Fundos de investimento: tudo que você precisa saber

por Mariana Congo

Você já pensou em investir em um fundo de investimento? Para ficar mais claro como funciona esse tipo de aplicação financeira, elaboramos um guia com tudo o que você precisa saber antes de começar a investir.

Para explicar o que são fundos de investimentos, podemos fazer um paralelo com a lógica de um condomínio de apartamentos.

Quem mora em apartamento já está acostumado a pagar mensalmente a taxa do condomínio, valor que garante serviços como limpeza do edifício, porteiro, manutenção de elevadores, salão de festas, entre outras facilidades. Para desfrutar dos benefícios, contudo, todos os moradores devem respeitar as regras de funcionamento do prédio.

A lógica dos fundos de investimento é bem parecida. Assim como há pessoas encarregadas de organizar as tarefas e os serviços do prédio onde você mora, ao comprar cotas de um fundo, você paga uma taxa de administração para alguém coordenar as atividades daquele condomínio.

Vamos, agora, explicar mais detalhes sobre os fundos de investimento, sua cotas, taxas, tipos e tributação.

O que são fundos de investimento?

Fundo é um tipo de aplicação financeira que capta recursos de diversos investidores, os chamados cotistas. Cada investidor tem direito a um número proporcional de cotas do fundo conforme o montante aplicado.

O principal objetivo dos fundos é fazer com que as cotas se valorizem, de acordo com certos parâmetros e seguindo uma política de investimento, o que permitirá remunerar seus cotistas.

Explicaremos melhor alguns desses termos a seguir.

Cotas

Cotas são as menores frações de participação em um fundo de investimentos. Quando você aplica seu dinheiro, não está comprando diretamente qualquer ativo (ações ou títulos de renda fixa, por exemplo), mas sim uma "parte" daquele grupo de investimentos, se tornando um cotista.

A cota unitária de cada fundo de investimento tem um valor correspondente em dinheiro. Esse valor varia ao longo do tempo: quando os ativos comprados pelo fundo se valorizam, o preço da cota sobe. O inverso também acontece. A quantidade de cotas que você possui, entretanto, permanece inalterada. O rendimento ocorre somente pela mudança de valor da cota.

Quando você investe no fundo, a quantia investida é convertida em cotas de acordo com o valor da cota em determinado dia. Ao se fazer o resgate, ela é convertida de volta para dinheiro.

O dia usado como base do cálculo está expresso nas tabelas de informações do fundo. Ele é escrito como D+X, sendo X o número de dias úteis após a aplicação ou o resgate. Por exemplo: um fundo com resgate D+0 usa o valor da cota do mesmo dia, enquanto um fundo D+1 usa o valor da cota do próximo dia útil para o cálculo.

Gestores e política de investimento

Os fundos são geridos por profissionais especializados, conhecidos como gestores, que ficam responsáveis por determinar a estratégia daquela carteira, bem como por acompanhar seu desempenho. São os gestores que tomam as decisões de investimento, ou seja, decidem em quais ativos o patrimônio do fundo será aplicado.

Os gestores, porém, não são livres para tomar qualquer decisão. Existe, nos documentos do fundo, um tópico chamado política de investimento, que determina algumas regras de alocação de recursos — como limites para cada tipo de ativo ou se a gestão deverá superar ou acompanhar algum índice.

Benchmark

Um benchmark é um índice de referência que serve como parâmetro para avaliar o desempenho de um fundo. A meta, geralmente, é trabalhar para superar um benchmark, na chamada gestão ativa, mas pode também ser simplesmente acompanhá-lo, prática feita na chamada gestão passiva (saiba mais sobre as diferenças entre gestão ativa e passiva).

Quais são os tipos de fundos de investimento?

Fundos de investimento podem ter diversas estratégias, indo desde as políticas mais conservadoras e seguras até as mais agressivas e expostas a riscos. O que muda de um fundo para outro é qual ou quais os tipos de ativos serão escolhidos para os investimentos.

Em 2015, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) alterou a classificação dos fundos de investimento, separando-os em quatro classes de ativos: renda fixa, ações, multimercados e fundos cambiais. Para cada tipo de fundo, há categorias e subcategorias, conforme o tipo de gestão (ativa ou passiva) e a estratégia adotada.

