5 bons investimentos para um perfil conservador

por Mariana Congo | 24/04/2017

Confira bons investimentos para um perfil conservador

Se você se considera uma pessoa pouco tolerante ao risco, provavelmente está à procura de investimentos para um perfil conservador. No entanto, talvez seja preciso rever alguns conceitos sobre riscos e ganhos das aplicações.

Todo investidor gostaria de encontrar uma aplicação na qual ele pudesse obter, ao mesmo tempo, rendimento alto e risco baixo. Mas infelizmente isso não é possível. Antes de mais nada, sempre haverá um risco.

O risco pode ser o de não receber o dinheiro, o famoso calote, o de não conseguir retirar o dinheiro rapidamente, que é a baixa liquidez, ou ainda de ter um retorno tão baixo que não cubra nem a inflação.

Portanto, além da tolerância a perdas, é preciso levar em conta outros fatores na hora de escolher o melhor investimento.

Não existe um investimento ideal para uma pessoa, mas sim um conjunto de investimentos que, somados, se adequam ao nível de tolerância a perdas, ao tempo de retorno esperado e ao objetivo do investimento.

Parece complicado? Não se preocupe, pode ser mais simples do que você imagina! Para ajudá-lo a fazer as melhores escolhas, separamos algumas modalidades que têm baixo risco de perdas. São bons investimentos para um perfil conservador, uma vez que podem equilibrar risco e retorno. Confira!

1. CDB

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são títulos emitidos por bancos e instituições financeiras. Na prática, o investidor empresta dinheiro ao banco e, em troca, recebe uma remuneração.

Ele pode ser considerado um investimento de perfil conservador em função de alguns fatores:

  • tem a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para até R$ 250 mil;
  • normalmente a porcentagem de retorno está atrelada ao CDI, uma taxa que costuma acompanhar as tendências da Selic;
  • os CDBs podem ter liquidez diária, ou seja, o investidor tem a possibilidade de retirar o investimento quando desejar.

A alíquota de Imposto de Renda sobre os retornos do CDB varia conforme o tempo de aplicação e fica entre 15% e 22,5%. Quanto maior o tempo de aplicação, menor o percentual de IR a ser pago.

2. LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) são títulos semelhantes aos CDBs, também emitidas pelos bancos. Entre suas características positivas, destacamos:

  • garantia pelo FGC até o limite de R$ 250 mil;
  • a taxa de retorno pode ser prefixada, determinada no momento da aplicação, ou atrelada ao CDI e à taxa de juros;
  • seus rendimentos são isentos de cobrança de IR.

No entanto, para manter as LCIs e LCAs dentro do perfil conservador, o investidor precisa estar atento ao prazo de vencimento das letras.

Normalmente, não é possível antecipar o recebimento e o investidor terá que esperar até o fim do prazo da aplicação. Esse prazo geralmente é de no mínimo três meses, mas pode chegar a períodos muito mais longos.

3. Tesouro Direto

Os títulos do Tesouro Direto são negociados pelo Tesouro Nacional e o credor é o Governo Federal. O risco de não receber o dinheiro é baixíssimo, já que o governo não teria dinheiro para cumprir suas obrigações somente em um caso atípico de colapso de toda a economia do país.

Veja alguns aspectos-chave desses títulos públicos:

  • podem ter a remuneração predefinida no ato da compra ou atrelada à taxa Selic ou à inflação;
  • os rendimentos sofrem cobrança de IOF e também de IR;
  • podem ser vendidos em qualquer dia, inclusive antes do vencimento. Nesses casos, no entanto, a rentabilidade pode sofrer perdas, dependendo do tipo do título.

Portanto, os títulos públicos são provavelmente os que têm menor risco de calote no mercado. A rentabilidade, no entanto, depende do prazo de que o investidor dispõe para investir.

4. Fundos de renda fixa conservadores

Esses fundos investem apenas em papéis conservadores e que têm garantias, reduzindo o risco de calote a praticamente zero. A rentabilidade desses investimentos costuma acompanhar a taxa básica de juros e eles podem ter liquidez diária.

Como ponto de atenção, é interessante observar a taxa administrativa cobrada pelo fundo. Também existe cobrança de IOF e IR nos rendimentos desse tipo de aplicação.

Como vantagem, os fundos de renda fixa contam com a administração de um gestor profissional, que tem capacidade e conhecimento para identificar os melhores investimentos. Eles também oferecem a possibilidade de fazer investimentos diversos, gerando melhor resultado geral.

5. Debêntures

As debêntures são títulos da iniciativa privada. Em vez de emprestar para bancos ou para o governo, como nas opções anteriores, o investidor cede seu dinheiro para uma empresa. Essa empresa se torna a credora e será responsável pelo pagamento.

Entre esses títulos, existe uma modalidade chamada de debêntures incentivadas. Elas são destinadas a empresas que realizam obras e projetos de infraestrutura e são uma maneira de estimular o desenvolvimento do país. Para isso, elas são isentas de IR.

Elas não são garantidas pelo FGC e costumam ter uma liquidez mais baixa, isto é, não podem ser resgatadas antes do vencimento. As debêntures são um dos investimentos de renda fixa mais arriscados do mercado.

No entanto, quando o investimento em debêntures é feito para longo prazo e para empresas sólidas, o risco pode ser relativamente baixo.

Para tornar esse tipo de aplicação mais acessível aos investidores de menor poder financeiro, foram criados os fundos de debêntures, que reúnem um grupo de pessoas interessadas em investir.

Para finalizar, ressaltamos a importância de entender a relação entre risco de perda, liquidez e rentabilidade para escolher a aplicação ideal para cada objetivo do investidor. E, com o objetivo de otimizar os resultados dos investimentos para um perfil conservador, a diversificação de ativos é uma excelente saída.

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Luciano

Mariana Congo é Gerente de Conteúdo da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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