Índice S&P 500: aprenda como investir nas maiores empresas

por Mariana Congo | 30/09/2019

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Com a expansão da economia de uma maneira geral, a necessidade de criar índices que conseguissem representar melhor o mercado como um todo cresceu bastante. E foi dessa necessidade que nasceu o índice S&P 500 (Standard & Poor’s 500).

Composto por 500 das maiores empresas americanas com ações negociadas na bolsa de Nova York ou na NASDAQ, a bolsa de empresas de tecnologia, o S&P 500 é o principal índice das bolsas dos EUA.

Neste post, vamos explicar melhor o que é e como funciona o S&P 500 e mostrar como você pode investir nas maiores companhias norte-americanas com muita comodidade. Acompanhe!

O que é o S&P 500?

O S&P 500 é o principal índice das bolsas norte-americanas da atualidade. Ele é composto pelas ações de 500 das maiores empresas listadas na NYSE e na NASDAQ.

O peso de cada ação é ponderado para que cumpra o objetivo de representar o peso que ela tem no mercado e na própria economia. Assim, consegue abarcar cerca de 80% do valor das empresas com ações negociadas na bolsa.

A composição do índice tem algumas exigências, como:

  • valor de mercado acima de US$ 4 bilhões;
  • alta liquidez, ou seja, as ações devem ser negociadas com frequência nas bolsas;
  • as empresas devem ser necessariamente norte-americanas;
  • pelo menos 50% das ações da companhia devem estar em circulação no mercado (“free float”);
  • é preciso que a empresa apresenta resultados financeiros positivos por, no mínimo, quatro trimestres consecutivos;
  • as ações são divididas por grupo industrial;
  • o processo de abertura de capital da companhia tem que ter ocorrido há pelo menos 6 meses.

Mesmo cumprindo esses critérios, a inclusão do papel no índice não é automática. É um comitê quem decide quais ações vão compor o S&P 500.

Qual a importância do S&P 500?

Com as 500 maiores empresas norte-americanas fazendo parte do índice, o S&P 500 é um bom termômetro de como está a economia não apenas dos Estados Unidos, como a do mundo em geral.

Para se ter uma ideia do seu peso, o valor de mercado das ações que compõem o Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, representa cerca de 1,8% do valor das que integram o S&P 500, que soma cerca de US$ 20 trilhões.

Assim, a valorização ou desvalorização dessas ações mostram como está a economia norte-americana e qual o sentimento dos investidores em relação a ela.

Como o peso dos Estados Unidos na economia global é muito grande, qualquer soluço por lá tem um efeito cascata, abalando bolsas da Europa, da Ásia e, claro, do Brasil também.

Qual é a história do S&P 500?

Antes da existência do S&P, o Dow Jones era o principal índice norte-americano, por ser o mais tradicional e antigo.

O problema é que ele cobre apenas 30 empresas e, por isso, não consegue fornecer um bom panorama no mercado. Assim, a agência Standard & Poor’s criou o S&P 500 em 1957, para sanar esse problema.

Vale destacar que as 30 empresas que formam o Dow Jones também estão representadas no S&P 500.

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Quais são as principais empresas do S&P 500?

Se olharmos as 10 empresas com maior peso no índice, você vai ver que elas são todas muito conhecidas:

  • Microsoft;
  • Apple;
  • Amazon;
  • Facebook;
  • Berkshire Hathaway (a empresa do Warren Buffet);
  • Johnson & Johnson;
  • JPMorgan Chase;
  • Alphabet (nome da holding que controla o Google);
  • Exxon Mobil;
  • Visa.

Se continuarmos a lista, as outras companhias são quase tão famosas quanto essas. Nesse aspecto, é possível ter uma ideia do peso que elas têm na economia global.

Como investir no S&P 500?

É possível investir nas ações das empresas que compõem o S&P 500. Existem três caminhos para isso. Confira:

Abrindo uma conta em uma corretora de valores nos EUA

É possível abrir uma conta em uma corretora de valores nos Estados Unidos. No entanto, isso envolve uma burocracia considerável.

São diversos documentos traduzidos, o que acaba elevando o custo. Fora que você vai ter que declarar imposto de renda tanto no Brasil quanto nos EUA, e não é todo mundo que sabe fazer isso sem se enrolar.

Além disso, o custo de câmbio, de transformar real em dólar e novamente em real, pode levar embora boa parte dos lucros das suas operações.

Assim, embora essa seja uma opção possível e até mesmo viável para quem pretende fazer grandes operações, não é a mais recomendada.

Aplicando em fundos de investimento que têm ações estrangeiras na carteira

O mercado de fundos de investimento é amplo e vários deles têm ações estrangeiras em sua carteira. Muitas vezes esses fundos aplicam também em outros mercados, como moeda e derivativos, na tentativa de buscar melhores resultados.

Isso vai depender da regra e do gestor de cada fundo. Assim, se você conta com a vantagem de ter uma gestão profissional pensando 24 horas por dia em como maximizar os ganhos, o outro lado da moeda é justamente que você não conseguirá ter ingerência sobre os ativos que vão compor a gestão dos fundos.

Existem também fundos passivos que buscam acompanhar a composição de determinado índice, como o S&P 500. Nesse caso, o principal ponto de atenção é a taxa de administração cobrada. Se ela for muito alta, pode corroer seus rendimentos.

Comprando um ETF

Os ETFs são fundos que têm suas cotas negociadas na bolsa de valores, como se fossem ações. Em inglês, a sigla ETF quer dizer justamente isso: Exchange Traded Fund, ou seja, fundo negociado na bolsa.

Em geral, eles seguem a composição de algum índice do mercado. O iShares Ibovespa Fundo de Índice (BOVA11), por exemplo, segue a composição do Ibovespa. Assim, comprando uma única cota do fundo você estará exposto à variação das mais de 60 empresas que compõem o Ibovespa, na mesma proporção que elas ocupam no índice.

No Brasil, existem dois ETFs que acompanham o S&P 500, que são: o iShares S&P 500 (IVVB11), da Black Rock, e o It Now S&P 500 (SPXI11), do Itaú. Com uma Carteira Magnetis, por exemplo, você tem acesso a esses ativos através de uma carteira diversificada e personalizada para você.

Agora que você já sabe o que é o S&P 500 e conhece as opções que existem para investir nesse índice, continue aprofundando seus conhecimentos e saiba como começar a investir fora do Brasil a partir de R$ 1.000!

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