Fundos DI: o básico da sua carteira de investimentos

por Mariana Congo

Neste post você vai ler:

  • O que são fundos DI
  • Nova classificação Anbima
  • Vantagens e riscos
  • Atenção! O impacto da taxa de admininistração

No universo das finanças, os fundos DI são uma aplicação financeira que pode trazer benefícios para todo perfil de carteiras de investimentos. É tão básico como arroz com feijão, café com pão de todo dia.

Apesar de muitas pessoas buscarem saber o que é fundo DI, a nomenclatura "fundos DI" deixou de existir desde outubro de 2015, quando entrou em vigor a nova classificação de fundos de investimento, determinada pela Anbima. Ainda assim, o conceito que fundamenta esse tipo aplicação financeira de renda fixa permanece o mesmo.

O que são fundos DI?

Um dos produtos mais simples do mercado, os fundos DI investem, no mínimo, 80% da carteira em títulos públicos federais (leia mais sobre Tesouro Direto), em ativos com baixo risco de crédito ou em cotas de fundos de investimentos em renda fixa.

A principal característica dos investimentos DI é que a rentabilidade busca seguir o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) — taxa pela qual os bancos fazem empréstimos entre si. O CDI está hoje no patamar de 6,89 ao ano (atualizado em 02/02/2018).

O CDI, por sua vez, acompanha a variação da taxa básica de juros da economia, a Selic, que atualmente está em 7% ao ano. Por acompanharem a variação da taxa básica de juros, os fundos DI são importantes para proteger o patrimônio dos investidores ao longo do tempo.

Além disso, eles garantem rentabilidade mesmo em prazos mais curtos de resgate e com baixíssimo risco. Contudo, existe um item em que é importante que você preste atenção: o efeito das taxas de administração cobradas pelo fundo na sua rentabilidade líquida. Vamos detalhar esse tema mais a frente.

Nova classificação Anbima

Como falamos na introdução, com a mudança nas regras de classificação dos fundos de investimentos pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), em vigor desde outubro de 2015, os fundos DI deixaram de ter uma denominação própria.

Ou seja, os fundos referenciados DI foram regulamentados e incorporados à classe de fundos de renda fixa. E, na mudança, as gestoras dos fundos puderam determinar para qual subcategoria os fundos DI iriam.

A maioria dos antigos fundos DI é atualmente classificada como “Fundos de Renda Fixa Baixa Duração Soberano” ou “Fundo de Renda Fixa Baixa Duração Grau de Investimento”. Veja as diferenças:

  • Fundos de Renda Fixa Baixa Duração Soberano: de curto prazo, são fundos que investem 100% em títulos públicos federais do Brasil. Sim, os mesmos títulos que você pode comprar pelo Tesouro Direto,

  • Fundos de Renda Fixa Baixa Duração Grau de Investimento: também da classe de renda fixa e de curto prazo, investem pelo menos 80% da carteira nos títulos públicos federais.

Enquanto os (antigos) fundos DI concentram os investimentos em papéis pós-fixados ou indexados ao CDI ou à Selic, os outros fundos de renda fixa alocam mais recursos em aplicações prefixadas ou atreladas a índices de preços, como IPCA, índice oficial que mede a inflação.

Populares entre o grande público, as novas classes para as quais migraram os fundos DI têm grande representatividade dentro da

indústria de fundos

de renda fixa, respondendo por 48% do patrimônio líquido dos total de fundos de renda fixa (dado até abril de 2017).

Total Fundos de Renda Fixa

R$ 1794 bilhões

Duração Baixa Grau Investimento

R$ 598 bilhões

Duração Baixa Soberano

R$ 264 bilhões

Perfil do investimento

O investimento em DI costuma ser indicado para quem vai aplicar recursos com foco no curto prazo e não está disposto a correr (tanto) risco, ou seja, um investidor mais conservador ou mesmo moderado.

Esses recursos podem ser, por exemplo, o colchão de liquidez da carteira do investidor: aquele dinheiro que pode ser acessado a qualquer momento — uma reserva para emergências, por exemplo, ou o dinheiro guardado para as férias do ano seguinte.

No entanto, mesmo em carteiras com foco em longo prazo e perfil de risco menos conservador, as aplicações DI têm papel relevante, pois representam a parcela dos recursos que acompanhará a evolução das taxa de juros da economia ao longo do tempo.

Riscos

O risco dos fundos DI é pequeno, se comparado a outros fundos, porque o patrimônio é investido nos ativos mais seguros do mercado: os títulos públicos federais ou outros de baixo risco de crédito, ou seja, baixo risco do emissor do título dar um calote.

Vantagens

O baixo risco é justamente a principal vantagem dos fundos DI, que podem aplicar todo o patrimônio ou parte da carteira nos títulos públicos federais.

Outro ponto a favor dos fundos DI é que normalmente eles contam com liquidez diária, característica que os torna competitivos para quem, a qualquer momento, precisar sacar o dinheiro.

Muitos fundos DI também permitem aplicações de baixo valor inicial, o que é importante para investidores que estão começando a investir agora ou para aqueles que querem fazer aportes adicionais constantes.

Como escolher um bom fundo DI?

O primeiro passo para escolher um tipo de investimento é ter clareza sobre seu perfil como investidor, o que envolve uma série de aspectos, como tolerância a risco, objetivos financeiros, prazo do investimento e necessidade de liquidez.

Passado esse item básico, é muito importante comparar os custos e a rentabilidade dos fundos DI entre as instituições financeiras. Isso pode fazer uma grande diferença no retorno do seu investimento ao longo do tempo.

