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O que são fundos de investimentos e quais os melhores para investir?

Os fundos de investimentos são uma opção interessante para diversificar sua carteira. Existem diferentes tipos de fundo, cada um com características e facilidades próprias. Escolher a modalidade certa pode fazer a diferença na hora de investir, aumentando seus ganhos gradativamente.

Mas, antes de começar a aplicar seu dinheiro, é necessário entender um pouco mais sobre o tema. O que são fundos de investimentos? Quais são os melhores fundos para 2020? Como começar a investir? Quais são as taxas inclusas?

Tire suas dúvidas sobre fundos de investimentos e saiba como eles podem ampliar seus rendimentos. Continue a leitura!

O que são fundos de investimentos?

Os fundos de investimentos formam uma modalidade de aplicação financeira que reúne recursos de diversos cotistas. Esses cotistas aplicam em uma cesta de ativos variada, de mercados diferentes, e pagam um valor a uma terceira parte para gerenciar os recursos. Em resumo, os fundos de investimentos são estruturas formalizadas de investimento coletivo.

Os ativos podem incluir títulos públicos, cambiais e de renda fixa, fundos imobiliários, ações e commodities, entre outros. Se o fundo é bastante diversificado, os riscos são menores para quem participa.

Os fundos de investimentos seguem as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e têm regulamento próprio. Nesse documento, são apresentadas as normas referentes à política de investimento, aos riscos das operações, às taxas administrativas e ao regime de tributação, entre outros pontos.

Portanto, se você decidir comprar cotas de um fundo, aceitará suas regras de funcionamento e terá os mesmos direitos dos outros cotistas. Isso, independentemente da quantidade de cotas que você possui, já que as normas e vantagens são iguais para todos os participantes.

Como funcionam?

As regras de cada fundo de investimento são detalhadas em um documento chamado lâmina. Nela, o interessado encontra o histórico de rendimentos do fundo, a sua política de investimentos e o seu patrimônio, entre outros dados. 

Ao consultar a lâmina do fundo de investimentos, dê atenção especial às informações a seguir.

Benchmark

Cada fundo de investimento tem um benchmark, ou seja, um índice que será usado como meta a ser ultrapassada. Os resultados podem ser considerados bons quando a estratégia do gestor excede essa meta.

Taxa de administração

Todo fundo de investimento tem uma taxa de administração que incide sobre o valor investido e é cobrada mês a mês. Além dela, existe a taxa de performance, calculada sobre os rendimentos acima da meta estabelecida.

Prazos

Cada fundo tem um prazo próprio para cada etapa da cotização. A cotização é o tempo total que o dinheiro leva para virar cota e para ser resgatado (liquidação).

CNPJ

O fundo de investimento é considerado um patrimônio e tem CNPJ — é por isso que os FIs não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito. A partir do número de CNPJ, é possível visualizar a composição de carteira de cada fundo no site da CVM.

Impostos

O Imposto de Renda incide apenas sobre o lucro e é recolhido pelo administrador do fundo. Em fundos de ações, a alíquota é de 15% sobre o rendimento, paga apenas no resgate. Nos demais fundos, a cobrança é semestral, e os valores podem variar. 

Outro imposto do fundo de investimentos é o IOF, cobrado somente de resgates realizados em menos de 30 dias.

Por que é importante considerar fundos de investimentos na carteira?

Para ampliar sua rentabilidade, o primeiro passo é diversificar a carteira. Nesse caso, os fundos de investimentos são vantajosos porque é possível acessar aplicações a um custo menor e com valores mínimos mais baixos.

O patrimônio de um fundo de investimento é a soma de todos os recursos aplicados por seus diferentes cotistas, de diferentes perfis. Isso faz com que os custos com corretagem sejam divididos igualmente entre todos os participantes.

Além disso, quem fará esse monitoramento é um gestor — cujo auxílio é fundamental para quem está começando. O apoio de um especialista faz toda a diferença nesse momento, tanto para administrar o dinheiro quanto para tirar suas dúvidas.

Quais são os principais tipos de fundo de investimento?

Existem opções de fundos para todo perfil de investimento, desde o conservador até o mais agressivo. Conheça os principais tipos de fundo de investimento.

Fundos de renda fixa

São fundos compostos por, no mínimo, 80% de ativos de renda fixa, como títulos do Tesouro. Os outros 20% podem ser compostos por ativos que busquem aumentar os ganhos, como derivativos. Portanto, os fundos de renda fixa são uma boa alternativa para quem busca um investimento mais conservador e estável. 

O que os identifica é a sigla RF no nome, como FI RF PETROS CP RECUPERAÇÃO BR ou SANTOS CREDIT YIELD FI RF CP. 

