Fundo Cambial – Glossário Financeiro

por Rodrigo Botinhão | 23/11/2017

Glossário Financeiro: O que é LC?

O que é Fundo Cambial? 

Segundo o regulamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), existem quatro subdivisões de fundos de investimentos — onde é encontrado o fundo cambial. Essa diferenciação se dá por conta das estratégias e políticas para investir e, por consequência, impacta diretamente no processo de tomadas de decisão de cada um.

As classificações de fundos de investimento são:

· Renda fixa: compostos por ativos em que a regra de rentabilidade é pré-definida;

· Ações: fundos com a maior parte de ativos em renda variável;

· Multimercado: definidos pela combinação de investimentos em diversas estratégias,

· Cambial: aplica em moedas estrangeiras.

Os fundos cambiais, portanto, são fundos de investimento que se baseiam na flutuação do valor de moedas estrangeiras, normalmente norte-americana (dólar). Neste sentido, a carteira de ativos deve conter um mínimo de 80% em títulos que possuem relação — direta ou indireta — com a variabilidade do preço da moeda ou das taxas de juros, os chamados cupons cambiais.

Por essa razão, o fundo cambial é indicado não apenas para quem deseja acompanhar a variabilidade e preservar o poder de compra da moeda do exterior, mas, também, aos investidores que desejam ficar seguros contra a desvalorização da moeda brasileira, o real. Vale destacar que o investimento em fundo cambial é de renda variável, ou seja, está mais sujeito aos riscos e à imprevisibilidade do mercado. O fundo cambial mais comum é o de dólar.

​Como funcionam os fundos cambiais?

Inicialmente, é de extrema importância explicitar a diferença entre investir na moeda em si e nos títulos delas: quando se fala sobre fundo cambial, sua rentabilidade não vai refletir exatamente a cotação da moeda, pois existem impostos, como Imposto de Renda e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e outras taxas de administração do fundo de investimentos a serem descontadas do rendimento.

Se tratando ainda de tributações, a maior parte dos bancos de varejo tem a disponibilidade de fundos de investimentos cambiais. No entanto, é preciso analisar as taxas cobradas por cada um para administrar seu patrimônio, visto que podem impactar negativamente na multiplicação do valor investido.

A taxa de administração ideal gira em torno de 1,5%, mas há certas administradoras com taxas acima de 3% ou 4%, que são consideradas altas e por isso impactam no rendimento final.

Vantagens e desvantagens

Um dos fatores benéficos de se investir em um fundo cambial é a segurança que ele pode oferecer contras as flutuações das moedas estrangeiras. É possível utilizar os 20% restantes dos ativos para proteger a carteira — operação conhecida também por hedge — em vez de trazer alavancagem.

Outro ponto interessante é que os fundos cambiais são investimentos de longo prazo, justamente por causa das alíquotas, as quais decrescem conforme o tempo. O IOF, por exemplo, é omitido em cerca de 30 dias.

Apesar disso, o detalhe desfavorável é a influência contrária das taxas de administração, bem como sua liquidez, isto é, são fundos um pouco mais voláteis.

Quem deve aplicar em fundos cambiais?

Essa classe de fundos é indicada para quem necessita fazer negociações no exterior ou mesmo em dólar, ou seja, é válido para as pessoas que desejam realizar uma viagem a longo prazo, adquirir produtos ou mesmo para empresas que precisam pagar faturas e dívidas em moeda estrangeira. Nesse último caso, o hedge é fundamental.

Fundos cambiais também são adequados para investidores que apreciam certo risco, visto que são voláteis e sofrem flutuações também de acordo com o cenário político do país.

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