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Indicadores financeiros: 10 principais indicadores financeiros que você deve analisar antes de investir!

biblioteca financeira

Não há dúvidas de que os indicadores financeiros são grandes aliados na gestão de uma empresa. As informações transmitidas por eles permitem uma análise aprofundada do panorama financeiro da organização, tornando-se um fator fundamental nos processos de tomada de decisões.

Para que a sua empresa tire o máximo proveito desse recurso, decidimos falar neste post sobre a importância dos indicadores financeiros. Também mostraremos quais são aqueles que devem ser considerados antes de qualquer investimento. Continue a leitura!

Por que acompanhar os indicadores financeiros de um negócio?

Caso você ainda não saiba, indicadores são ferramentas que ajudam a medir o desempenho de uma empresa em diferentes aspectos. Quando falamos dos indicadores financeiros, esses são os que nos ajudam a avaliar a saúde do caixa e a gerir melhor o orçamento do negócio.

Para cumprir esse papel de forma eficiente, as informações transmitidas por esses indicadores precisam ser claras e compreensíveis. Assim, elas podem ser facilmente mensuradas e analisadas, fornecendo aos gestores uma orientação importante a respeito do caminho que a empresa está percorrendo.

Além de demonstrar como foi o desempenho passado, os indicadores financeiros fornecem parâmetros objetivos para o desenvolvimento de um planejamento adequado à realidade da organização.

Eles também permitem o estabelecimento de metas que sejam razoáveis e atingíveis, seja para curto, médio ou longo prazo. Assim, ao realizar um acompanhamento contínuo dessas métricas, os gestores podem monitorar a execução do planejamento e o progresso dos negócios.

Uma das vantagens da utilização de métricas é que elas possibilitam a identificação tanto dos pontos positivos quanto daqueles que precisam ser aprimorados. Com esses dados bem organizados, dá até mesmo para descobrir se o negócio é escalável, utilizando-os para conduzir os processos de expansão da empresa.

A utilização dos indicadores financeiros é uma grande tendência dentro das práticas de gestão empresarial moderna, que busca ser cada vez mais dinâmica e eficiente. Quando são bem empregados, eles podem ser um valioso diferencial competitivo para que uma companhia se destaque em qualquer segmento.

Quais indicadores avaliar antes de investir na empresa?

Agora que você já compreendeu a importância do acompanhamento dos indicadores financeiros, falta apenas descobrir quais devem ser aplicados ao seu negócio.

Confira abaixo nossa lista com as 10 principais métricas e suas características.

Indicadores de rentabilidade

Ideais para todo tipo de negócio, os indicadores de rentabilidade permitem a mensuração do lucro obtido em relação ao patrimônio aplicado para esse fim.

Eles podem ser aplicados sobre todo o histórico da empresa ou direcionados a períodos específicos. Isso facilita a análise dos resultados obtidos com promoções e oportunidades sazonais que impactam as vendas — datas comemorativas, por exemplo.

Veja agora quais são os principais indicadores que enquadram nessa categoria.

1. Margem líquida

O indicador de margem líquida ajuda a determinar o valor restante das receitas após os descontos relativos a despesas e impostos. Caso existam acionistas, esse indicador também permite comparar o lucro pertencente a esse grupo com o volume de renda gerado.

O cálculo é feito dividindo o lucro líquido pela receita total das vendas realizadas. Feito isso, é só multiplicar o resultado por 100 para descobrir a porcentagem de margem líquida das operações.

Quanto maior for a margem líquida, maior será o lucro obtido em cada venda. No entanto, margens muito altas podem tornar os produtos ou serviços ofertados mais caros, afastando potenciais consumidores. Por isso, é muito importante encontrar um ponto de equilíbrio para que a empresa possa crescer ao mesmo tempo em que oferece preços competitivos.

2. ROI

Sigla para Return on Investment, o indicador ROI serve para demonstrar eventuais lucros ou perdas com algum investimento específico. Suas características permitem que o cálculo seja feito antes mesmo da efetivação do investimento pretendido, procurando estimar se a operação realmente valerá a pena.

