O que é a Ethereum e como ela funciona? Será que é seguro investir?

por Malena Oliveira | 05/06/2019

O que é a Ethereum e como ela funciona? É segura?

O Bitcoin é, sem dúvidas, uma das criptomoedas mais famosas do mundo. Se você acompanha nosso blog, sabe que existem moedas digitais semelhantes ao bitcoin. Uma delas é a Ethereum.

Vamos te explicar o que é Ethereum, quanto vale essa moeda, quais as diferenças em relação ao Bitcoin e qual é o perfil de investidor indicado para aplicar nessa criptomoeda. Acompanhe a seguir!

O que é a Ethereum?

A Ethereum, na verdade, é uma plataforma on-line que permite a implementação de aplicações descentralizadas (dapps) e de smart contracts (contratos inteligentes).

Todas as aplicações, códigos executados, transações e qualquer outra atividade que seja feita dentro da plataforma Ethereum, são pagas com a sua própria moeda digital, conhecida como Ether (ETH).

Como a plataforma funciona?

Qualquer pessoa pode fazer o carregamento de aplicativos ou contratos nessa rede, uma vez que é possível escrever códigos em várias linguagens de programação. Os códigos podem ser representados na Ethereum desde que estejam em uma linguagem de programação aceita pela plataforma.

Subindo o código na plataforma e preenchendo as variáveis, a própria ferramenta converte o programa em linguagem de máquina (em bytecode) e, após estar minerado, já pode ser executado.

Após esse procedimento, o contrato estará guardado na tecnologia de Blockchain, onde é possível armazenar informações relativas às transações, como um “livro contábil”.

Outras pessoas poderão acessá-lo por meio da plataforma ou fazendo uso do API (Application Programming Interface ou Interface de Programação de Aplicações).

É muito importante ainda destacar que, na plataforma, você não precisa confiar em um banco ou outra autoridade central com a intenção de armazenar os dados financeiros.

Isso porque a ferramenta possibilita que a sua identidade, as informações pessoais e os fundos fiquem ao seu controle durante todo o tempo. Além disso, todas as suas aplicações estão blindadas de ataques virtuais de hackers.

Quem criou a Ethereum?

Vittalik Buterin, que criou a plataforma em 2015, tem dupla nacionalidade: nasceu na Rússia e foi naturalizado canadense. Ele cursava Ciência da Computação na Universidade de Waterloo, no Canadá.

No entanto, optou por abandonar o curso após receber US$100 mil (o que equivale a R$394 mil) pelo projeto Ethereum e, desde então, passou a se dedicar exclusivamente a ele.

Vitalik também é o fundador da revista Bitcoin Magazine, criada em maio de 2012. Foi a primeira revista sobre o tema e, atualmente, é uma das mais renomadas no mercado. Ele conheceu essa criptomoeda por meio do seu pai, Dimitri Buterin, que já era formado em ciência da computação.

Nem Vitalik percebia com precisão o potencial do projeto que, inicialmente, tratava apenas de aplicações simples. No entanto, com passar do tempo, ele foi vendo mais claramente todo potencial do projeto.

A plataforma passou a operar no mercado no dia 30 de julho de 2015 e, desde então, tornou-se a segunda maior criptomoeda do mundo, perdendo apenas para o Bitcoin.

Quanto vale a Ether?

Como já destacamos neste artigo, a Ether é uma das criptomoedas de maior valor no mercado. Em consulta realizada no dia 4 de junho de 2019, ela estava valendo o equivalente a R$916.74. Realmente é possível lucrar investindo nela, não é mesmo?

Quais as diferenças em relação ao Bitcoin?

A principal diferença é que, por meio da Ethereum, é possível realizar mais tarefas. Afinal, o Bitcoin foi criado com a intenção de ser uma moeda descentralizada, que serviria como mais uma alternativa às moedas disponibilizadas no mercado financeiro e aos sistemas bancários.

Ambas as ferramentas são baseadas em Blockchain e contam como moeda própria, ou seja, é possível usá-las como dinheiro virtual. Porém, o Ethereum pode ser utilizado como suporte para qualquer aplicativo. Além disso, é possível fazer o upload de dados para o Blockchain, uma prática conhecida como “mineração”.

Todas essas características são fundamentais, especialmente aos desenvolvedores que trabalham com o desenvolvimento de softwares ou com a análise de dados.

Quem pode investir em Ethereum?

Como já explicamos anteriormente, as moedas digitais representam um tipo de investimento em renda variável, ou seja, os ganhos do investidor podem variar bastante conforme as condições de mercado.

Por isso, essa aplicação financeira é indicada aos investidores que não têm medo de arriscar e que já têm um perfil investidor mais arrojado.

Por outro lado, essa aplicação não é indicada aos investidores conservadores ou às pessoas que estão construindo a sua reserva de emergência. Isso porque a pessoa pode perder as suas economias rapidamente e, consequentemente, passar por dificuldades financeiras.

Quais são as alternativas para quem não quer investir em Ethereum?

Quem não deseja se arriscar em investimentos de renda variável, pode optar pelos investimentos de renda fixa.

Entre eles estão o Tesouro Direto e o CDBs (Certificados de Depósito Bancário). Nessas aplicações, o investidor empresta o seu capital ao governo e a instituições bancárias, respectivamente. Em troca disso, a pessoa recebe o capital investido mais os juros acordados.

Essas aplicações são consideradas mais seguras pelo fato de não sofrerem grandes oscilações, além de sua rentabilidade ser previsível. O Tesouro Selic, por exemplo, é uma das opções mais conservadoras e oferece um ganho anual de 6,5%.

O Ethereum é uma das principais criptomoedas do mundo e oferece diversas vantagens. Entre elas estão a criptografia dos dados, o que garante a segurança da informação, a possibilidade de escrever códigos em diferentes linguagens, a possibilidade de fazer investimentos etc.

No entanto, é necessário verificar o seu perfil investidor antes de direcionar o seu capital para investimentos em moedas digitais!

Agora que você já sabe o que é o Ethereum, conheça as principais criptomoedas do mercado e as particularidades de cada uma.

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