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Fluxo de caixa: entenda como utilizá-lo nas finanças pessoais!

Manter o equilíbrio das finanças pessoais, em muitos casos, pode ser uma tarefa desafiadora. O que muitos talvez não saibam é que há alguns conceitos financeiros que podem ajudar — e muito — nesse trabalho. Um deles é o fluxo de caixa.

Esse recurso é muito empregado na gestão profissional, mas também pode ser aplicado no cuidado com o nosso dinheiro.

Como existem diversas variáveis que podem influenciar no orçamento, ele ajuda a ter um monitoramento apurado para que nada saia do controle.

Continue lendo este post para saber mais sobre o assunto!

O que é fluxo de caixa?

O fluxo de caixa é um fundamento das ciências contábeis que visa desenvolver um controle apurado de todas as receitas e despesas dentro de um determinado período de tempo.

Assim, é possível fazer projeções realistas do saldo que restará disponível ao final de todas as obrigações.

Além de tornar mais claras as entradas e saídas de recursos, essa ferramenta também funciona como um verdadeiro termômetro para medir a saúde financeira, seja de uma empresa, de uma família ou de apenas uma pessoa.

Caso seja detectado que o orçamento pode ser estourado, é possível tomar medidas com antecedência para reduzir os efeitos desse desequilíbrio ou, até mesmo, reverter a situação.

Nesse processo, dá para identificar detalhadamente a forma como seus recursos são utilizados e quais tipos de gasto podem ser reduzidos para conseguir uma folga no orçamento.

O uso do fluxo de caixa também facilita a tarefa de destinar mensalmente parte de sua receita para investimentos ou para a formação de um fundo de reserva — medidas fundamentais para garantir a tranquilidade financeira.

Quais são os diferentes tipos de fluxo de caixa?

De acordo com o tipo de controle que se pretende desenvolver, existem diferentes tipos de fluxo de caixa. Confira quais são as características de cada um deles.

Fluxo de caixa projetado

Esse é o modelo ideal para ser utilizado na gestão pessoal e familiar. Seu objetivo é planejar a movimentação financeira futura, para prever possíveis situações de desequilíbrio nas contas e evitar o endividamento.

Por isso, o fluxo de caixa projetado considera as receitas e despesas dos meses seguintes à realização da análise, e não aquilo que efetivamente a pessoa já ganhou ou gastou.

Para tornar o procedimento mais preciso e garantir o sucesso financeiro, o ideal é tomar como base o histórico de movimentação financeira recente — considerando também os ganhos e custos eventuais que podem incidir no período.

Desse modo, é possível ter um parâmetro realista e adequado para fazer uma previsão sobre a posição do orçamento, o que dará mais segurança para a tomada de qualquer decisão envolvendo seu dinheiro.

Resumidamente, o fluxo de caixa projetado é uma análise feita no presente para garantir que nossas contas estarão em ordem em um futuro bem próximo.

Fluxo de caixa para investimentos

Quando o fluxo de caixa projetado é bem realizado, aumentam muito as possibilidades de conseguir uma folga no fim do mês. Nesses casos, a melhor alternativa é aprender a investir a quantia poupada em aplicações seguras e rentáveis.

É nessa hora que entra o fluxo de caixa para investimentos, que tem por objetivo definir os valores em seu orçamento que podem ser direcionados ao mercado financeiro.

Com essas informações bem-delimitadas, fica mais fácil descobrir qual tipo de investimento é mais adequado para o seu perfil — como papéis de renda fixa, fundos imobiliários, letras de crédito ou, então, a compra de ações na bolsa de valores.

Também é possível utilizar a ferramenta para analisar os retornos obtidos com as aplicações. Isso permite avaliar se a sua lucratividade está dentro do esperado ou se é melhor transferir os recursos para outros papéis.

Uma alternativa é fazer a projeção de investimentos futuros, levando em conta tanto a situação do seu orçamento quanto o cenário do mercado para os próximos períodos.

Como fazer o fluxo de caixa pessoal?

Mesmo com todos os benefícios que o fluxo de caixa pode representar para o controle das finanças, muitas pessoas deixam de fazê-lo simplesmente por não saberem por onde começar.

O método, no entanto, não exige nenhum conhecimento especial ou uso de sistemas sofisticados. Basta uma boa dose de organização e disciplina para ter esse planejamento financeiro na palma das mãos.

Escolha uma ferramenta

Para organizar todas essas informações, você pode utilizar uma planilha de dados devidamente organizada. Isso ajuda a garantir a fácil visualização, compreensão e análise dos dados inseridos.

Mas também existem diversos aplicativos que oferecem soluções para quem quer fazer o fluxo de caixa de forma ainda mais prática.

Insira as informações

Após decidir a melhor maneira de proceder, será a hora de inserir as informações relativas à sua movimentação financeira. Você pode começar informando todos os seus rendimentos do próximo mês, como seu salário fixo e receitas eventuais que estejam programadas.

Deixe um campo reservado para informar o saldo remanescente quando o mês virar, seja ele positivo ou negativo.

Feito isso, será preciso listar todas as suas despesas do período para descobrir se elas serão atendidas pela sua capacidade de pagamento. O melhor é dividir esses gastos em fixos e variáveis.

Nos gastos fixos, informe o quanto será pago pelas contas de consumo (como água, luz e internet), aluguel, condomínio, seguros, plano de saúde, parcelas de financiamento etc.

Entre os gastos variáveis, dá para incluir o valor da fatura do cartão de crédito, combustível, viagens, lazer e alimentação fora de casa, por exemplo.

Interprete os dados

Preencher a planilha não adianta se você não interpretá-la a fim de aprimorar sua saúde financeira. Afinal, o grande objetivo desse planejamento é que o valor das receitas seja superior aos gastos, resultando em um balanço positivo.

Se a previsão for de que suas despesas vão ultrapassar a renda, a dica é encontrar uma maneira de reduzir alguns custos, especialmente aqueles que podem ser considerados supérfluos.

Fazendo uso do fluxo de caixa no dia a dia, a administração das contas pessoais se tornará uma tarefa mais simples, e o planejamento estará sempre alinhado às suas reais condições.

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Malena Oliveira

Especialista em Finanças Pessoais e membro do Grupo Consultivo de Educação Financeira da Anbima.

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