Entenda como funcionam os fundos de investimento no exterior

por Mariana Congo | 30/08/2019

Entenda como funcionam os fundos de investimento no exterior

Quem conhece o mundo dos investimentos, certamente já ouviu sobre a diversificação de aplicações, a fim de reduzir os riscos. Considerando isso, os fundos de investimento no exterior podem ser uma solução para você!

O mercado financeiro oferece algumas formas de investir em outros países. Neste artigo, vamos mostrar como funcionam os fundos de investimento no exterior. Confira!

Quais são os fundos de investimento que atuam no exterior?

O meio mais fácil de investir em ativos internacionais é por meio de fundos de investimento.

Dessa forma é possível acessar diversos tipos de ativo sem ter que mandar o dinheiro para fora do Brasil e sem precisar abrir contas em corretoras ou bancos no exterior.

Além disso, ao investir em um fundo de investimento que contempla ativos internacionais, você conta com a expertise de uma gestão profissional das aplicações.

Veja alguns tipos de fundos de investimento que contemplam ativos no exterior:

Além dessas opções, você também pode contar com os ETFs (Exchange Traded Funds). Trata-se de fundos que têm suas cotas negociadas na bolsa de valores.

Os ETFs são fundos que, em geral, seguem algum índice teórico. Existem, por exemplo, aqueles cuja composição segue a do Ibovespa. Assim, com uma única cota, você tem exposição a uma cesta com cerca de 70 ações.

Para quem quer investir no exterior, uma opção é ETF It Now S&P500 Fundo de Índice (SPXI11), que, como o nome sugere, segue a composição do S&P 500, índice com as 500 principais empresas listadas nas bolsas norte-americanas.

Pela Magnetis, a partir de apenas R$ 1.000 já é possível aplicar nesse fundo, sem complicações. Não é preciso abrir conta no exterior.

Para qual perfil de investidor esses fundos são indicados?

Os fundos de investimento no exterior são indicados para quem quer diversificar suas aplicações, reduzindo os riscos de concentrar os investimentos em ativos brasileiros ou ainda aproveitando uma boa fase dos mercados externos.

Por isso, são recomendados para quem já tem uma reserva de emergência em aplicações de baixo risco e alta liquidez.

Assim como acontece com os fundos que aplicam em ativos financeiros aqui no Brasil, os fundos de investimento com ativos no exterior têm graus variados de risco.

Os fundos de renda fixa são menos arriscados, enquanto os de ações e os multimercados apresentam um nível de risco maior.

Para decidir o que é melhor para você, é necessário avaliar seu perfil de investidor e pensar para qual objetivo você investirá

O que observar na hora de escolher um fundo de investimentos no exterior?

Existem alguns fatores importantes a serem observados na hora de escolher um fundo de investimento com ativos no exterior:

Aplicação mínima

A aplicação mínima varia de fundo para fundo. No caso do SPXI11, como dissemos, é possível começar a investir a partir de R$ 1000 com uma Carteira Magnetis.

Taxa de administração

A taxa de administração tem bastante impacto no rendimento do fundo para o investidor. Uma das vantagens dos ETFs é que eles costumam ter taxas de administração bem baixas. A do SPXI11, por exemplo, é de apenas 0,27% ao ano.

Tributação

A tributação dos fundos de investimento no exterior segue a da classe à qual o fundo pertence. Para efeitos de Imposto de Renda, os fundos são divididos em três categorias:

Fundos de curto prazo

São aqueles cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou inferior a 365 dias. A alíquota do Imposto de Renda depende do tempo em que o investidor permanecer com o dinheiro aplicado. Se a permanência for de até 180 dias, a alíquota será de 22,5%. Se for maior do que isso, cai para 20%.

Fundos de longo prazo

São aqueles cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou superior a 365 dias. O rendimento desses fundos também é tributado conforme o tempo de permanência da aplicação, mas com uma tabela diferente, conforme abaixo:

  • até 180 dias: 22,5%;
  • de 181 a 360 dias: 20%;
  • de 361 a 720 dias: 17,5%;
  • acima de 720 dias: 15%.

Fundos de ações

Os fundos de ações são assim classificados quando têm pelo menos 67% do seu patrimônio líquido alocados em ações negociadas em bolsa de valores.

Para o investidor, é o que tem a tributação mais favorável, com alíquota de IR de apenas 15% sobre os rendimentos, independentemente do prazo.

Por fim, os fundos de investimento também podem sofrer incidência de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mas apenas se o dinheiro permanecer aplicado por um prazo inferior a 30 dias.

Agora você já sabe como funcionam os fundos de investimento no exterior e quais são as opções de fundos que existem para você aplicar seu dinheiro em ativos estrangeiros.

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