Utilizando esse indicador corretamente, o gestor pode identificar as operações financeiras que trazem resultados positivos e aquelas que não apresentam o desempenho esperado. Dessa forma, a empresa pode concentrar os esforços nos negócios mais rentáveis e rever a viabilidade dos que ficaram abaixo da média.

Para fazer o cálculo, é preciso ter registrado o valor total dos ganhos obtidos e substituir desse montante o custo do investimento. Depois, o valor resultante deve ser dividido pelo custo do investimento, o mesmo dado utilizado na operação anterior. Veja como fica essa fórmula:

ROI = (Ganho obtido – Valor do investimento) ÷ Valor do investimento

Para transformar esse número em porcentagem e facilitar os diagnósticos, é só multiplicar o resultado encontrado por 100.

Um detalhe importante é que não existe um nível ideal para esse indicador, mas isso depende bastante dos objetivos e do contexto de cada empresa. Por isso, um bom planejamento financeiro é fundamental para determinar os valores adequados para cada situação.

3. ROE

Semelhante ao indicador que vimos acima, o ROE tem o objetivo de descobrir a rentabilidade do capital próprio aplicado na empresa. A sigla significa Return on Equity, que se traduz por algo como “retorno sobre o capital”.

Ao indicar essa taxa, o ROE reflete também a capacidade do negócio de agregar valor a si mesmo a partir de seus próprios recursos. Isso torna essa ferramenta especialmente importante para acionistas, já que esse é um importante indicativo dos lucros que podem ser obtidos ao investir na companhia.

O cálculo deve ser feito considerando o lucro líquido acumulado nos últimos 12 meses. Daí, basta dividir esse montante pelo patrimônio líquido da empresa. Assim, aquelas que apresentam maiores índices de lucro por capital investido podem ser consideradas mais eficientes.

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4. EBITDA

O indicador EBITDA informa qual foi a geração de caixa da empresa apenas com base em suas atividades operacionais. Portanto, ele não considera eventuais efeitos financeiros, depreciações e amortizações sobre os valores.

Isso significa que ele é capaz de demonstrar os resultados alcançados de acordo com o próprio desempenho da empresa, deixando de lado as influências externas. Dessa forma, ele fornece um parâmetro ideal para comparações com os concorrentes dentro do mercado de atuação.

Na hora de fazer o cálculo, será preciso obter o lucro operacional, subtraindo da receita líquida os custos relativos aos produtos ou serviços vendidos. Para chegar ao EBITDA, os custos com depreciação, amortização, juros e impostos devem ser somados ao lucro operacional.

Indicadores de endividamento

Também chamados de indicadores de estrutura de capital, esses indicadores ajudam nos cálculos de posição de endividamento. Isto é, estamos falando da capacidade da empresa de gerar caixa para fazer frente as suas dívidas e juros, garantindo o crescimento sustentável das atividades.

Aplicando corretamente esses indicadores, o gestor consegue identificar com mais clareza quando há desequilíbrio entre as receitas e as despesas do negócio. A partir dessas informações, é possível definir de forma precisa o grau de endividamento da empresa e começar a buscar possíveis soluções para o problema.

Para realizar os cálculos de endividamento, é preciso ter em mãos informações como passivo circulante, passivo total, ativo circulante e exigível em longo prazo. Contar com um balanço patrimonial apurado certamente será de grande ajuda nessa hora, tornando o processo mais rápido.

Confira agora os indicadores de endividamento mais importantes.

5. Participação de capital de terceiros

O objetivo desse indicador financeiro é identificar a parcela do patrimônio líquido que pertence a terceiros. Isso permite avaliar o nível de dependência de recursos externos para a manutenção das atividades da empresa.

Consideramos como recursos externos nessa análise aqueles vindos de financiamentos, empréstimos, acordos com fornecedores, bem como valores destinados a recursos trabalhistas e tributários.

O cálculo é feito somando o passivo circulante com o exigível em longo prazo e dividindo o resultado pelo ativo total da companhia. O ideal é que o resultado da participação de terceiros seja inferior a 0,6. Índices mais próximos de 1 indicam maiores problemas para a solvência financeira.

6. Imobilização do patrimônio líquido

Esse índice busca indicar quanto do patrimônio líquido está aplicado do ativo permanente e, portanto, imobilizado. Tal análise é importante pois, quando uma parcela muito grande dos recursos é investida no ativo permanente, há o risco de comprometimento do ativo circulante.

