5 passos para conquistar sua independência financeira

por Malena Oliveira | 10/08/2018

independencia financeira

A independência financeira é uma meta em comum entre pessoas de diferentes idades. Mas o que ela significa? A ideia central é a de ganhar dinheiro suficiente para bancar o próprio estilo de vida sem ficar refém de alguma fonte de renda, como um emprego ou os lucros de um negócio, por exemplo.

Independência financeira é a capacidade de gerar renda a partir do patrimônio construído. É quando você consegue acumular recursos em uma quantia suficiente para viver dos rendimentos. Ou seja: é literalmente fazer o dinheiro trabalhar para você.

Sabia que você pode alcançar essa condição? Basta organizar o orçamento, fazer um bom planejamento financeiro e buscar os melhores investimentos para o seu perfil. Neste post, vamos falar de mais detalhes sobre o que fazer para alcançar essa meta.

Quanto dinheiro preciso ter para conquistar a independência financeira?

Uma dúvida muito comum das pessoas que buscam a independência financeira é a quantia necessária para chegar a essa condição.

Existem inúmeras metodologias para fazer esse cálculo, mas a essência de todas elas consiste em:

  • calcular qual renda mensal você quer ter no futuro;
  • projetar por quanto tempo você deseja usufruir desse patrimônio;
  • fazer as aplicações necessárias para alcançar esse valor;

Você deve ter percebido que esse cálculo envolve questões muito particulares, como quanto dinheiro você pode guardar por mês e quais serão os seus gastos no futuro. Logo, as respostas mudam para cada pessoa.

Seja qual for o seu objetivo, é possível guardar dinheiro hoje para alcançar essa meta. E é claro, também dá para contar com a ajuda dos juros compostos para chegar mais rápido a esse valor.

Agora, vamos entender dois conceitos importantes relacionados à sua renda.

Independência financeira: o que é renda ativa e renda passiva?

Quando falamos em renda, existem dois conceitos principais que dizem respeito à forma como essa renda é gerada:

  • renda ativa: é aquela que depende do seu esforço para ser obtida. Se você não trabalhar, não recebe. É o caso da remuneração decorrente do seu trabalho ou do lucro da sua empresa, quando você é dono do negócio.
  • renda passiva: é aquela cujos ganhos não dependem da sua atuação direta. Ela pode ser alcançada quando você tem uma quantia de dinheiro investida ou um imóvel para alugar e os rendimentos bastam para financiar seu estilo de vida.

Como o perfil do investidor está relacionado à independência financeira?

Como você já deve ter percebido, quando falamos em independência financeira, a ideia é a de ter uma renda passiva.

Atingir esse objetivo depende da sua jornada. Ela envolve disciplina, visão de longo prazo e também o seu perfil de investidor.

Cada pessoa tem sua forma de lidar com o dinheiro. Algumas não toleram perder nenhum centavo, outras topam o risco em troca da chance de ganhar mais.

Assim, há três tipos de perfil de investidor:

  • Conservador: não tolera o risco de perder dinheiro;
  • Moderado: aceita correr risco até certo ponto para ter um retorno maior em seus investimentos;
  • Arrojado ou agressivo: aceita correr mais riscos em troca de maior rentabilidade.

É importante entender que o esse perfil vai mudar com o passar do tempo ou de acordo com cada objetivo financeiro.

Para comprar a casa própria, por exemplo, você pode ser mais conservador. Já para fazer uma viagem de férias no ano que vem, pode ser mais arrojado. Vamos ver a seguir mais aplicações práticas desses conceitos.

Imagine que você esteja decidido a alcançar a independência financeira e vá buscar isso por meio de investimentos.

A questão é que o seu capital ainda é baixo. Existe um valor reservado para fazer uma aplicação inicial e você está comprometido em aportar mensalmente uma parte dos seus ganhos em sua carteira de investimentos.

Por outro lado, você está iniciando uma carreira e tem perspectivas positivas para o futuro. Assim, sabe que pode se arriscar um pouco mais, pois pode suportar perdas e recuperá-las no longo prazo.

Buscar aplicações mais arrojadas nesse caso pode ser uma opção vantajosa, pois não haverá tantos compromissos financeiros quanto os de uma mãe ou um pai que tenha filhos pequenos  por exemplo.

