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Guerra comercial entre China e EUA: o que é essa disputa? Como ela afeta o dólar?

Mesmo quem não acompanha o mercado financeiro deve ter ouvido falar da guerra comercial entre China e EUA.

Essa disputa, que ganhou mais espaço no noticiário a partir do segundo semestre de 2019, teve um reflexo intenso na economia de vários países, inclusive no Brasil.

Um deles foi a cotação do dólar: ela chegou a bater os R$ 4,25 no dia 27 de novembro de 2019.

Agora, os Estados Unidos acabaram de assinar com a China um documento chamado de Fase 1 do acordo.

Neste post, vamos entender melhor o que é uma guerra comercial, por que China e Estados Unidos estão brigando e quais são as consequências para outras economias.

Por fim, também vamos entender como essa disputa se reflete nos investimentos. Continue a leitura e não deixe de comentar no final do post caso você tenha alguma dúvida. Vamos começar?

O que é uma guerra comercial?

Uma guerra comercial é uma disputa que envolve questões econômicas ou financeiras entre países.

As formas mais comuns dessa disputa são a imposição de barreiras comerciais e impostos sobre importações e exportações.

Em um mundo globalizado, empresas de diferentes países compram e vendem mercadorias umas das outras.

Quando um governo quer estimular essas transações comerciais, reduz os impostos sobre a compra e venda de itens estrangeiras.

O contrário também vale: os impostos sobem caso esse governo queira restringir o comércio com um determinado país.

Quando há uma guerra comercial, as barreiras e o aumento de tarifas são as armas usadas para retaliar algum comportamento ou forçar negociações.

Como começou a guerra comercial entre China e EUA?

A atual disputa comercial entre Estados Unidos e China começou em março de 2018.

O presidente americano Donald Trump anunciou uma rodada de tarifas sobre importações chinesas no valor de US$ 50 bilhões. Em resposta, o presidente chinês Xi Jimping tarifou 128 produtos importados dos EUA.

Desde então, os países tentam negociar uma trégua, mas não houve muitos avanços.

Pelo contrário, novas tarifas foram impostas e os tributos chegaram à proporção de 25% sobre valor dos itens exportados.

As principais acusações dos EUA contra a China são de que o governo pratica competição desleal e roubo de propriedade intelectual.

Segundo os americanos, os chineses dificultam a entrada de tecnologia e investimento direto americano, ao mesmo tempo em que trabalham para roubar informações que favoreçam seu desenvolvimento.

O que pode ser dito, de fato, é que a China já é uma grande potência econômica e está investindo cada vez mais em tecnologia de ponta para rivalizar com os americanos.

Os EUA estão em situação econômica mais complicada, com crescimento estagnado, desemprego alto e importações maiores que exportações (déficit comercial).

O que está acontecendo agora?

Em 15 de janeiro, EUA e China assinaram um documento chamado de Fase 1 do acordo.

Nele, os chineses se comprometem a importar entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões em produtos agrícolas americanos.

Na fase 2 do acordo, há expectativa de que as tarifas de importação de produtos chineses para os EUA seja reduzida.

Além disso, também haverá mudanças em regras para os setores de tecnologia, serviços financeiros e cibersegurança para proteger a propriedade intelectual, uma das principais reclamações dos EUA.

Como a guerra comercial afeta o Brasil?

Diante dos ânimos exaltados, sobrou até para o Brasil: Trump chegou a anunciar um aumento de tarifas sobre o aço brasileiro, uma das principais commodities que exportamos. No entanto, o presidente americano recuou.

Mas no curto prazo, a guerra comercial entre China e EUA beneficia a economia brasileira.

Isso acontece porque, quando esses países deixam de comprar itens entre si, eles buscam mercadorias em outro lugar, algo que abre espaço para o Brasil exportar mais.

No entanto, tarifas altas podem frear a economia global no longo prazo, pois elas aumentam o custo sobre o consumo.

Nesse sentido, quem sofre primeiro são as economias menos desenvolvidas, como as da África, sudeste da Ásia e América Latina (incluindo o Brasil).

Como a guerra comercial afeta a cotação do dólar?

Além do impacto direto, a guerra comercial entre China e EUA faz aumentar o estresse global e as incertezas sobre fazer negócios.

É por esse motivo que o dólar sobe. A moeda ainda é considerada o investimento mais seguro do mundo.

Assim, sempre que há algum tipo de tensão a nível mundial, as pessoas e as instituições buscam manter suas reservas em dólar.

E como isso afeta os investimentos no Brasil?

Com o aumento da tensão, os investidores estrangeiros preferem aplicar seu dinheiro em países mais seguros, como os próprios EUA.

Essa preferência se dá não só por causa da guerra comercial, mas pelas próprias características da economia brasileira: estamos saindo de uma crise econômica e ainda não temos todos os requisitos de um país seguro para investir.

Como mencionamos no início do texto, esse movimento influenciou bastante a cotação do dólar em 2019, que encerra o ano perto dos R$ 4.

No entanto, a bolsa de valores, mesmo sem tanto investimento estrangeiro como antes, continua batendo recordes de alta e continua sendo uma alternativa interessante para quem quer diversificar seus investimentos.

Vamos continuar acompanhando os próximos capítulos da guerra comercial entre a China e os EUA. Mas antes de encerrar, queria fazer um convite: acabamos de liberar o nosso Guia de Melhores Investimentos 2020. Baixe grátis e saiba quais são as melhores opções para você.

Malena Oliveira

Especialista em Finanças Pessoais e membro do Grupo Consultivo de Educação Financeira da Anbima.

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