Investimento adicional: entenda por que ele faz bem para o seu portfólio

por Luciano Tavares

Muita gente acredita que para ter sucesso nos investimentos é preciso identificar as melhores aplicações do mercado, montar uma carteira e esperar os resultados.

Também é muito comum ver pequenos investidores perdendo dinheiro ao tentar adivinhar se um determinado ativo está na alta ou na baixa - e se é hora de comprar ou vender.

Essas duas formas de lidar com o investimento, no entanto, não atendem a necessidade de quem busca aplicar com consistência e segurança com foco no longo prazo.

Não tente adivinhar o comportamento do mercado

Você acredita que consegue sempre identificar quais investimentos vão render mais? Esse erro é muito comum. Ninguém pode prever o mercado com 100% de certeza, seja no curto, médio ou longo prazo.

Os preços dos ativos variam constantemente. Decisões inesperadas de governos, mudanças climáticas, fusões e aquisições de empresas, eleições, indicadores macroeconômicos...

Muitos fatores influenciam o mercado. Por isso, identificar as tendências é uma tarefa dificílima até para quem é especialista em investimentos e só faz isso na vida – quem dirá para o investidor leigo.

Para investir de forma consistente no longo prazo, o mais indicado não é tentar adivinhar qual é a melhor aplicação do momento, e sim montar uma carteira diversificada e ir fazendo pequenos aportes regularmente ao longo do tempo.

Embora o brasileiro, em geral, não tenha o hábito de investir um pouco por mês, aqui na Magnetis temos um alto índice de clientes que fazem aportes adicionais regulares - cerca de 70% -, um sinal de que eles enxergam o valor desse tipo de comportamento e que confiam no nosso produto.

Rebalanceamento da carteira

Ao contrário do que muitos pensam, se você não mexer na sua carteira de investimentos ela não vai ficar parada. Ela ficará em constante mutação, por causa da variação do preço dos ativos e dos juros recebidos.

Vamos a um exemplo hipotético, para te ajudar a visualizar.

Imagine que Daniel montou uma carteira em maio de 2015, alocando 30% dela em um fundo de ações que acompanha o Ibovespa, e os demais 70% em fundos de renda fixa, como na tabela abaixo.

Carteira do Daniel - maio de 2015

Modalidade

Valor

Percentual da carteira

Ações (Ibovespa)

R$ 30.000

30%

Renda Fixa

R$ 70.000

70%

Total

R$ 100.000

100%

Seis meses depois, em novembro de 2015, o Ibovespa havia caído 35%. Digamos que os investimentos de renda fixa que Daniel escolheu tenham rendido 6% no período. A carteira dele, portanto, ficou assim:

Carteira do Daniel - novembro de 2015

Modalidade

Valor

Percentual da carteira

Ações (Ibovespa)

R$ 19.650

21%

Renda Fixa

R$ 74.200

79%

Total

R$ 93.850

100%

Diante desse cenário, Daniel ficou decepcionado com a queda da Bolsa de Valores e resolveu não mexer na carteira, à espera de que as ações voltassem a subir.

Mas digamos que sua irmã Camila havia montado uma carteira idêntica em maio de 2015, mas, vendo a queda da Bolsa, optou por fazer um aporte adicional, para que a renda variável voltasse a representar 30% dos investimentos. Ela colocou mais R$ 12.150 no fundo de ações, e sua carteira ficou assim:

Carteira da Camila - novembro de 2015

Modalidade

Valor

Percentual da carteira

Ações (Ibovespa)

R$ 31.800

30%

Renda Fixa

R$ 74.200

70%

Total

R$ 106.000

100%

Desde então, o Ibovespa disparou e acumulou uma alta de 61% nos dez meses seguintes, até setembro de 2016. Já os fundos escolhidos por Daniel e Camila renderam 10%. Consequentemente, a composição das carteiras mudou.

Na do Daniel, as ações, que em novembro representavam 21%, passaram agora a quase 30% dos seus investimentos.

Carteira do Daniel - setembro de 2016

Modalidade

Valor

Percentual da carteira

Ações (Ibovespa)

R$ 31.563

28%

Renda Fixa

R$ 81.620

72%

Total

R$ 113.183

100%

Resumindo, Daniel aplicou R$ 100 mil em maio de 2015, e depois, em setembro de 2016, estava com R$ 113.183. A rentabilidade da carteira no período foi, portanto, de 13%.