Fundos de ações

Os fundos de ações são compostos por, no mínimo, 67% de ativos na bolsa de valores. Por serem de renda variável, são mais indicados para quem busca um investimento arrojado. São uma boa opção para quem deseja entrar no mercado de ações, mas gostaria de terceirizar a gestão dos ativos.

Dentro dessa categoria, existem os fundos long only, long short e long biased. Os long only se concentram nas ações compradas na carteira, portanto, são valorizados com a alta do mercado. Já os long short também ganham quando o mercado está em baixa, pois operam em pares de ações. Por último, os long biased são uma mescla dos dois primeiros, com foco na alta de ações. 

Todos os fundos de ações têm a sigla FIA em seu nome, como o Privatto FIA ou INTER + IBOVESPA ATIVO FIA.

Fundos cambiais

Os fundos cambiais são compostos por, no mínimo, 80% de ativos de outras moedas, como títulos públicos dos EUA e de países da Europa. Geralmente, quem aplica em um fundo cambial busca proteger seu patrimônio da variação do dólar e do euro.

Os fundos cambiais são indicados para quem busca ganhos a médio e longo prazo devido à volatilidade do câmbio. Alguns exemplos são o TREND SHORT DOLAR FI CAMBIAL e o VITREO MOEDAS LIFE FI CAMBIAL.

Fundos multimercado

Os fundos multimercado oferecem mais flexibilidade para o gestor, pois podem ser compostos de papéis de diversos setores. Apesar de as ações serem maioria, eles também possuem títulos de renda fixa. Isso faz com que esses fundos sejam uma forma mais segura para começar a investir em ações. 

São uma boa opção para quem deseja começar a investir em renda variável com um pequeno aporte inicial, a partir de R$ 100. Nesse tipo, vale observar atentamente o perfil de cada gestor, para escolher a carteira que melhor atenda às suas necessidades.

Os fundos multimercado têm a sigla FIM em seu nome, como LAJ FIM CP IE e BLACK EAGLE FIM CP.

Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários (FIIs) são uma forma de investir no mercado imobiliário, mas de maneira indireta. Isso, porque os FIIs são compostos por ativos de imóveis comerciais. Assim como proprietários de imóveis, os cotistas de FIIs também recebem uma renda mensal passiva, como um aluguel.

Os FIIs têm três subtipos: fundos de tijolo, fundos de papel e fundos híbridos

Os fundos de tijolo são feitos a partir de empreendimentos imobiliários comerciais, como shopping centers. Já os de papel são baseados em ações do setor imobiliário, como LCIs e CRIs. Por último, os híbridos apresentam uma mescla desses dois tipos de fundo.

Alguns exemplos de FII são o BC Fund e o Cyrela Thera Corp.

Fundos referenciados

Os fundos referenciados têm o seu benchmark como principal característica. Isso, porque 95% de sua composição deve ser feita de ativos que acompanhem o índice escolhido. Normalmente, os índices de referência são vinculados a ativos de renda fixa, como a taxa Selic ou DI.

Os fundos referenciados costumam ser compostos por títulos públicos ou privados. Porém, existe uma diferença entre os fundos de renda fixa e os referenciados. 

Os primeiros são compostos por títulos prefixados; portanto, o gestor saberá de antemão de quanto serão os ganhos. Já os referenciados são compostos por títulos pós-fixados indexados pelo benchmark em questão.

Esses fundos trazem em seu nome a palavra “referenciado” ou a sigla “ref” + o benchmark em questão. Por exemplo, o BB RF Referenciado DI Social, cujo benchmark é o DI, ou o WESTERN ASSET SOBERANO II FI RF REF SELIC.

Quais são os melhores fundos de investimentos para 2020?

Agora que você já sabe o essencial sobre fundos de investimentos, veja quais são as melhores opções para aplicar ainda em 2020.

Antes disso, porém, é importante levar em consideração que, para saber qual é o melhor fundo para você, é necessário entender um pouco sobre análise fundamentalista e conhecer os principais índices econômicos. Você também pode pedir auxílio a um profissional qualificado para entender qual é o melhor caminho.

1. BNP Paribas Inflação FI RF

Esse fundo de renda fixa tem aplicação mínima de R$ 5.000. Entre março de 2019 e março de 2020, sua rentabilidade acumulada chegou a 19,92%. A taxa de administração é de 0,50% ao ano.

É um investimento de risco mais moderado em relação aos demais fundos de renda fixa desta lista.

2. XP REF FIRF REF DI CP

No mês de abril de 2020, o XP Referenciado FIRF REF DI CP rendeu 0,52%, equivalente a 100,53% do CDI. O retorno acumulado em 12 meses é de 6,43%. A taxa de administração é de 0,40%, e a aplicação mínima, de R$ 500. 

Em relação aos outros fundos, esse é uma opção mais atrativa para quem quer começar aplicando com valores menores.

