O que são Derivativos? – Glossário Financeiro

O que são derivativos?

Para quem ainda não sabe o que é derivativo ou mesmo aqueles pouco familiarizados com o mercado relacionado a ele, é importante conhecer sua definição — que aparenta ser um termo complicado a princípio — a fim de garantir mais segurança nos investimentos.

Como o próprio nome sugere, derivativos são instrumentos financeiros que derivam de determinados ativos ou mesmo de outros derivativos. São negociados por meio de contratos pré-definidos e padronizados e permitem que investidores protejam suas operações de flutuações de valores dos ativos e de mudanças na economia.

O mercado de derivativos no Brasil, em sua maior parte, é negociado no mercado de balcão e de pregão (bolsa) da BM&FBovespa (atual B3). Parte do mercado de balcão também era registrado pela Cetip, antes da fusão com a BM&FBovespa - que deu origem à B3.

Operações com derivativos

Existem inúmeros tipos de operações com derivativos, mas, em geral, existem quatro classificações: mercado a termo, mercado futuro, swap, opções. Cada uma delas possui particularidades no contrato e, por tal razão, é indicada para pessoas e empresas em momentos distintos.

O mercado a termo, segundo a BM&FBovespa, é um dos exemplos de derivativos mais seguros e simples. Com ele, é possível negociar mercadorias ou ativos financeiros e, assim, fixar previamente o preço daquele bem em uma data futura. Os pontos vantajosos desse tipo de operação são a proteção contra a volatilidade do preço da mercadoria ou do ativo financeiro e a emissão de um registro pela BM&FBovespa que garante crédito a ambas as partes. O mercado a termo é negociado em bolsa (negociações abertas) ou em balcão (negociações específicas entre partes).

Um bom exemplo é negociar a compra de um determinado ativo financeiro em 20 dias: assim como, de um lado, existe o compromisso de obter tal a pelo valor já estabelecido, por outro há a obrigação de venda, independentemente da flutuação do mercado.

O mercado derivativos futuro é semelhante ao termo, em alguns aspectos, mas possui muito mais liquidez do que o primeiro, pois é somente negociado em bolsa as partes não possuem vínculo de negociação. Ou seja, desse modo, é possível que um investidor venda determinado ativo mesmo antes do vencimento.

A diferença principal entre o mercado a termo e o futuro é em relação ao preço. Enquanto no mercado a termo o preço é fixado previamente, no mercado futuro é feito um ajuste diário em cada contrato para apurar perdas e ganhos de acordo com as mudanças no mercado. A maior parte desses derivativos é negociada pela BM&F, sempre em bolsa.

Além disso, o mercado futuro sofre a influência da competitividade: os ativos derivativos futuros se ajustam conforme as leis de mercado, da livre concorrência e da oferta e procura. A versatilidade dessa operação é indicada tanto para hedgers, quanto para especuladores.

O mercado swap é uma operação em que se é, ao mesmo tempo, ativo e passivo. Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), trata-se de uma negociação da rentabilidade de dois diferentes bem (mercadorias ou ativos financeiros), em reais; funciona como uma permuta de fluxo de caixa com variáveis distintas. Assim como no mercado a termo, a um swap só pode ser liquidado no vencimento.

Toda operação swap é sistematizada em balcão organizado e entre as mais comuns estão de juros, de moedas e de commodities. A BM&FBovespa dispõe de garantias e, por consequência, oferece menor risco para ambas as partes.

No mercado de derivativos financeiros conhecido como opções é negociado o direito de compra ou venda de uma mercadoria ou ativo financeiro por um determinado preço no futuro. O mercado de opções é um pouco mais variável, sem regras pré-definidas, visto que estas são sempre negociadas a critério do comprador e do lançador. Apesar de bastante adaptável, ainda é possível utilizar barreiras e limitadores a fim de evitar prejuízos significativo. É também uma operação garantida pela BM&FBovespa.

Riscos dos derivativos

Muito embora exista a garantia e regulação da BM&FBovespa e da CVM, as operações de derivativos são mais indicadas para aqueles que possuem bastante conhecimento prévio sobre as estratégias de negociação, pois ao passo que pode oferecer grande rentabilidade, também pode provocar prejuízos.

O mercado de derivativos é bastante usado por investidores pessoa jurídica, em especial empresas que querem buscar garantias para preços de mercadorias em uma data futura.

Vantagens dos derivativos

Os derivativos são recomendados para, basicamente, três funções: hedge, em que são protegidas as negociações (não há prejuízo, mas abre-se mão de maior rentabilidade), especulação, em que é assumido o risco da flutuação de preço (busca-se grandes lucros, mas há chances de prejuízo) e arbitragem, em que é obtido lucro perante a diferença entre os valores de ativos (existem menos risco que especuladores e, por conseguinte, menos lucro).

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