Fundos de renda fixa

São fundos que investem o dinheiro dos cotistas em aplicações de renda fixa, como títulos da dívida pública ou de bancos privados — há a opção, por exemplo, de fundos que investem 100% em títulos públicos federais.

É possível escolher um fundo de renda fixa cujo objetivo é seguir as variações de um índice ou indicador, como o IPCA (inflação) ou a Selic (taxa básica de juros).

Fundos de ações

São considerados fundos de ações, na nova classificação da Anbima, fundos que investem no mínimo 67% do patrimônio em renda variável, como ações, bônus ou recibos de subscrição ou cotas de outros fundos de ações, entre outros.

Para quem não acompanha o dia a dia da Bolsa de Valores, mas quer investir no mercado de renda variável, os fundos de ações podem ser uma forma mais segura e prática de aplicação. Entretanto, é preciso ficar atento aos riscos — falaremos mais deles adiante.

Fundos multimercados

Fundos multimercados são aqueles que têm flexibilidade para operar diferentes ativos, entre renda fixa, moedas, ações e investimento no exterior.

A versatilidade — que permite adotar variadas estratégias conforme o cenário econômico ou as mudanças no mercado financeiro — é uma das principais vantagens deles.

Fundos cambiais

Há, ainda, os fundos cambiais, cujo desempenho reflete uma cesta de moedas estrangeiras, como dólar e euro, por exemplo. Pela nova classificação da Anbima, esses fundos precisam manter 80% da carteira em ativos relacionados à variação de preços das moedas.

Qual é a rentabilidade dos fundos de investimento?

Depende. Como cada fundo tem uma política de investimentos diferente, conforme a estratégia adotada pelo gestor, é difícil prever o retorno da aplicação.

O que dá para observar é o desempenho de determinado fundo ao longo dos últimos anos, mas é preciso sempre lembrar de uma frase: rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Mesmo assim, esse olhar para o histórico do fundo é importante até mesmo para conhecer como aquele gestor desenvolve seu trabalho.

Além disso, cada fundo tem o seu próprio benchmark, índice ou indicador de referência usado como parâmetro de comparação para mostrar aos cotistas se está ou não está atingindo os objetivos pretendidos.

Um fundo de ações com papéis de empresas de porte menor, as chamadas small caps, por exemplo, pode usar como benchmark o índice SMLL, índice da BM&FBovespa que dá a média do desempenho de empresas de menor capitalização. Enquanto o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, também pode ser o benchmark de um fundo de ações de estratégia mais ampla.

Fundos de renda fixa, por sua vez, geralmente seguem o CDI, taxa de juros cobrada no empréstimo entre bancos, que tem desempenho perto da Selic, a taxa básica de juros da economia.

Quais são os riscos de investir em fundos de investimento?

Os principais riscos associados ao investimento em fundos são risco de crédito, risco de mercado e risco de liquidez. Um fundo pode ter apenas um desses riscos ou mais de um, conforme sua política de alocação de ativos.

Risco de crédito

O risco de crédito existe em títulos privados de renda fixa, como CDB, LCI e LCA. Se um fundo comprar um CDB, por exemplo, o risco que ele está correndo é de a instituição financeira emissora da letra de crédito não conseguir honrar com seu compromisso.

Esse tipo de risco também está presente na compra de títulos públicos federais, muito embora a chance de o governo dar calote também seja muito baixa.

Risco de mercado

Como os gestores de fundos podem aplicar os recursos em diferentes classes de ativos, conforme o tipo do fundo, o investidor também corre o risco de mercado. No caso dos fundos de ações, por exemplo, o risco é a volatilidade do mercado de renda variável como um todo.

Ao aplicar em papéis de empresas negociadas na Bolsa, o investidor está sujeito a uma série de imprevistos, como o mau desempenho das ações compradas pelo fundo. Também existe a possibilidade de crise econômica no país ou de situações adversas em outros locais do mundo, que acabam por afetar o mercado de ações brasileiro.

Já nos fundos de renda fixa, o risco de mercado está atrelado às variações de índices e indicadores, como inflação (IPCA) e taxa básica de juros (Selic). Elas são menores, mas não inexistentes.

Risco de liquidez

O risco de o investidor não conseguir resgatar o valor aplicado quando precisar dele é o que chamamos de risco de liquidez.

