Fundos de inflação: vale a pena investir? Tudo o que você precisa saber!

por Malena Oliveira | 21/01/2020

Fundos de inflação: vale a pena investir?

Recentemente, um tipo de fundo de investimento ganhou bastante destaque no noticiário: os fundos de inflação. Será que ainda vale a pena aplicar nesse tipo de investimento?

Proteger o dinheiro contra os efeitos da inflação é um dos objetivos de quem já acumulou algum patrimônio.

Nesse sentido, os fundos de inflação podem ajudar, assim como na estratégia de diversificação dos seus investimentos. No entanto, esse tipo de investimento oferece alguns riscos.

A partir de agora, vamos entender qual é a composição de um fundo de inflação e saber quando esse tipo de investimento é indicado. Continue a leitura!

O que são fundos de inflação?

Os fundos de inflação formam uma categoria dentre os fundos de renda fixa. Portanto, eles investem em aplicações com regras definidas de rentabilidade.

Eles também são conhecidos como fundos de IMA-B ou fundos de renda fixa de índice, segundo a classificação de fundos da Anbima (entidade que representa a indústria de fundos de investimento no Brasil).

A carteira desse tipo de fundo é formada por aplicações com rendimento corrigido por índices de inflação, como o IPCA ou o IGPM.

As principais aplicações desse tipo são o Tesouro IPCA e os títulos de renda fixa associados a esses indicadores.

Aliás, o próprio IMA-B é um índice financeiro que agrega a rentabilidade de todos os títulos públicos indexados à inflação que existem no mercado.

Esse tipo de investimento costuma ter mais volatilidade e, portanto, é um pouco mais arriscado.

Isso acontece porque a inflação não está 100% sob o controle de alguém. Assim, quanto mais longe no tempo, mais difícil é prever o seu comportamento.

Logo, também é mais difícil projetar a rentabilidade dos investimentos associados a ela.

Os fundos de inflação se aproveitam dessas características para montar uma carteira de investimentos de renda fixa que possibilite uma rentabilidade superior.

Ao mesclar títulos seguros com outros mais arriscados (prazo de vencimento mais longo), eles conseguem um equilíbrio que permite alcançar esse rendimento.

Quais são os tipos de fundos de inflação que existem no mercado?

Os fundos de inflação têm diferentes estratégias de investimento. Uma das principais diz respeito ao vencimento dos títulos na carteira do fundo. Assim, temos:

  • fundos de IMA-B 5: títulos com vencimento menor que cinco anos;
  • fundos de IMA-B 5+: títulos com vencimento acima de cinco anos.

Nos tópicos anteriores, mencionamos que quanto maior é o prazo de vencimento de um título indexado à inflação, maior tende a ser a sua oscilação no mercado.

Por isso, os fundos IMA-B 5+ estão sujeitos a um sobe e desce maior. Mas eles também oferecem oportunidade de uma rentabilidade mais alta para os investimentos no longo prazo.

Outra característica importante desses fundos é a possibilidade de alavancagem. Isso significa que o fundo pode fazer operações um pouco mais arriscadas, com possibilidade de ganho maior.

Para saber exatamente qual é a estratégia da aplicação de seu interesse, consulte a lâmina do fundo. Ela contém todas as informações sobre quais ativos o fundo pode comprar e quais operações ele está autorizado a fazer.

Para quem esses fundos são recomendados?

Os fundos de inflação são indicados para todos os perfis de investidor. Em uma estratégia de diversificação eficiente, o que varia é o percentual investido.

No entanto, mais importante do que investir nesses fundos é pensar na estratégia da sua carteira. Para isso, vale a pena responder às seguintes questões:

  • seu dinheiro está protegido contra a inflação?
  • ele está investido em aplicações com retorno superior à renda fixa básica?
  • em caso de alguma alteração no cenário econômico (alta ou queda de juros, aumento da inflação), seus investimentos estão protegidos?

O mais importante é que sua carteira cubra esses pontos, independente do tipo de investimento.

Quando vale a pena investir em fundos de inflação?

Vale a pena investir em fundos de inflação quando houver uma perspectiva de queda na taxa Selic, a taxa básica de juros do Brasil.

Isso porque, com a queda dos juros, o preço dos títulos atrelados à inflação sobe e isso aumenta a rentabilidade desses fundos.

No entanto, não vale a pena fazer movimentos de curto prazo (menores que um ano) se você não tem condições de acompanhar o mercado minuto a minuto.

Agora que você sabe um pouco mais sobre os fundos de inflação, que tal conhecer outros tipos de investimento interessantes para a sua carteira? Baixe grátis o nosso Guia Completo sobre os Tipos de Investimento e tire suas dúvidas!

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