Investimento melhor que poupança? Confira as opções mais seguras do mercado

por Malena Oliveira | 21/01/2019

Investimento melhor que poupança: veja 5 opções
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A poupança é o investimento favorito dos brasileiros, apesar de seu rendimento ser baixo. Mas sabia que existe investimento melhor que poupança? E mais: que é possível ter a mesma segurança que a caderneta oferece?

É claro, a poupança é a primeira – e muitas vezes, única – aplicação financeira com a qual a maioria das pessoas têm contato. Além disso, é uma boa opção para quem quer investir com pouco dinheiro.

De acordo com o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), 6 em cada 10 brasileiros que conseguem guardar algum dinheiro depositam os valores na caderneta de poupança. O valor médio poupado é de R$ 498,81.

Assim, por conseguirem guardar pouco dinheiro, muitos acreditam que não é possível investir com valores mais baixos. No entanto, vamos mostrar para você que é possível investir com pouco dinheiro e com a mesma segurança que a poupança oferece. Vamos começar?

Veja mais: Sabia que na Magnetis você pode investir com segurança e diversificação a partir de R$ 1 mil? Monte grátis o seu plano de investimentos!

1. Tesouro Direto

Mesmo quem não tem muito dinheiro para começar a investir consegue encontrar opções de investimentos seguros. Prova disso são os títulos públicos do Tesouro Direto, que permitem aplicações a partir de R$ 30.

A lógica por trás desses títulos é bastante simples: para se manter funcionando, o Estado precisa de recursos que vão além daqueles arrecadados com a cobrança de impostos. Por isso, ele emite papéis para captar dinheiro e qualquer pessoa pode investir alguma quantia.

Em troca, há o pagamento de juros dentro do prazo estipulado pelo título. Ou seja, quem investe no Tesouro Direto está emprestando dinheiro ao Estado.

Embora não haja a cobertura do FGC, o risco desses títulos é baixíssimo. Eles não serão pagos apenas em caso de insolvência total do Estado, o que é muito difícil de acontecer, mesmo em momentos de dificuldade econômica.

Veja mais: Confira a lista completa dos investimentos garantidos pelo FGC

Em última instância, o Estado pode imprimir moeda para honrar o pagamento dos títulos. Para investir no Tesouro Direto é preciso ter conta em um banco ou corretora autorizada. Com o cadastro na instituição, será possível acessar a plataforma na qual os títulos são negociados.

São várias as opções de títulos disponíveis, divididos entre prefixados (com o rendimento definido na hora da compra) e pós-fixados (corrigidos de acordo com uma taxa, como o IPCA e a Selic). É preciso observar as taxas e impostos, para que elas não comprometam o retorno da aplicação.

2. LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos emitidos pelos bancos para financiar, respectivamente, o setor imobiliário e o agronegócio.

A grande vantagem desses investimentos é isenção do Imposto de Renda (IR), além da cobertura do FGC. Por outro lado, essas letras de crédito costumam ter prazos de vencimento mais longos, o que é ruim para quem não tem muita certeza de quando vai precisar do dinheiro.

As taxas de retorno variam de acordo com o banco que emitiu o título. Logo, é necessário fazer comparações entre diferentes títulos e bancos, em busca da melhor rentabilidade.

3. Fundos DI

Fundos DI são fundos de investimento que investem pelos menos 80% da carteira em títulos públicos, ativos de baixo risco e em cotas de outros fundos de renda fixa.

A rentabilidade desses fundos busca acompanhar o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), taxa muito próxima da Selic (os juros básicos da economia nacional).

Os riscos para quem investe em fundos DI são relativamente pequenos, já que o dinheiro é aplicado em ativos de baixíssimo risco.

Não há cobertura do FGC, mas, em caso de quebra do banco, o dinheiro fica protegido, já que, do ponto de vista jurídico, os investimentos dos fundos não fazem parte do patrimônio da empresa.