Para fundos referenciados DI, geralmente a liquidez é diária. No caso de fundos de ações, o investidor precisa esperar, na maioria das situações, entre três a 30 dias para poder resgatar os recursos.

Como a liquidez varia entre os fundos, vale lembrar que é fundamental ler o prospecto e o regulamento antes de fazer a aplicação.

Investir em fundos é seguro?

Além dos riscos naturais a todo investimento, dos quais falamos no tópico anterior, é preciso avaliar a segurança dos fundos de investimento.

Aplicações de renda fixa, como CDBs, LCIs, LCAs e a poupança, contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura investimentos de até R$ 250 mil. Entretanto, as cotas dos fundos não estão cobertas por uma proteção desse tipo.

É preciso, também, ficar atento a fundos que usam estratégia de alavancagem para tentar obter rendimentos superiores. Essa prática expõe o fundo a um risco muito maior, podendo resultar em perdas superiores ao seu patrimônio líquido, o que exige novos aportes para cobrir os prejuízos.

Por outro lado, cada fundo de investimento tem um CNPJ próprio. Seu patrimônio não fica "misturado" com o do banco ou da corretora. Por isso, mesmo que a instituição responsável pela administração do fundo quebre, o fundo não é afetado — basta que outra instituição assuma sua gestão.

Além disso, esse tipo de aplicação é regulamentado e submetido a uma fiscalização bastante rigorosa, feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela Anbima, além de contar com auditorias externas.

Quais são os custos associados a fundos de investimento?

Voltemos à figura do condomínio do início do texto. Assim como um prédio de apartamentos precisa remunerar seus funcionários, um fundo de investimento precisa pagar seus funcionários e outras despesas. Por isso, existem diversas taxas associadas ao investimento.

Taxa de administração

Um dos principais custos ao investir em fundos é a chamada taxa de administração, que ajuda a remunerar a equipe por trás da gestão do fundo. É um percentual cobrado não só sobre o rendimento, mas sobre todo o valor investido. Ele varia conforme o tipo de fundo e o gestor.

Em geral, fundos com estratégia mais simples tendem a apresentar taxas de administração mais baixas, uma vez que demandam menos trabalho de gestão. Já os multimercados costumam ter taxas maiores, por necessitarem de um acompanhamento constante dos mercados de modo a aproveitar os bons momentos das diferentes classes de ativos.

Outro padrão fácil de ser observado é que bancos maiores cobram taxas mais altas, geralmente entre 2% e 4% ao ano, enquanto bancos menores e corretoras recolhem porcentagens menores. Fundos que exigem aportes iniciais baixos, geralmente menos de R$ 500, ou que permitem o resgate imediato de pequenas quantias também costumam cobrar valores mais elevados de taxas de administração.

É importante observar com atenção essa taxa, pois ela tem um impacto considerável sobre os rendimentos em longo prazo — veja neste post um gráfico comparando o desempenho de fundos que cobram taxas de administração de 0,5%, 1,5% e 2,5%.

Taxa de performance

A taxa de performance é outro custo associado ao investimento em fundos e costuma ser encontrada em fundos com políticas de alocação mais arrojadas. Essa taxa é cobrada quando o desempenho do fundo supera o benchmark.

Ela serve como uma espécie de prêmio pago à equipe do fundo pelo bom resultado alcançado na gestão da carteira — é uma forma de incentivar os gestores a bater os indicadores de referência.

Exemplificando: imagine um fundo que usa o CDI como benchmark e cobra uma taxa de performance de 20%. Em determinado ano, a variação do CDI foi de 8%, enquanto o rendimento do fundo foi de 18%.

CDI: 8%
Rendimento do fundo: 18%
Rendimento - benchmark = 10%
Taxa de performance: 20% de 10% = 2% do patrimônio

Demais taxas

Além disso, alguns fundos possuem taxas cobradas na entrada (momento da aplicação) ou na saída (resgate). Por isso, é fundamental analisar cuidadosamente o prospecto e o regulamento do fundo antes de iniciar o investimento.

Quais são os impostos cobrados?

Fundos de investimento sofrem incidência de IOF e de Imposto de Renda.

IOF

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é cobrado apenas caso o resgate seja realizado em menos de 30 dias após a aplicação dos recursos, variando de 96% a 0% do rendimento.

