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Fundo de ouro: entenda como funciona e se vale a pena adquirir

reserva de emergência

O fundo de ouro é uma alternativa segura para momentos de instabilidade econômica. Por ser um ativo em circulação há muito tempo, oferece proteção para cenários de crise financeira e alta inflação. Entretanto, para aplicar nessa modalidade de investimento, é importante saber como ele funciona e se vale a pena adquiri-lo.

Para tirar suas dúvidas, neste artigo você saberá como o fundo de ouro funciona, quais são os tipos existentes e dicas para começar a investir.

Continue a leitura e veja por que aplicar nesse fundo pode ser um caminho interessante para diversificar a carteira. 

O que é o fundo de investimento em ouro?

Geralmente, o fundo de investimento em ouro é procurado em cenários de alta inflação e crise econômica. Como o ouro é um ativo negociado há muitos anos, ele é visto como uma espécie de escudo para períodos de incerteza. 

No passado, o ouro era utilizado como moeda, ou seja, era comum realizar trocas de bens materiais pelo metal. Com o tempo, ele deixou de ser usado para essa finalidade e tornou-se lastro para diversas moedas globais.

Hoje ele é classificado como commodity — aplicação de renda variável utilizada para definir as matérias-primas usadas na fabricação de outros itens. É operado principalmente como reserva de valor, sendo um ativo ideal para diversificar a carteira de investimentos. 

Por ser um recurso escasso, o ouro é visto pelas instituições financeiras como uma proteção contra possíveis movimentações negativas no mercado.

Inclusive, investir em ouro é uma opção interessante para o período em que estamos vivendo. Devido à crise provocada pela Covid-19, o metal valorizou mais de 40% em 2020, favorecendo bastante a compra do ativo.

Quais são os tipos de fundos de ouro?

Existem três tipos básicos de fundos de ouro. A seguir, veja as principais diferenças entre eles.

Fundo de ouro em real

Este fundo não fica vulnerável à oscilação do dólar, isto é, permite exposição com foco no próprio ouro e por meio de contratos futuros. Esses contratos têm proteção cambial e não sofrem com as variações da moeda norte-americana. 

Fundo de ouro em real + CDI

Nesta modalidade, o foco é na mudança do preço do ouro junto com o CDI. Isso significa que o objetivo é alcançar melhores resultados de acordo com a variação do preço do ouro, com acréscimo do Certificado de Depósito Interbancário. Nesse contexto, a estratégia adotada pelo administrador do fundo será investir para o médio e longo prazo.

Fundo de ouro + dólar

A terceira estratégia mais utilizada é o fundo de ouro + dólar. Esse fundo visa aplicar em ativos que acompanham a variação do dólar, sem proteção cambial. Lembrando que a moeda oscila diariamente, por isso, vale acompanhar as mudanças desse fundo com mais frequência.

Quais são os benefícios de investir em fundos de ouro?

Se você ainda está em dúvida sobre as vantagens do fundo de ouro, veja a seguir os principais benefícios desse investimento:

  • diversificação da carteira;
  • aumento do valor do ativo em momentos de crise;
  • oscilação baixa;
  • liquidez favorável;
  • estabilidade do preço;
  • amenização de perdas de patrimônio;
  • proteção da carteira contra mudanças bruscas no mercado;
  • garantia de estabilidade;
  • potencial de valorização;
  • suavização de quedas de ativos mais arriscados.

Ao contrário do fundo alavancado, que toma recursos emprestados para impulsionar os resultados dos investimentos, o fundo de ouro funciona como uma proteção de capital. Logo, em cenários críticos, esse tipo de investimento pode oferecer mais estabilidade às suas finanças.

Como investir em fundos de ouro?

Antes de investir em fundos de ouro, vale lembrar que estes variam de acordo com a estratégia do gestor responsável, assim como no fundo espelho. Ou seja, você adquire cotas e deixa que os recursos sejam alocados por um administrador profissional, como corretoras ou bancos.

Portanto, o primeiro passo para investir em fundo de ouro é criar uma conta em uma corretora ou instituição financeira de sua confiança. Existem várias opções disponíveis, então, vale considerar as taxas de administração, o atendimento e outras particularidades. Com ajuda especializada, com certeza esse procedimento será bem mais simples.

Em seguida, escolha o fundo de ouro de sua preferência. Não esqueça de verificar o regulamento, que trará todos os detalhes necessários do investimento. Outra dica é verificar a tributação do fundo: confira a alíquota do Imposto de Renda, o valor do IOF e outros encargos incluídos. 

Por fim, basta transferir o dinheiro para sua corretora e aplicá-lo no fundo escolhido. Lembrando que você pode acompanhar as transações pela própria plataforma da corretora.

Quais são os fundos de ouro mais vantajosos?

Se você ainda está em dúvida sobre qual opção escolher, confira a lista com os fundos de ouro mais interessantes para aplicar.

  • Trend Ouro FIM: aplicação mínima de R$ 500 e taxa de administração de 0,50% ao ano;
  • Caixa FI Ouro Multimercado LP: aplicação mínima de R$ 5.000 e taxa de administração de 1,5% ao ano;
  • Órama Ouro Fundo de Investimento Multimercado: atualmente, não há uma aplicação mínima inicial, e a taxa de administração é de 0,60% ao ano;
  • Itaú Gold FICFI: aplicação mínima de R$ 100 e taxa de administração de 0,35% ao ano;
  • BB Multimercado Ouro: aplicação mínima de R$ 100 e taxa de administração de 0,85% ao ano;
  • Vitreo Ouro FIC FIM: aplicação mínima de R$ 1.000 e taxa de administração de 0,14% ao ano;
  • BTG Ouro USD FIM: aplicação mínima inicial de R$ 500 e taxa de administração de 0,10%.

No momento de escolher o fundo mais adequado, será necessário decidir entre os três tipos existentes. Conte com o auxílio de sua corretora para a tomar essa decisão sem correr riscos desnecessários. 

O fundo de ouro, portanto, é um bom investimento para quem busca proteção, diversificação, liquidez e potencial de valorização. Em momentos de crise econômica, será uma boa alternativa para ampliar seus rendimentos. E se você gostou deste conteúdo e quer saber mais sobre aplicações financeiras, siga a Magnetis nas redes sociais! Estamos no Facebook, Instagram, LinkedIn, Twitter e YouTube.

análise de investimentos

Mariana Congo

Mari Congo tem paixão por explicar coisas difíceis de forma fácil. É jornalista, educadora financeira, especialista em finanças pessoais e investimentos e gerente de comunicação na Magnetis.

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