Fundos DI contam com alta liquidez, permitindo que os recursos sejam sacados no momento em que for necessário. Ademais, é possível encontrar opções que permitem começar com aportes pequenos.

Como desvantagem, cabe mencionar a cobrança de taxas de administração, comuns em fundos de investimentos.

Além disso, há a incidência do Imposto de Renda come-cotas, uma cobrança antecipada de IR que incide sobre a rentabilidade duas vezes ao ano, em maio e em novembro.

4. CDB

A lógica dos CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) é bastante parecida com a dos títulos do Tesouro.

Só que em vez do governo, quem capta os recursos são bancos privados, que utilizam o dinheiro para emprestá-los a outros clientes. Diferente dos títulos públicos, os CDBs são cobertos pelo FGC, dentro do limite estipulado.

O retorno de um CDB está geralmente atrelado ao já mencionado CDI e quase sempre é maior do que a rentabilidade das cadernetas de poupança, ainda que seja feita a cobrança de IR nesse tipo de investimento.

É importante, mais uma vez, comparar com outras opções de investimentos e em diferentes instituições financeiras para ter certeza se não existem alternativas melhores. A dica é procurar por bancos menores, que costumam oferecer taxas mais atraentes.

5. Nuconta

A Nuconta é um conta digital sem tarifas disponibilizada pela Nubank. Ela também funciona como um investimento de baixo risco, já que todo o dinheiro depositado é aplicado em títulos públicos em nome da empresa. Não há cobrança de taxas, mas incidem IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o IR sobre os rendimentos, que são próximos aos do CDI.

Além de uma forma de investimento, é possível pagar boletos e receber o salário na Nuconta.

Recentemente, foi incluída a possibilidade de pagamentos via cartão de débito e de saques, que são tarifados. Essas funções estão sendo liberadas aos poucos. Também é possível fazer TEDs gratuitos para uma conta-corrente de outro banco.

Veja mais: RDB da Nuconta: vale a pena mudar para essa modalidade de investimentos? Confira!

6. Carteira diversificada

Uma carteira diversificada é uma seleção de investimentos escolhidos para aumentar a sua rentabilidade e proteger o seu patrimônio.

Geralmente, o foco dessas carteiras é ter rentabilidade acima do CDI, que é a principal referência do mercado de renda fixa.

Dessa forma, as aplicações são escolhidas de forma estratégica, de acordo com o seu perfil e os seus objetivos.

Uma carteira diversificada é geralmente um investimento para o longo prazo. Isso porque os efeitos positivos dessa estratégia podem ser vistos de forma mais consistente com o passar do tempo.

Do ponto de vista da segurança, os investimentos podem ou não ser cobertos pelo FGC. No entanto, o próprio princípio da diversificação já é uma forma de proteger o seu patrimônio.

Ao distribuir os seus investimentos em diferentes ativos, com diferentes características, a diversificação diminui os riscos de um resultado ruim nas aplicações.

Hoje, é possível montar carteiras diversificadas de três maneiras:

  • escolher cada um dos investimentos de forma separada;
  • aplicar seu dinheiro em um fundo de investimentos;
  • investir por meio de consultorias de investimento ou fintechs.

Qual é o melhor investimento?

Como você viu, existem diversas opções de investimentos seguros além da poupança.

Escolher o melhor vai depender da sua avaliação sobre o seu perfil (o risco que você tolera) e os seus objetivos (você precisa ter o dinheiro à disposição para sacar a qualquer momento? Ou pode investir por um prazo mais longo?).

Tendo esses critérios em mente, não será complicado encontrar investimentos seguros e com bons rendimentos, que ajudem você a atingir suas metas.

Agora que você tem uma ideia melhor do que é um investimento melhor que a poupança, que tal entender como investir de forma mais eficiente? Baixe grátis o guia Desmistificando a poupança: por que outros investimentos podem ser melhores e tire suas dúvidas!

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