Imposto de Renda

O tamanho da mordida do Leão é diferente para cada tipo de fundo. No caso dos fundos de ações, a alíquota é de 15% sobre o rendimento bruto do fundo no resgate da aplicação. Não há a incidência do "come-cotas" — falaremos mais sobre ele a seguir.

Para os demais fundos, o IR é cobrado conforme o prazo do investimento. Ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menos imposto o investidor pagará, mesma regra da chamada tabela regressiva.

Tabela regressiva do Imposto de Renda
Prazo da aplicaçãoAlíquota de imposto
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

Mas atenção: há fundos de curto prazo, que investem seus ativos em títulos com vencimento menor que um ano. Para esses fundos, a tabela acima "não passa" dos 20%, mesmo que você deixe o dinheiro por mais tempo do que 360 dias.

"Come-cotas"

O mecanismo de tributação dos fundos também é um pouco diferente do que de outros investimentos, em que se paga o IR apenas no resgate. É o sistema conhecido como "come-cotas".

O Imposto de Renda dos fundos é recolhido antecipadamente no último dia útil dos meses de maio e novembro. Nessa ocasião, é cobrada a menor alíquota possível para aquele fundo — 15% para fundos de longo prazo, 20% para fundos de curto prazo.

Há, depois, o recolhimento do Imposto de Renda complementar, que é a diferença entre a alíquota antecipada e a alíquota da tabela. Ele é pago no momento do resgate.

Vamos dar um exemplo para você entender como funciona: imagine que você investiu uma quantia em um fundo no dia 01/03/2016 e resgatou quatro meses depois, em 01/07/2016.

Como fica a tributação? No último dia útil de maio, o "come-cotas" incide pela menor alíquota possível para aquele fundo, isto é, 15% do rendimento no período. É efetuado um resgate automático e seu número de cotas diminui para pagar essa obrigação — daí o nome "come-cotas".

Ao resgatar, você paga a diferença entre a alíquota antecipada e a da tabela de Imposto de Renda. Como o valor foi sacado em menos de 180 dias, o valor da tabela é 22,5%. Você paga, então, mais 7,5% sobre o rendimento da aplicação.

Quais são as vantagens e desvantagens dos fundos de investimento?

Uma das principais vantagens de investir em fundos de investimento é contar com um profissional capacitado, o gestor, responsável por identificar as melhores oportunidades do mercado. Trata-se de um aspecto bem interessante para quem não dispõe de tempo ou não tem vontade de acompanhar o vaivém do mercado financeiro.

Entretanto, você não deve colocar seu dinheiro em um fundo e "esquecer" dele. Todo investimento precisa de reavaliações periódicas para checar se ele está rendendo o esperado.

Ao mesmo tempo, confiar os investimentos nas mãos de um gestor também pode ser uma desvantagem, já que o investidor perde a autonomia na hora de escolher suas aplicações.

Outro ponto negativo do investimento em fundos é que nem todos os gestores conseguem bater o benchmark que estão perseguindo. Em algumas situações, vale mais a pena adotar uma estratégia passiva investindo em um ETF, tipo fundo que segue índices da bolsa de valores e oferece taxas de administração consideravelmente mais baixas - em torno de 0,5% ao ano.

Além disso, os melhores fundos geralmente exigem aportes iniciais elevados. Se você está procurando diversificar sua carteira de investimento, distribuir seu patrimônio entre vários fundos pode ser uma tarefa difícil.

Como começar a investir em fundos de investimento?

Para começar a aplicar em fundos, o investidor precisa ter conta em uma instituição financeira (banco ou corretora de valores). Na prateleira da instituição, que geralmente dispõe seus produtos em uma plataforma online, é possível selecionar os fundos nos quais você deseja investir.

Lembrando que, nessa hora, todo cuidado é pouco. Ao escolher o produto, é importante que essa decisão seja tomada após analisar uma série de aspectos, como tolerância a risco, objetivos financeiros, prazo do investimento e necessidade de liquidez.

Também é importante ficar atento às taxas de administração e aos demonstrativos de desempenho passados. É muito comum encontrar fundos que lucram muito apesar de terem desempenhos pífios. Nesse caso, investir em títulos de renda fixa é uma opção bem mais interessante.

O ideal é que essa escolha seja feita com apoio de profissionais, como uma consultoria de investimentos, que vai avaliar seu perfil de investidor antes de recomendar determinado fundo. A Magnetis oferece ferramentas para recomendar os melhores investimentos para você.