Vejamos agora o que aconteceu com a carteira da Camila:

Carteira da Camila - setembro de 2016

Modalidade

Valor

Percentual da carteira

Ações (Ibovespa)

R$ 51.080

38%

Renda Fixa

R$ 81.620

62%

Total

R$ 132.700

100%

Camila havia investido R$ 100 mil em maio de 2015, depois colocou mais R$ 12.150. Portanto, ela investiu no total R$ 112.150. Hoje ela tem R$ 132.700 na carteira, ou seja, Camila conseguiu uma rentabilidade de 18%, muito superior aos 13% obtidos pelo Daniel.

Para continuar ganhando dinheiro, Camila agora deve rebalancear sua carteira novamente. Ela deve investir mais em renda fixa para que a renda variável volte a representar apenas 30% das suas aplicações. Se não tiver dinheiro suficiente, pode tirar um pouco do seu fundo de ações.

Repare que, seguindo essa lógica, Camila sempre vai comprar ações na baixa e vender na alta – e sem precisar adivinhar o que vai acontecer especificamente com cada ativo. Se a Bolsa cair de novo daqui a seis meses, ela volta a comprar ações. Se subir, investirá na renda fixa.

Essa é a lógica do rebalanceamento de carteira, em que, a cada novo aporte, você coloca dinheiro nos ativos que estão mais baratos no momento. É por isso que uma carteira constantemente ajustada tende a trazer um retorno melhor para quem olha para o longo prazo.

Vantagens de fazer aportes regulares

No exemplo do Daniel e da Camila, usamos propositalmente um caso extremo, para facilitar a explicação. Escolhemos os meses de maio e novembro de 2015, e setembro de 2016, por terem sido picos de baixa e alta do Ibovespa.

Mas o ideal não é ficar esperando os ativos atingirem preços extremos, para cima ou para baixo. Fazer pequenos aportes mensais é muito mais sensato, pois assim você corre menos risco e terá uma rentabilidade próxima da média do mercado em cada uma das suas aplicações - esse conceito é chamado de “dollar cost averaging”.

É o mesmo raciocínio usado quando você vai comprar dólares para viajar. Se você vai aos Estados Unidos daqui a seis meses, o que é melhor: comprar os dólares agora ou deixar para a véspera?

Como ninguém prevê o futuro com segurança, o melhor é comprar um pouco por mês. Assim, você pagará pela moeda americana o valor médio da cotação no período. Não vai ganhar muito nem perder demais, mas vai mitigar o risco que correria se comprasse todos os dólares no mesmo dia.

Da mesma forma, o rebalanceamento constante de uma carteira de investimentos, por meio de aportes regulares estrategicamente pensados, garante que o investidor conseguirá, no longo prazo, reduzir as perdas que poderia ter nos momentos de turbulência e ainda aproveitar razoavelmente os momentos positivos do mercado.

Como a Magnetis mantém seus investimentos balanceados

A ferramenta da Magnetis faz o monitoramento constante das carteiras de nossos clientes, e recomenda rebalanceamentos sempre que necessário para mantê-las em linha com o perfil e o plano de investimento de cada cliente. E muitas vezes a maneira mais eficiente de se fazer esse rebalanceamento é com aplicações adicionais, como no caso da Camila.

Para auxiliar nesse planejamento, o cliente Magnetis pode simular exatamente como seria cada aplicação sua, vendo quais os melhores ativos selecionados em tempo real e como ficaria sua carteira.

Aplicação adicional na Magnetis

Ao simular uma aplicação, você vê exatamente quais os ativos selecionados e como fica sua carteira

Sobretudo para quem está construindo sua carteira de investimentos ao longo do tempo, esse tipo de previsibilidade é uma ótima forma de manter seu planejamento funcionando na prática. Esse é o tipo de experiência com seus investimentos em que acreditamos.

Se você ainda não testou nossa ferramenta, fica o convite para montar gratuitamente um plano de investimento sob medida para seu perfil e começar a alcançar seus objetivos ainda hoje.​

Luciano

Luciano Tavares é fundador e CEO da Magnetis. Administrador de carteiras credenciado pela CVM e planejador financeiro CFP ®, tem mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.