalíveis.

4. Não diversificar a carteira de investimentos

Outro erro muito comum é colocar todos os recursos em uma única aplicação. Por isso, diversificar a carteira precisa ser uma estratégia de todos os investidores, não apenas dos novatos. Dessa forma, os riscos são diluídos e o patrimônio é protegido de oscilações bruscas.

A velha máxima de "não colocar todos os ovos em uma única cesta" é um resumo dessa tática. Porém, essa distribuição do dinheiro entre diversos investimentos deve ser feita com critério. O principal deles é diversificar a quantia disponível entre aplicações que reajam de maneiras diversas a fatores negativos.

Um exemplo bem simples disso é escolher investimentos que sejam de categorias diferentes, como alternar a escolha entre aplicações rendas fixa e variável. Um ponto importante é que mesmo quando se fala em diversificação é preciso considerar o perfil de investidor. Vale destacar que mesmo investidores como um perfil mais conservador conseguem ter uma carteira de investimentos diversificada mesmo que não tenha uma proporção de renda variável. O importante é não apostar todas as fichas em um único tipo de investimento.

5. Desconsiderar os riscos

Ainda que todos os erros anteriores tenham sido evitados e os investimentos tenham sido escolhidos de maneira cuidadosa, investir dinheiro sem correr nenhum risco é impossível. Saber que todos os investimentos oferecem alguma chance de perda é primordial.

Obviamente, algumas opções são mais seguras do que outras, mas, em geral, quanto maior a possibilidade de retorno, maior o risco.  Basicamente, quando um investimento tem risco muito baixo, não é necessário oferecer retorno alto para torná-lo interessante aos investidores. É o caso, por exemplo, dos títulos públicos. Em contrapartida, investimentos arriscados precisam elevar o retorno para atrair mais interessados. As ações são um exemplo disso.

Um erro comum é analisar apenas o retorno de determinada aplicação na hora de começar a investir. Mas não só a busca por rendimento deve ser considerada, até porque como o mercado é imprevisível, não existe garantias de que o ativo entregue determinada rentabilidade. Por isso, entender essa relação entre risco e retorno torna o investidor mais precavido e também ajuda a escolher melhores investimentos de acordo com perfil e objetivos.a estratégia.

6. Deixar de procurar ajuda especializada

Se mesmo procurando informações por conta própria está difícil encontrar a forma mais adequada de investir, não é preciso desistir. A alternativa é buscar ajuda de quem entende do assunto. Um erro comum é achar que esta ajuda está nos bancos. Mas será que é isto mesmo? Os grandes bancos querem te ajudar a investir bem ou existem interesses, como metas e comissões por trás da recomendação de investimentos?

Feitos estes questionamentos, o que você pode fazer é considerar os serviços de uma consultoria de investimentos. Essas empresas têm profissionais preparados para recomendar as melhores aplicações com base no seu perfil do investidor, totalmente isenta de conflito de interesses ou seja totalmente alinhada aos objetivos do investidor. Além disso, são instituições reguladas por órgãos especializados e oferecem total segurança aos seus investimentos. Sem pegadinhas e surpresas indesejadas como se vê por aí.

Assim, fica mais fácil driblar a falta de confiança e a inexperiência características dos iniciantes. Com o avanço da tecnologia a atuação destas consultorias de investimento on-line vem crescendo. Elas oferecem serviços pela internet e identificam as melhores oportunidades a partir de algoritmos projetados para isso. Além de contar com o atendimento de consultores especializados.

Esse é o caso da Magnetis, por exemplo. Graças a essas ferramentas, é possível oferecer o serviço por um custo menor quando comparado ao de bancos, corretoras e consultorias tradicionais.

Se você já cometeu alguns desses erros de investidores, não se desespere. Por mais que eles tenham custado caro, é importante aprender com eles e saber que ainda é possível investir melhor. Provavelmente, os grandes nomes do mercado financeiro já cometeram equívocos parecidos. Então, absorvê-los como parte do aprendizado é a melhor maneira de seguir em frente.

Agora que você sabe como evitar erros comuns ao investidor, que tal montar um plano de investimentos gratuito? Faça uma simulação e comece hoje mesmo a melhorar seus investimentos.

Fernando Reis é administrador e Analista de Marketing de Conteúdo da Magnetis.

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