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O que é o fluxo cambial e como ele funciona na prática?

Você já ouviu falar em fluxo cambial? Esse conceito, comum no mercado financeiro, pode influenciar a economia do país de diversas maneiras. Neste artigo, vamos explicar o que é o fluxo cambial e como ele funciona na prática. 

Qual é a relação dele com o dólar? De que modo seus investimentos podem ser afetados? Continue a leitura e saiba mais sobre o tema.

O que é o fluxo cambial?

O fluxo cambial designa a quantia de moedas estrangeiras que chega e sai do país. Desde 1982, os números que indicam o saldo do fluxo cambial são divulgados mensalmente pelo Banco Central (BC). Para obter um fluxo positivo, o volume de divisas externas — como o dólar norte-americano — precisa entrar mais do que sair.

O Banco Central tem um papel essencial no mercado financeiro brasileiro. Ele pode colocar dólares e retirá-los quando achar necessário, a fim de controlar a inflação, a variação cambial e as taxas de juros. O BC também pode vender títulos públicos em dólares, alterar a taxa Selic e aumentar ou diminuir impostos.

O fluxo cambial é calculado de acordo com o fluxo financeiro de um país, como investimentos estrangeiros, remessas de dividendos, taxas de importação e exportação.

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Como ele funciona?

O fluxo cambial funciona conforme o balanço entre os fluxos financeiro e comercial. O fluxo comercial mede o fechamento do câmbio referente às exportações e importações do país. Já o fluxo financeiro mede os empréstimos, os investimentos e as transações realizadas no mercado financeiro, por exemplo, na bolsa de valores.

Ao final de cada mês, o Banco Central divulga o balanço de pagamentos e demonstra as relações financeiras e monetárias do país. O cenário ideal seria o país apresentar um fluxo cambial positivo, para que aumente a oferta do dólar e de outras moedas estrangeiras.

Saldo comercial

Agora que você já sabe como funciona o fluxo comercial, vamos ao conceito de saldo comercial. Trata-se de um indicador econômico relacionado ao volume de exportações e importações de um país durante certo período. A equação é bem simples: saldo comercial = total de exportações – total de importações.

Se o resultado é positivo, há o superavit no saldo comercial. O superavit é um indicador favorável à economia do país — ou seja, o Brasil exporta mais serviços e produtos do que importa. Como esse fluxo gera a entrada de dólar, a oferta aumenta e, portanto, o valor da moeda diminui. Para quem deseja investir em dólar, esse momento é ideal.

O deficit tem o efeito contrário: expressa que a importação é maior que a exportação, o que pode gerar efeitos negativos. Se o Brasil compra mais produtos do que vende, aumenta a saída de dólar, ou seja, a oferta da moeda despenca. Nesse caso, a cotação do dólar sobre o real aumenta. O prejuízo gerado pelo deficit impacta os acúmulos financeiros do país, aumentando preços de ativos, serviços e bens.

O que o fluxo cambial indica sobre a economia?

O fluxo cambial positivo, assim como o superavit no saldo comercial, indica a estabilidade econômica de um país. Nos países emergentes, por exemplo, o fluxo positivo favorece o aumento de investimentos internos. Aumentando a entrada da moeda norte-americana no país, o preço do dólar cai. Isso influencia o turismo, as taxas de juros, os valores dos produtos, o preço da gasolina, entre outros fatores.

O fluxo positivo também aumenta a atração de outros países para injetar dinheiro no Brasil. Se a economia está estável, com superavit, grande oferta de dólar e taxas de câmbio favoráveis, mais pessoas começam a investir no país.

A economia dos países em desenvolvimento é afetada pela admissão de moeda estrangeira. Assim, o fluxo cambial é um tipo de medidor para avaliar quais operações financeiras apresentam riscos ou vantagens. Como saber em qual país investir? Fique de olho naqueles com a balança comercial positiva.

Como ele impacta os meus investimentos?

Se o dólar cai ou sobe, isso tem efeitos diretos na economia do país e, consequentemente, nos seus investimentos. Entre os impactos gerados pelo fluxo cambial, a variação cambial é um fator que vale ser destacado. Mas afinal, o que seria a variação cambial e de que maneira ela pode interferir nos seus investimentos?

A variação cambial é a diferença entre o valor de um produto no dia da compra e no dia em que é realizado o pagamento. O exemplo mais simples é a fatura do cartão de crédito. Se você realizou uma compra em moeda estrangeira, o valor da moeda possivelmente será diferente no dia do fechamento da fatura. Se o dólar subiu, você poderá pagar mais pelo produto; se o valor caiu, poderá pagar menos. Em itens importados, a lógica é a mesma: se o dólar sobe, o valor também aumenta.

A taxa de câmbio sofre variações constantes, inclusive ao longo do mesmo dia. As alterações nos valores das moedas afetam as empresas e a economia de um país. Quem investe em dólar futuro, por exemplo, deve prestar atenção nas variações cambiais. Como a negociação do contrato de compra e venda de ativos é para uma data futura preestabelecida, vale analisar as mudanças nas taxas de câmbio.

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Contudo, o fluxo cambial não está relacionado exclusivamente às variáveis do mercado. Momentos de crises políticas, bem como incertezas e instabilidades no país, podem influenciar a busca por uma determinada moeda. Isso aumenta a oscilação e, consequentemente, os preços dos ativos.

Nesses casos, algumas pessoas optam por investimentos de renda fixa — por exemplo, a letra de câmbio. Assim, não precisam se preocupar com variações da moeda estrangeira e altas e baixas do mercado.

Agora que você já conhece o que é fluxo cambial e sabe como ele funciona na prática, pode diversificar sua carteira de investimentos. Conhecer as operações cambiais de um país, incluindo seus riscos, é o primeiro passo para saber aplicar seu dinheiro de acordo com o seu perfil. Se você quiser se aprofundar em temas do mercado financeiro, que tal baixar o nosso Guia de Consultoria de Investimentos? É gratuito!

Luiza Caricati

Luíza Caricati é jornalista e redatora na Magnetis.

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