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Índices Anbima: veja tudo o que você precisa saber sobre o IMA

Se você pretende começar a investir ou já faz aplicações em alguns títulos, sabe que precisa acompanhar o mercado financeiro bem de perto — já que mesmo uma mudança pequena pode afetar o resultado dos seus investimentos. Isso é especialmente importante em relação às rentabilidades oferecidas, e uma das formas de fazer isso é por meio dos índices Anbima.

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) definiu uma série de índices de renda fixa, que são voltados para as pessoas que investem compararem os papéis disponíveis com mais eficiência.

Ou seja, eles facilitam o acompanhamento das informações dos investimentos, como a rentabilidade.

Já ouviu falar dos índices Anbima? Pois é desse assunto que vamos tratar aqui. Se você se interessou pelo tema e quer aprender um pouco mais, não pode deixar de ler este artigo. Vamos lá?

O que é o IMA?

O Índice de Mercado Anbima (IMA) foi criado pela instituição para que os que fazem aplicações consigam acompanhar os mais variados tipos de títulos e suas rentabilidades. O trabalho de monitoramento fica bem mais fácil quando é concentrado nessa informação.

De acordo com a definição passada pela associação, ele faz parte de um conjunto de índices que apresentam a evolução da carteira de títulos públicos e dos preços praticados no mercado — e podem ser utilizados como referência para esse segmento. Essa prática comparativa é conhecida como benchmarking.

Quais são os subíndices do IMA?

A Anbima não calcula somente um índice, como a sigla dá a entender. São vários, que estão diretamente ligados aos títulos públicos. O intuito de oferecer essa variedade é justamente melhorar o referencial para as pessoas que investem.

Nos tópicos a seguir, explicamos com mais detalhes cada um deles e a quais índices econômicos eles estão atrelados.

IMA-B

Esse índice está atrelado ao IPCA. Então, é ele que você deve consultar caso queira saber quais são as rentabilidades de papéis do Tesouro IPCA+.

Nesses casos, vale destacar que os títulos acompanham a variação da inflação (e, por isso, protegem o seu dinheiro da desvalorização. Ele também é utilizado para ser referência de ETFs de renda fixa.

Dentro do IMA-B, ainda temos o IMA B5, que diz respeito aos investimentos que têm prazo de vencimento de até cinco anos. Há também o IMA B5+, que é referente a títulos com um prazo superior a cinco anos.

IMA-C

É semelhante ao IMA-B. Porém, em vez de ser atrelado ao IPCS, ele é composto pelo IGP-M — o Índice Geral de Preços ao Mercado, que também está voltado para a variação dos preços.

Ele já é menos relevante atualmente, já que são pouquíssimos os títulos que estão indexados ao IGP-M no mercado financeiro.

IMA-S

Já o IMA-S está ligado aos títulos pós-fixados e indexados à Selic (a taxa básica de juros). Como exemplo desse tipo de papel, temos as Letras Financeiras do Tesouro — mais conhecidas como LFTs.

IRF-M

Esse índice é composto por títulos prefixados, diferentemente dos demais. Então, aqui temos as Letras do Tesouro Nacional (LTN) e as Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-f).

IMA-Geral ex-C

Esse é o índice que está atrelado à rentabilidade geral, mas excluindo os papéis que estão indexados ao IGP-M. Isso se deve ao fato de haver baixa liquidez e não existir mais a emissão de novos títulos no segmento.

Para que servem os índices Anbima?

Os índices Anbima consideram o desenvolvimento dos preços dos títulos públicos. Devido a isso, eles são uma excelente forma de conseguir monitorar a rentabilidade de investimentos.

Por isso, se você deseja começar a aplicar seu dinheiro em algum papel, o ideal é que faça um comparativo entre o investimento em questão e um índice calculado pela associação.

Dessa forma, fica mais fácil entender qual é a evolução dos preços de determinados títulos — e, então, tomar a decisão baseada em uma rentabilidade superior a esse benchmarking que foi realizado.

Como o IMA é calculado?

O IMA é calculado por meio de um método chamado de Laspeyres. Trata-se de um cálculo que envolve as seguintes variáveis:

  • a média ponderada dos índices;
  • as quantidades teóricas do período para o cálculo.

Então, multiplicam-se essas quantidades pelos preços de cada item para encontrar o número de pontos de cada índice na data em questão.

Todo o cálculo é feito com base em uma fórmula complexa, mas os resultados são entregues de maneira resumida pela instituição — o que facilita o processo de monitoramento e comparação.

A associação faz as atualizações todos os meses. Isso ajuda a garantir que os indicadores continuem sendo acertados e capazes de auxiliar nas análises de benchmarking.

Vale a pena utilizá-lo?

Os índices Anbima são muito confiáveis e já são validados como referência nesse meio dos investimentos. Por si, isso já é um grande indicativo de que eles valem mesmo a pena na hora de comparar o potencial dos títulos.

Entretanto, você precisa ter cuidado ao escolher qual subíndice vai usar para realizar os comparativos.

Afinal, como vimos, há diversas categorias — e cada uma delas diz respeito a características diferentes. Por exemplo, o índice ou a taxa indexada, se é pré ou pós-fixado e a data de vencimento.

Então, nesse caso, é necessário ter a sensibilidade de entender qual deles faz mais sentido adotar como principal referência na hora de acompanhar e decidir onde alocar seus investimentos.

De certa forma, isso significa que não basta conhecer os índices. Eles precisam ser compreendidos, e você deve ter ciência de como eles podem ajudar na sua estratégia.

Feito isso, podemos dizer que vale a pena utilizá-los para formar e monitorar a sua carteira de investimentos.

Acompanhar os índices Anbima é uma decisão que vale muito a pena se você tem consciência de como eles funcionam e podem contribuir para melhorar suas decisões.

As suas dúvidas sobre o assunto foram esclarecidas? Caso queira potencializar o resultado dos seus investimentos, uma consultoria pode ajudar bastante.

Preparamos um material completo para explicar o que é, como funciona e como você pode escolher o melhor serviço. Não deixe de conferir!

Mariana Congo

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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