3. BTG Pactual Tesouro IPCA Curto FIRF

Entre março de 2019 e março de 2020, o BTG Pactual Tesouro IPCA Curto FIRF apresentou rentabilidade de 12,63%. A taxa de administração é de 0,20%, e a aplicação mínima é de R$ 3.000.

Este fundo de renda fixa é uma boa opção para quem deseja investir em um fundo de renda fixa com um retorno um pouco maior. Tem o maior número de cotistas da lista.

4. XP Inflação Referenciado IPCA FI Renda Fixa LP

De março de 2019 até março de 2020, a rentabilidade desse fundo chegou a 12,98%. A taxa de administração é de 0,80%, e a aplicação mínima é de R$ 5.000.

É um fundo de renda fixa indicado para quem é mais conservador: com menos rentabilidade, mas de baixo risco. É o fundo com maior número de meses positivos desta lista.

5. INTER + IBOVESPA ATIVO FIA

Esse fundo de ações tem aplicação mínima de R$ 10.000, com taxa de administração de 3,70% ao ano. A rentabilidade dos últimos 12 meses chegou ao valor de 10,12%.

É um fundo de ações mais agressivo, com alto risco e alta possibilidade de retorno.

6. FIA CAIXA INSTITUCIONAL BDR NÍVEL I

Esse fundo de investimentos em ações da Caixa Econômica Federal tem aplicação inicial de R$ 10.000. A taxa de administração é de 0,70% ao ano. Entre julho de 2019 e junho de 2020, a rentabilidade acumulada foi de 54,58%.

É um fundo de ações mais agressivo, com alto risco e alta possibilidade de retorno. Tem o maior patrimônio da lista: R$ 1,8 bilhão divididos entre 181 cotistas (dados de novembro de 2020).

Quais são as vantagens dos fundos de investimentos?

Diversificação

Os fundos são compostos por ativos de várias empresas, mesmo dentro de uma única categoria. Por isso, eles são uma boa alternativa para quem busca diversificar a carteira sem realizar a compra direta de ações.

Liquidez

A liquidez é outra vantagem dos fundos de investimento. Ao optar por fundos abertos, é possível aplicar e resgatar suas cotas em dinheiro em um prazo relativamente rápido. Para saber em quanto tempo você poderá receber suas cotas em dinheiro, atente aos prazos de cotização do fundo escolhido.

Praticidade

Com a figura do gestor, os fundos de investimento se tornam uma forma muito mais prática de implementar uma estratégia de investimentos. Esse profissional é responsável por escolher os ativos mais rentáveis e aplicar as manobras necessárias para reduzir danos ou alavancar ganhos.

Sendo assim, não é preciso que cada cotista acompanhe o mercado de ações diariamente, já que o gestor assume esse papel.

Imposto cobrado na fonte

Uma das vantagens para quem opta por fundos de investimento é a de não se preocupar com o pagamento do Imposto de Renda. Isso, porque o IR já é retido pelo próprio administrador. Esse sistema é conhecido como come-cotas: o valor do imposto é deduzido da quantidade de cotas de cada condômino.

Como começar a investir em fundos de investimentos?

1. Defina o objetivo

Com tantas opções, é importante escolher um fundo que esteja adequado aos seus objetivos pessoais. Como é a configuração da sua carteira de ativos hoje? Quanto você pretende investir? Tais perguntas são essenciais para iniciar o seu planejamento financeiro.

2. Entre em contato com uma corretora

Em seguida, entre em contato com uma corretora ou instituição financeira para ajudar você a escolher o melhor fundo. A estratégia será elaborada pelo gestor, que fará a organização das cotas.

3. Avalie as opções disponíveis

Mesmo que uma equipe de profissionais seja responsável pelos resultados, é importante se informar antes de fazer sua escolha.

Qual é o valor da taxa de administração? A porcentagem de tributos é muito elevada? Qual é a política de investimentos? E o histórico do gestor? Essas e outras informações estão disponíveis na lâmina de cada fundo de investimento.

4. Acompanhe os índices

Procure se informar sobre qual será o retorno do fundo escolhido. Ele pode estar ligado a um indicador de referência, como o CDI e o Ibovespa. Se você for investir no setor imobiliário, por exemplo, pode seguir o índice IFIX para acompanhar os ativos que integram esse mercado.

Como vimos, há diferentes tipos de fundos de investimentos, cada um com características, taxas e tributos próprios. Essa modalidade é ideal para quem busca diversificar a carteira e ampliar os rendimentos de maneira significativa. E se você quiser saber como investir na bolsa sem perder dinheiro, assista ao nosso webinar!

análise de investimentos
Caroline Dubard
Caroline Dubard

formada em marketing e apaixonada por conteúdo. Tem experiência em marketing digital, performance e branding. Atualmente, lidera as estratégias de marketing de conteúdo da Magnetis.

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