Essa situação faz com que a dependência de capital externo aumente, já que as obrigações correntes precisam ser honradas.

A fórmula para calcular o índice de imobilização do patrimônio líquido consiste em dividir o valor do ativo permanente pelo patrimônio líquido. Para trabalhar com o índice em porcentagem, basta multiplicar o resultado obtido por 100.

Quanto maior o resultado, maior é o grau de imobilização de recursos da empresa. Para índices até 100%, é possível dizer que o capital imobilizado é menor que o capital de giro disponível.

7. Composição do endividamento

Uma medida importante para lidar com as dívidas da empresa é segmentá-las de acordo com seus vencimentos. O indicador de composição de endividamento ajuda a fazer isso, demonstrando os valores que deverão ser pagos em curto prazo em comparação com as obrigações totais.

O cálculo é feito dividindo o passivo circulante pela soma do próprio passivo circulante com o passivo não circulante. Multiplicando por 100, chegamos à porcentagem das obrigações que deve ser paga no curto prazo.

Uma alta concentração de débitos nessa situação deve ligar o alerta da gestão financeira. A pressão para liquidação das pendências pode levar a problemas ainda mais graves de desequilíbrio nas contas da companhia.

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Indicadores de liquidez

O conceito de liquidez já é bastante conhecido por quem investe em aplicações de renda fixa e no mercado de capitais. No contexto da gestão empresarial, ele está relacionado à capacidade da organização de cumprir suas obrigações de curto prazo antes dos seus vencimentos.

Eles se diferem dos indicadores de endividamento por analisarem a viabilidade do cumprimento das obrigações dentro do orçamento efetivamente disponível, e não em prazo futuro. Assim, os indicadores de liquidez fornecem um importante diagnóstico sobre a solvência financeira do negócio.

Mostramos agora os que devem fazer parte da sua gestão.

8. Liquidez corrente

Com esse indicador, o gestor consegue saber quanto a empresa possui em recursos disponíveis para suas obrigações de curto prazo. A ideia é fazer um balanço entre as receitas e as despesas em um período determinado, procurando descobrir se o caixa será suficiente.

É possível chegar a esse índice dividindo o valor do ativo circulante pelo valor do passivo circulante. Resultados acima de 1 indicam que a empresa tem recursos para honrar seus próximos compromissos considerados no cálculo.

9. Liquidez imediata

Toda empresa está sujeita a situações inesperadas que resultam em despesas fora do planejamento. Para ajudar nessas horas, o indicador de liquidez imediata demonstra a capacidade de pagamento desses gastos.

O primeiro passo para chegar a esse indicador é fazer uma estimativa da quantidade de recursos disponíveis no momento. Pode ser considerado o dinheiro em caixa, depositado no banco e aplicado em investimentos com possibilidade de resgate. Ao dividir a somatória desses valores pelo passivo circulante, chegamos ao indicador de liquidez imediata.

10. Liquidez seca

Quando incluímos os estoques na estimativa de recursos disponíveis, há o risco de que seu valor considerado não esteja alinhado com a realidade do mercado. Portanto, o índice de liquidez seca segue o mesmo propósito do índice de liquidez corrente, mas excluindo os estoques do cálculo.

Então, basta subtrair a conta de estoque do ativo circulante e dividir esse valor pelo passivo circulante para chegar a esse índice. Como esse resultado muitas vezes condiz mais com a realidade, dizemos que representa a liquidez real da empresa.

Como vimos ao longo deste conteúdo, os indicadores financeiros são ferramentas praticamente indispensáveis a qualquer negócio. Eles podem ser aplicados tanto para orientar as decisões do dia a dia quanto para escolher boas alternativas para diversificar a carteira de investimentos empresarial.

Então, planeje-se para fazer o melhor uso possível dessas ferramentas na sua gestão, aproveitando as importantes informações que elas transmitem na administração dos recursos. Afinal, uma empresa que se vale dos indicadores financeiros estará mais preparada para lidar com qualquer adversidade e se destacar diante da concorrência. Você também pode compartilhar este post em suas redes sociais e mostrar para todos que entende tudo sobre o assunto, o que acha?