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Índice Beta: saiba o que é e como ele é calculado

Se você acompanha o mercado financeiro, já deve ter ouvido falar no índice beta. Mas você sabe o que isso significa? Trata-se de um indicador de risco muito útil para decidir o nível de exposição adequado.

Embora ele não deva ser o único indicador considerado para tomar uma decisão de investimento, o índice beta ajuda você a ter uma visão mais clara do cenário e a tomar decisões que podem tanto maximizar os ganhos quanto conter as perdas.

Neste artigo, vamos explicar com mais detalhes o que é o índice beta, como ele é calculado e qual é a sua utilidade para quem investe. Acompanhe!

O que é o índice beta?

O índice beta mede a sensibilidade de uma ação em relação às variações do mercado. Nesse sentido, ele é uma medida de risco, ou seja, do risco daquela ação ou portfólio em relação ao mercado de um modo geral. Veja:

  • ação com beta 1: espera-se que ele tenha a mesma variação que o índice com o qual está sendo comparado — por isso é chamado de neutro.
  • ação com beta maior do que 1: tende a apresentar mais volatilidade que a do mercado como um todo, por isso é considerada agressiva.
  • ativo com beta entre 0 e 1: apresenta variação menor que a do mercado, e é considerado conservador.
  • beta negativo: isso indica que a ação tem reação oposta à do mercado.

Pode parecer complicado, no início. Mas, colocando em exemplos, vamos ver que fica bem mais simples.

Imagine que a bolsa tenha subido 2% em determinado período. Para uma ação com beta 1, espera-se que ela também suba 2%. Se o beta do ativo for 2, a expectativa é que tenha se valorizado 4% e, se for 0,5, que tenha se elevado 1%. Agora, se for -1, ela tende a ter uma variação de -2%. Ficou mais claro, certo?

Para que ele serve?

Não é possível eliminar o risco de mercado de uma carteira de investimentos. Entretanto, existe também o risco da própria ação, que é chamado de risco único — e, quanto a ele, podemos escolher se queremos ter mais ou menos.

Então, de forma resumida, podemos dizer que o beta serve para tomar decisões em relação a uma ação ou a uma carteira de ações — levando em consideração o nível de risco ao qual se está exposto.

Por fim, vale destacar que o uso do beta tem suas limitações, já que ele se baseia no comportamento passado de uma ação para projetar o futuro. Como sabemos, nem sempre isso ocorre como esperado.

Qual é a importância do índice beta?

O índice beta é usado para saber o quanto a ação ou o portfólio estão expostos ao mercado.

Assim, para se proteger das variações do mercado, quem investe escolhe ações com beta mais baixo. E, quando quer se expor mais ao mercado, prefere aquelas com beta mais elevado.

É também usado em um modelo bastante conhecido, o CAPM (Capital Asset Pricing Model), que indica a expectativa de retorno de um ativo com base em uma série de variáveis — entre elas, o beta.

Além do índice beta, o CAPM considera também a taxa de rendimento de um ativo sem risco e a taxa de rentabilidade do mercado.

Como aplicar o índice beta?

Utilizando o CAPM como base, veja um exemplo de como aplicar o índice beta, considerando as seguintes características:

  • título sem risco com taxa de rentabilidade de 4%;
  • beta de 1,5;
  • taxa de rentabilidade do mercado em 10%.

Para calcular o retorno esperado, a fórmula é:

taxa de rentabilidade do título sem risco + beta × (taxa de rentabilidade do mercado – taxa de rentabilidade do título sem risco).

Fazendo o cálculo, ficamos com:

4% + 1,5 × (10% – 4%) = 13%.

Segundo o CAPM, a rentabilidade esperada para um ativo nessas condições é de 13%.

Como o índice beta ajuda a ter leituras mais claras dos cenários?

Conhecer o índice Beta de uma ação é importante para ter uma ideia de como a ação se comporta. Com isso, é possível ter uma leitura mais clara do que esperar em relação ao principal índice do mercado — que, no Brasil, é o índice Ibovespa.

Por exemplo, se o mercado está em tendência de alta, pode fazer sentido ter uma carteira de ações com beta mais alto.

Mas, em momentos de queda, ativos com beta menores do que 1 podem ser mais defensivos e apresentar volatilidade menor do que o mercado como um todo.

Como é calculado o índice beta?

O índice beta é resultado da divisão entre a variação da rentabilidade daquele ativo e variação da rentabilidade de todo o mercado, considerando um mesmo período.

De maneira mais completa, podemos dizer que o beta é obtido a partir da divisão da covariância da rentabilidade do portfólio com o ativo pela variância da rentabilidade do mercado.

Nesse sentido, vale lembrar que o beta não é um número fixo. Ele varia de acordo com o período analisado — que deve ser o mesmo tanto para rentabilidade do ativo, quanto para a do mercado com o qual se quer comparar.

Como obter bons resultados usando o índice beta?

Como vimos, o beta consegue fornecer uma boa ideia do risco de um ativo ou de uma carteira em relação ao mercado como um todo. No Brasil, o mais comum é que essa comparação seja feita com o Ibovespa ou com IBrX e, nos Estados Unidos, com o S&P500.

No entanto, ele também tem suas limitações e não deve ser o único indicador usado como base para tomar uma decisão, mas como um dos índices que devem compor essa decisão.

O índice beta vai ajudar a calibrar o risco da carteira e a definir se a exposição ao mercado vai ser maior ou menor.

No caso de um mercado em alta, uma carteira agressiva pode significar ganhos mais elevados, enquanto em momentos de queda do mercado, um portfólio conservador pode reduzir as perdas.

Agora você já sabe como funciona o índice beta e a importância que ele tem nas decisões de investimento. O risco da carteira é sempre uma característica muito importante quando falamos de renda variável.

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Luiza Caricati

Luíza Caricati é produtora de conteúdo da Magnetis. Jornalista, tem experiência na área de investimentos, educação e negócios, e lidera nossa estratégia multimídia, traduzindo conteúdos complexos em comunicações didáticas para diversos formatos.

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