Vale destacar que a Anbima preparou um hotsite que explica, por meio de animações e videoaulas, como funciona a nova classificação dos fundos de investimentos.

Se ainda possui alguma dúvida sobre o tema ou não está totalmente seguro a respeito desse tipo de investimento, deixe seu comentário abaixo e entre em contato conosco!

Luciano

Mariana Congo é Gerente de Conteúdo da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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  • Juliane Venturelli

    “O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é cobrado apenas caso o resgate seja realizado em menos de 30 dias após a aplicação dos recursos, variando de 96% a 0% sobre o capital investido.”

    Não seria 96% a 0% do RENDIMENTO?

    • Oi, Juliane! Você está certa! Desculpe pelo erro. Já corrigi no texto 😉
      O certo é: cobrança do IOF nos fundos de investimento para resgates em prazo inferior a 30 dias é de 96% a 0% do rendimento.
      Abraço!

      • Juliane Venturelli

        Obrigada pela resposta e pelo ótimo texto!

  • Leon Walker

    Olá Mariana, parabéns pelo texto. Tenho uma duvida sobre o imposto de renda complementar. Tenho um valor investido em um fundo de renda fixa, e lá aparecem os valores do IR e do IR complementar. Entendo que no fim de maio o come-cotas resgatará o valor correspondente ao 15% dos rendimentos. No momento o IR corresponde a mais ou menos o dobro do IR complementar, visto que um corresponde aos 15% e o outro à 7,5% dos rendimentos, ou seja, a diferença até o teto de 22,5%. Todo mês resgato cerca de 1% da aplicação para gastos pessoais, e não tenho intenção de fazer o resgate total tão cedo. Gostaria de saber, o que acontece com o IR complementar caso eu resgate todo o montante após 2 anos de investimento? Sei que o IR comp. fica como se estivesse alienado, mas depois se a taxa cair à 15%, e a diferença entre esses dois IR’s for zero, o valor “volta” pra mim? Obrigada

  • Leon Walker

    Olá Mariana, parabéns pelo texto. Tenho uma duvida sobre o imposto de renda complementar. Tenho um valor investido em um fundo de renda fixa, e lá aparecem os valores do IR e do IR complementar. Entendo que no fim de maio o come-cotas resgatará o valor correspondente ao 15% dos rendimentos. No momento o IR corresponde a mais ou menos o dobro do IR complementar, visto que um corresponde aos 15% e o outro à 7,5% dos rendimentos, ou seja, a diferença até o teto de 22,5%. Todo mês resgato cerca de 1% da aplicação para gastos pessoais, e não tenho intenção de fazer o resgate total tão cedo. Gostaria de saber, o que acontece com o IR complementar caso eu resgate todo o montante após 2 anos de investimento? Sei que o IR comp. fica como se estivesse alienado, mas depois se a taxa cair à 15%, e a diferença entre esses dois IR’s for zero, o valor “volta” pra mim? Obrigado

    • Oi Leon! Vou pesquisar a melhor resposta para sua dúvida e publico aqui. Abraço! 😉

    • Oi @disqus_PyGiwY3zD3:disqus ! O IR complementar não é restituído. Hoje ele é cobrado de você referente a diferença entre o come-cotas (15%) e a alíquota relativa ao seu investimento dado o período da aplicação, que hoje está em 22,5% — como você disse. Passados os dois anos, você estará na alíquota de 15% e somente este imposto será cobrado.
      Espero ter ajudado, mas qualquer dúvida, estamos aqui! Abraço 😉

  • Joel

    Beloo texto. Se aplicar 100 mil fi de acoes e render 10 mil a taxa administração será sobre os 10 ou 110? E se o rendimento for megativo?

    • Olá, Joel! A cobrança da taxa de administração de fundos de investimentos é sobre o valor total do patrimônio. No seu exemplo, seria sobre os R$ 110 mil. Se o rendimento for negativo (exemplo, o patrimônio cai para R$ 90 mil), a taxa seria cobrada sobre esse valor de R$ 90 mil. Qualquer outra dúvida, estamos por aqui! Abraço 😉

  • Diretoria Pólis

    Os fundos espelhos pagam menos que os originais? Se sim, qual a perda?