Conheça os 6 investimentos isentos de Imposto de Renda

por Malena Oliveira | 12/06/2019

Conheça os 6 investimentos que são isentos de IR

Quem tem investimentos já sabe que precisa levar em consideração alguns valores como o IR. No entanto, existem opções de investimentos isentos do Imposto de Renda que merecem ser conhecidos.

Visando estimular o aporte de novos recursos em áreas estratégicas da economia, como o setor imobiliário ou o agronegócio, aplicações vinculadas a esses setores costumam contar com a isenção do IR.

Para entender mais sobre o assunto, confira a lista completa dos investimentos isentos de Imposto de Renda. Você ainda vai saber como investir nessas aplicações. Boa leitura!

1. Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) são enquadradas como investimentos em renda fixa. Por meio da emissão desses títulos, bancos conseguem captar dinheiro que vai financiar as atividades do setor imobiliário.

Dessa forma, quem investe numa LCI está, na prática, emprestando dinheiro à instituição financeira para que ela repasse a outras pessoas interessadas. Com o lucro obtido, a instituição remunera quem fez a aplicação.

Por ajudar a movimentar um setor tão importante, as LCIs são isentas da cobrança de IR. Além disso, investimentos de até R$ 250 mil reais são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Por outro lado, a maioria dos títulos LCI só pode ser sacada no momento do seu vencimento. Alguns permitem o resgate antecipado depois de determinado prazo, mas isso costuma ocasionar perdas para quem está aplicando.

Para investir nas LCIs é necessário procurar um banco ou uma corretora. Normalmente os bancos oferecem os títulos emitidos por eles próprios, enquanto com a corretora é possível ter acesso a LCIs de diversas instituições simultaneamente.

Na sequência, é preciso escolher entre LCIs prefixadas (cujo rendimento total é informado no momento da aplicação) e pós-fixadas (nas quais o rendimento oscila diariamente, de acordo com a taxa CDI).

Outro detalhe que merece atenção é a data de vencimento do título. Veja com cuidado todos os detalhes para que você não tenha um problema se precisar resgatar um investimento antes do prazo.

2. Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

Tal qual o setor imobiliário, o agronegócio desempenha papel fundamental na economia brasileira, recebendo uma série de incentivos. Para ajudar na captação de recursos que vão financiar o setor, existem as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA),outra forma de investimento em que não há incidência de IR.

O funcionamento das LCAs é muito similar ao das LCIs, incluindo características como a proteção do FGC e os prazos de vencimento mais alongados.

3. Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI)

Enquanto as LCIs e LCAs são relativamente conhecidos de quem está sempre à procura de boas formas de aplicação, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) ainda não recebem tanta atenção, mas também são isentos do Imposto de Renda.

No entanto, enquanto as LCIs e LCAs são emitidas por bancos, que depois emprestam o dinheiro para outros interessados, nos CRIs a própria empresa que está captando o dinheiro é quem faz a emissão dos papéis.

Normalmente isso acontece quando a empresa tem dinheiro por receber, mas precisa dos valores de forma antecipada. Com isso, ela recorre aos serviços de uma securitizadora.

Essa reúne os créditos a serem recebidos e os transforma em certificados, que são negociados com interessados. Quem compra esses papéis repassa os valores para a empresa, que promete devolvê-los com juros no vencimento combinado.

Como são um pouco mais arriscados do que outras formas de aplicação em renda fixa, os CRIs costumam ter uma rentabilidade um pouco maior. Por outro lado, quem investe nessa opção não conta com a proteção do FGC, como acontece nas Letras Imobiliárias e do Agronegócio.

Os CRIs estão disponíveis tanto na modalidade prefixada quanto na pós-fixada. Para ter acesso e eles é necessário ter uma conta em corretora de valores e ponderar sobre os prazos, o que faz com tais investimentos sejam indicados visando o médio e o longo prazo.

4. Certificado de Recebíveis Agrícolas (CRA)

Assim como a LCI tem a LCA como sua aplicação irmã, os CRIs também contam com um investimento que cumpre papel similar: os Certificados de Recebíveis Agrícolas.

A lógica de funcionamento de ambas as aplicações são as mesmas, com o detalhe de que os CRIs são emitidos por empresas do setor imobiliário, como construtoras e incorporadoras, enquanto os CRAs são responsabilidades de produtores rurais e cooperativas de crédito agrícola.

Os CRIs e CRAs compartilham a maioria das características, como o risco mais elevado quando comparados a outras opções de renda fixa, a baixa liquidez, os longos prazos de resgate e a ausência de proteção do FGC.

A diferença fica no fato de que geralmente os certificados lastreados no agronegócio exigem aportes maiores para começar um investimento.

5. Debêntures incentivadas

As debêntures também funcionam por meio da emissão de títulos. Empresas que precisam de dinheiro para tocar seus projetos ou gerenciar melhor suas dívidas emitem as chamadas debêntures, com o fim de captar novos recursos sem precisar recorrer aos bancos.

Já as debêntures incentivadas, de acordo com a lei, precisam ser destinadas a projetos de infraestrutura, como obras de mobilidade urbana, saneamento e distribuição de energia, entre outras. Essa destinação específica faz com elas sejam isentas da cobrança de IR.

Todavia, assim como em outros investimentos já mencionados neste post, as debêntures incentivadas não são cobertas pelo FGC, têm baixa liquidez e risco de crédito elevado. Para minimizar isso, o ideal é aplicar em títulos emitidos por empresas com boa reputação no mercado.

6. Fundos de Investimento Imobiliários (FII)

Os FIIs são fundos de investimento que aplicam o dinheiro acumulado em imóveis ou em aplicações atreladas a questões imobiliárias.

Embora esse tipo de aplicação seja isenta de IR, assim como os rendimentos provenientes deles, caso haja a venda de uma ou mais cota será necessário arcar com a cobrança de imposto normalmente.

São vários os investimentos isentos de Imposto de Renda, mas antes de escolher, é importante considerar seu perfil e seus objetivos para ter a certeza de que aquela aplicação é a mais adequada para o momento.

Por fim, cabe destacar que a isenção de Imposto de Renda não significa que os rendimentos serão maiores. Outras aplicações, mesmo com a tributação, podem apresentarem retornos melhores.

Além disso, é preciso atentar-se a outras taxas que podem ser cobradas e que representam custos extras para quem investe. Fique atento(a)!

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