Novamente, é importante observar que você pode se sentir confortável em arriscar mais em um determinado momento e em outro preferir ser um pouco mais contido. Administrar isso vai depender da sua análise, que deve considerar o seu momento de vida, o  tipo de aplicação, riscos, valores de entrada, custos, liquidez e assim por diante.

Independência financeira: quanto tempo demora para alcançar?

A independência financeira é um projeto de longo prazo. Por isso, foco e disciplina são fundamentais para alcançá-la.

Agora que você entende o papel que o perfil de investidor tem nesse caminho, vamos fazer algumas simulações para saber quanto tempo cada tipo levaria para atingir essa meta.

Para fazer os cálculos, tomamos como base as Carteiras Magnetis adequadas para cada perfil. As premissas são:

  • Investimento inicial: R$ 1 mil
  • Objetivo final: R$ 1 milhão

Perfil conservador

Observe que quem não tolera perdas pode investir com segurança e alcançar a sua independência financeira com a ajuda de bons investimentos. Além disso, o ideal é fazer aplicações adicionais depois do investimento inicial para incrementar o patrimônio.

simulação perfil conservador

Perfil moderado

Esse perfil também pode ter segurança em seus investimentos. Por ter aplicações um pouco mais arrojadas em sua carteira, ele pode alcançar seu objetivo em menos tempo. Quanto maiores forem os aportes adicionais, mais rápido é possível atingir o objetivo.

simulação moderado

Perfil arrojado

O perfil arrojado tem investimentos com um nível de risco mais alto em sua carteira, e por isso tem mais chances de alcançar o objetivo em menos tempo. As aplicações adicionais continuam cumprindo um papel fundamental no resultado.

simulação de investimentos

5 dicas para alcançar a sua independência financeira

Você acabou de ter aprender vários conceitos sobre independência financeira, mas agora é hora de entender como tomar atitudes práticas para atingir esses objetivo. Por isso preparamos algumas dicas que vão ajudar você nesse caminho.

1. Planeje as suas finanças

Todo trabalho para alcançar um objetivo começa com planejamento. Com o seu dinheiro, não é diferente. Se você estiver bem no início de sua busca pela independência financeira, você ainda está na fase da renda ativa.

O ideal é, portanto, gerenciar bem os seus gastos agora e poupar dinheiro para manter seu padrão de vida no futuro.

Comece definindo metas e prazos para atingi-las. Por exemplo: "Quero gastar menos para acumular R$ 20 mil no final do ano". Use essas economias para começar a fazer seus investimentos.

2. Invista o dinheiro que você poupou

Está conseguindo cumprir sua programação e guardar dinheiro? Então é hora de buscar os investimentos mais adequados para você. Não deixe o dinheiro parado ou guardado na poupança, pois o rendimento é ruim. Se precisar de ajuda nessa escolha, busque o apoio de uma boa consultoria de investimentos para entender quais são os melhores investimentos para o seu perfil.

3. Controle os riscos

Toda aplicação financeira está sujeita em algum grau às variações da economia. Taxa de juros, performance da bolsa, resultados da empresa em que você investiu seu capital, e assim por diante.

Entender e controlar esses riscos nas aplicações financeiras é uma maneira de garantir que seus investimentos estão no caminho certo. Fique atento! Caso você esteja desconfortável com o nível de risco de uma aplicação, talvez ela não seja a ideal para o seu perfil.

4. Diversifique sua carteira de investimentos

Diversificação é muito importante para diluir o risco das aplicações financeiras, mesmo para quem tem o perfil mais arrojado. Combinar diferentes tipos de ativos em sua carteira também é uma forma eficiente de aumentar as suas chances de bons resultados em seus investimentos.

5. Preserve seu patrimônio

Cuide do seu patrimônio, antes e depois de atingir a sua independência financeira. Busque formas de protegê-lo da inflação, por exemplo, e das variações da economia.

Novamente, a diversificação é uma importante ferramenta. É possível, por exemplo, manter parte dos seus investimentos em aplicações mais conservadoras, e uma outra parte em aplicações mais arriscadas. O equilíbrio entre esses dois tipos de investimento depende, novamente, de seu perfil de investidor. 

Planejando bem e fazendo os investimentos mais adequados, qualquer pessoa pode alcançar a independência financeira. E agora que você já tem uma ideia dos primeiros passos para essa conquista, que tal fazer o seu próprio plano de investimentos? Conte para nós a sua experiência aqui nos comentários!

Luciano

Malena Oliveira é jornalista especializada em Finanças Pessoais e redatora na Magnetis.

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