O que é risco de crédito? – Glossário Financeiro

por Rodrigo Botinhão | 16/05/2018

Glossário Financeiro: O que é LC?


Sabemos que toda aplicação financeira tem seus riscos, por menores que eles sejam. O primeiro passo para se dar bem no mundo dos investimentos é compreender os riscos e saber como gerenciar cada um deles. Hoje vamos falar sobre risco de crédito.

Você sabe o que é risco de crédito? Trata-se do risco que o investidor corre de sofrer um calote e, portanto, ter prejuízos. Ele está relacionado com o não cumprimento, parcial ou total, das obrigações por parte da instituição financeira que emitiu aquela aplicação financeira. O risco de crédito é mais comumente relacionado às aplicações de renda fixa.

A diferença entre o tipo de inadimplência pode ser decisiva para o investidor: quando falamos em descumprimento parcial, trata-se de um atraso ou do não pagamento de juros, por exemplo, que pode ser revertido posteriormente. Mas nos casos de insolvência total, também conhecidos como calote, a pessoa não recebe o investimento por completo.

Como dito anteriormente, e vale ressaltar, não existe aplicação sem riscos. Por mais segura que seja, como em títulos públicos. Por essa razão, é fundamental, antes de tudo, conhecer com detalhes a instituição financeira com que se quer trabalhar.

Diferença entre risco de crédito de títulos públicos e privados

Os títulos públicos são emitidos pelo Tesouro Nacional e representam uma forma de concessão de crédito para o governo, que nos devolve o montante investido com juros.

Por serem ligados diretamente ao governo, os títulos públicos (Tesouro Direto) possuem menor risco de crédito. Isso se dá por conta da possibilidade que o governo possui de, em caso de insolvência, de emitir moeda e, por meio disso, garantir o pagamento dos juros e do capital investido.

Já o risco de crédito de instituições financeiras privadas está relacionado à saúde e reputação de cada uma delas. Entretanto, vale lembrar que para a maior parte dos títulos privados de renda fixa existe a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em caso de calote de instituição financeira, o FGC garante o ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira (no limite global de R$ 1 milhão por investidor).

Estes são os principais títulos que são cobertos pela garantia do FGC:

- Depósitos à vista;

- Depósitos de poupança;

- CDB (Certificado de Depósito Bancário)

- RDB (Recibo de Depósito Bancário);

- Letra de Câmbio (LC);

- Letra Imobiliária (LI);

- Letra Hipotecária (LH);

- Letra de Crédito Imobiliário (LCI);

- Letra de Crédito do Agronegócio (LCA);

Agências de classificação de risco de crédito

Para ajudar os investidores a entender o quão arriscados são determinados investimentos ou instituições, existem agências especializadas, no mundo inteiro, em classificar empresas e até países com relação à possibilidade de risco de crédito.

Elas utilizam alguns indicadores — patrimônio líquido, endividamento e caixa operacional — e, assim, podem atribuir ratings, ou notas de risco, para determinado tomador de crédito. Entre as agências mais conhecidas são: Standard and Poor's (S&P), Moody's e Fitch.

Gerenciamento de risco de crédito

Se você tem aplicações acima de R$ 250 mil, para o gerenciamento de riscos de crédito, é fundamental distribuir seu patrimônio dentre diferentes emissores de títulos de renda fixa, pensando em aproveitar a garantia do FGC.

Não hesite em procurar ajuda de um profissional especialista em investimentos. Nós da Magnetis podemos ajudá-lo a tirar todas as suas dúvidas sobre o risco de crédito e ainda ajudá-lo a investir com segurança e bons resultados. Entre em contato conosco!