Gestão ativa ou passiva? Saiba as diferenças entre essas estratégias de investimento

por Mariana Congo | 02/05/2016

Gestão ativa ou passiva?

Neste post você vai ler:

  • Gestão ativa ou passiva? 
  • Características de cada tipo de estratégia
  • Vantagens e desvantagens

Ao investir em um fundo de investimento, você pode se deparar com uma questão existencial: é melhor entrar em um fundo com estratégia de gestão ativa ou passiva?

A diferença entre esses dois tipos de gestão é básica: na gestão ativa existe o objetivo de que a rentabilidade do investimento supere os índices de referência. Na outra ponta, a gestão passiva busca replicar a desempenho de determinado índice de referência.

Mas você pode se perguntar: como saber qual tipo de gestão é a mais adequada para meu perfil? Quais as características de cada uma?

Vamos falar sobre tudo isso neste post. Você vai ver que existem diferenças significativas de custos entre os dois tipos de gestão de fundos de investimentos.

O que é gestão ativa

A estratégia de gestão ativa é aquela em que o gestor tem liberdade para fazer a seleção dos ativos que vão compor a carteira de determinado fundo de investimento. Nesse tipo de gestão, a meta é obter rentabilidade superior ao registrado pelo índice de referência, o chamado benchmark. Isso significa que o gestor procura no mercado as melhores alternativas de investimento sempre em busca de atingir esse objetivo.

Falando assim, pode parecer que é simples fazer gestão ativa. Na prática, não é tão simples encontrar oportunidades acima da média do mercado. Um estudo da Morningstar mostra que nos últimos 20 anos somente 25% dos gestores de fundos nos Estados Unidos conseguiram superar o desempenho do S&P500, principal índice de ações norte-americano.

Os fundos de gestão ativa costumam ser recomendados para o investidor que esteja disposto a tomar mais risco, afinal, o desempenho da carteira pode oscilar muito conforme as estratégias adotadas pelo gestor.

O que é gestão passiva

A gestão passiva, por sua vez, não tem como meta ultrapassar o desempenho do benchmark. O gestor de um fundo com esse tipo de estratégia busca “replicar” a performance de um índice de referência. Ou seja, a ideia é que a rentabilidade do fundo acompanhe a variação de determinado benchmark.

Dentre as vantagens da gestão passiva estão, principalmente, custo menor de administração do investimento e maior previsibilidade do retorno, uma vez que este acompanhará a rentabilidade do índice usado como referência.

No longo prazo, os fundos de gestão passiva costumam mostrar um desempenho mais eficiente, uma vez que a tendência dos índices de mercado é de alta quando se leva em conta um período de tempo maior.

De acordo com um estudo realizado pela Magnetis, os fundos de gestão ativa produziram um retorno médio de 7,93% ao ano entre 2000 e 2015, enquanto os fundos de gestão passiva (ETFs) renderam, na mesma base de comparação, 12,71% ao ano, quase cinco pontos percentuais a mais.

Características: como as estratégias são aplicadas

Fundos de Investimento

Dentre os fundos de investimentos, os fundos multimercado normalmente possuem gestão ativa, pois combinam investimento em diversos mercados, como juros, câmbio, ações, derivativos, ativos no exterior etc. Conforme a estratégia adotada pelo gestor, essas carteiras podem assumir mais riscos em busca de maior rentabilidade, de modo a superar o índice de referência.

Já em um fundo de ações com gestão ativa, por exemplo, a categoria Ações Livre, o gestor tem liberdade para escolher os papéis que vão compor a carteira e pode mudar a composição a carteira sempre que enxergar oportunidades de maior ganho.

ETFs (fundos de índice)

O chamado Exchange Traded Fund (ETF) é um exemplo de aplicação da gestão passiva no mercado de ações. Conhecido no Brasil como fundo de índice, nada mais é que um fundo que tem como objetivo garantir o retorno de determinado índice de ações.

Por exemplo: um ETF de Ibovespa tem em sua composição ações de todas as empresas que compõe o índice. As cotas de um ETF são negociadas na BM&FBovespa, assim como as ações comuns.

Na Magnetis

No processo de seleção de investimentos em ações para compor a carteira de seus clientes, a Magnetis aproveita as vantagens da gestão passiva para reduzir os custos, aumentar a transparência das carteiras recomendadas e a previsibilidade do retorno.

Segundo um estudo feito pela nossa equipe de pesquisa (leia detalhes aqui), a maneira mais eficiente de se investir no mercado de ações via fundos é por meio de ETFs, considerando pessoas que tenham uma quantia de até R$ 100 mil para aplicar.

Nessa pesquisa, analisamos o retorno de todos os fundos de ações brasileiros entre 2000 e 2015. A conclusão foi que a gestão de ativa em fundos de ações só tende a ter um retorno superior ao dos ETFs para aplicações acima de R$ 100 mil e com uma carteira composta por, pelo menos, 6 fundos diferentes.

Quando entramos no quesito custos, os fundos de ações tradicionais geralmente têm taxa de administração entre 2% e 3% ao ano, além de taxa de performance (normalmente 20%) sobre os ganhos que superarem o índice de referência.

Nos ETFs taxa de administração é bem menor: entre 0,2% e 0,8% ao ano e não há cobrança de taxa de performance.

Assim, nas carteiras Magnetis em que há uma parcela de ações, usamos ETFs basicamente por dois motivos: baixo custo e rentabilidade.

Gestão ativa ou passiva: vantagens e desvantagens

Gestão ativa

Desvantagens

O principal ponto negativo dos fundos com gestão ativa é o custo embutido para investir. Como a estratégia é ativa, isso requer mais atenção e experiência do gestor, o que acarreta em maiores taxas de administração, sem contar a taxa de performance, cobrada quando o fundo consegue superar seu benchmark.

Outro risco é o fundo, mesmo com gestão ativa, não conseguir superar seu índice de referência. Embora a meta seja sempre ultrapassar o benchmark, não há garantia de que esse desempenho será alcançado.

Vantagens

A principal vantagem do fundo com gestão ativa é a possibilidade de se conseguir retornos acima do benchmark, caso conte com uma boa equipe de gestão que saiba capturar rapidamente os movimentos de mercado e, com isso, fazer as melhores escolhas no momento certo.

Gestão passiva

Desvantagens

O principal ponto negativo da gestão passiva é que, ao ter como objetivo “replicar” o desempenho de um índice de referência, não há possibilidade, como na gestão ativa, de conseguir rentabilidades acima da média.

Vantagens

Em geral, os fundos de gestão passiva contam com taxas mais baixas. Isso porque, a estratégia das carteiras é mais simples e não demanda tanto trabalho por parte da equipe de gestão.

Além disso, outra qualidade da gestão passiva é a maior previsibilidade, uma vez que, como esse produto acompanha índices, o investidor conta com menos surpresas no final das contas.

Cada vez mais, a gestão desse tipo de produto vem sendo automatizada, o que diminui ainda mais o trabalho operacional e torna-o mais simplificado.

Já pensou em automatizar seus investimentos? Teste a ferramenta da Magnetis.​

Luciano

Mariana Congo é Content Manager da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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