O impacto da taxa de administração

A taxa de administração é um fator muito importante na hora de escolher um fundo DI, afinal muitos produtos distribuídos oferecem a possibilidade de aplicar quantias baixíssimas, mas embutem um custo alto de administração.

Por outro lado, fundos com taxas menores, que podem parecer um bom negócio à primeira vista, geralmente obrigam você a fazer aportes mais altos. Então, como fica essa história?

É importante equilibrar a dose: o bom fundo DI tem um custo baixo, mas também permite que você aplique quantias menores, o que vale a pena para aportes periódicos, afinal nem sempre você terá montantes altos para investir.

Veja uma comparação entre fundos:

Brasil Plural Yield Fundo de Investimento Renda Fixa Referenciado DIBradesco FIC FI Renda Fixa Simples Brilhante
Taxa de administração: 0,30% ao anoTaxa de administração: 2,50% ao ano
Investe no mínimo 95% da carteira em títulos públicos e privados que acompanham a variação do CDI.Investe no mínimo 95% da carteira em títulos públicos e privados que acompanham a variação do CDI.
Aplicação inicial: R$ 3.000Aplicação inicial: R$ 50
Aportes mínimos adicionais: livreAportes mínimos adicionais: R$ 50
Liquidez diáriaLiquidez diária

Fonte: ferramenta Comparação de Fundos da Magnetis

Notou a diferença? Os fundos são semelhantes em termos de estratégia e objetivos, mas a taxa de administração do fundo do Bradesco torna o investimento menos interessante comparado ao fundo do Brasil Plural, ainda que a aplicação inicial seja menor.

Visualize o efeito das taxas de administração sobre a rentabilidade acumulada:

PeríodoFundo Brasil PluralFundo BradescoCDI
1 ano08,96%06,27%08,88%
2 anos24,04%17,89%23,97%
5 anos69,35%50,87%69,89%

Fonte: ferramenta Comparação de Fundos da Magnetis

Como a Magnetis usa fundos DI nas carteiras

Para equilibrar a cesta de investimentos dos clientes, a Magnetis inclui em todas as carteiras uma fatia de aplicações com foco no curto prazo, o que ajuda a proteger o patrimônio do investidor das oscilações na taxa de juros. É aí que entram os fundos DI como uma estratégia de investimento de risco mais baixo.

O ideal é que, ao escolher um fundo DI, você conte com apoio de profissionais de investimentos e não caia na roubada de um fundo com alta taxa de administração. O algoritmo da Magnetis pode avaliar seu perfil de investidor e te recomendar os melhores produtos.

Assim, é possível garantir a rentabilidade desejada, sem correr muitos riscos de maneira geral, mesmo que você opte por aplicações um pouco mais arriscadas que outras. A diversificação da cesta de investimentos equilibra os retornos. Nesse sentido, a Magnetis possui a carteira que mais combina com o seu perfil, confira!

6 características dos fundos DI

1 - Liquidez

Para os fundos DI, geralmente a liquidez é diária. Ou seja, você pode sacar o dinheiro que investiu a qualquer momento, sem carência.

2 - Tributação

O Imposto de Renda incide sobre os rendimentos do fundo e você paga o tributo quando resgatar os recursos. A alíquota de IR diminui conforme o prazo do investimento, seguindo a famosa tabela regressiva:


  • 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;

  • 20% para aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias;

  • 17,5% para aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias,

  • 15% para aplicações com prazo acima de 720 dias.


Mas, ao longo do investimento, também há a mordida do chamado “come-cotas”, que funciona como um “adiantamento” da incidência do Imposto de Renda e é cobrado duas vezes por ano, em maio e novembro, com alíquota de 15% sobre a rentabilidade do período.

3 - Garantia

Ao contrário de outras aplicações de renda fixa, como poupança, CDB, LCI e LCA, os fundos DI não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Mesmo assim, há um alento nessa história: se o banco falir, o dinheiro aplicado estará protegido.


Isso ocorre porque o patrimônio do fundo, juridicamente, fica separado do patrimônio da instituição financeira. Mas todo cuidado é pouco, pois não custa você pesquisar sobre o administrador e o gestor do fundo DI no qual está aplicando seus recursos.

4 - Taxas

Para investir em fundos DI, você paga uma taxa de administração, que ajuda a remunerar a equipe por trás da gestão do fundo. No caso dos fundos DI, não há incidência da chamada de taxa de performance (cobrada quando o desempenho supera o índice de referência ou benchmark).


É preciso, portanto, ficar atento, porque a gestão e a estratégia desse tipo de fundo costumam ser mais simples que outras categorias, como fundos multimercados e de ações, por exemplo.

5 - Investimento inicial e aportes adicionais

A aplicação inicial em fundos DI costuma ser menor em relação ao investimentos em fundos de outras categorias, assim como são permitidos aportes adicionais de valores baixos. Entretanto, vale dizer que os valores variam de acordo com o emissor.


Mas, como dito acima, é preciso tomar cuidado: nem sempre um fundo que permite um pequeno aporte inicial — é possível encontrar fundos a partir de R$ 50 — vai valer a pena por conta das altas taxas de administração.

6- Como comprar

Você pode aplicar em um fundo DI por meio do seu banco ou corretora. Na Magnetis, a corretora parceira é a Easynvest.


Agora que você já sabe o que são fundos DI, que tal entrar em contato conosco para analisar qual é o melhor fundo e como escolher a carteira de investimentos que mais combina com o seu perfil? Com a Magnetis, com certeza, seus rendimentos vão melhorar!

Arthur Utchitel é contabilista e consultor de Investimentos na Magnetis

Arthur Utchitel é contabilista e consultor de Investimentos na Magnetis.

Fundos DI: o básico da sua carteira de investimentos
5 (100%) 1 vote