Investimentos pré ou pós-fixados? Veja como escolher o melhor para você

por Mariana Congo | 12/07/2017

Investimentos pré ou pós-fixados? Saiba o que tudo isso significa

Investimentos pré ou pós-fixados? Qual é a diferença entre eles? Como a rentabilidade é calculada em cada caso? 

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As aplicações prefixadas e pós-fixadas são características dos investimentos em renda fixa. Como o próprio nome já diz, na renda fixa é possível ter previsibilidade de rendimento, pois as regras para calcular o retorno já estão estabelecidas. 

Daí, quando olhamos mais detalhadamente sobre quais são essas regras, entramos nas características dos investimentos pré ou pós-fixados.

Neste texto, vamos explicar a diferença entre os dois tipos e o que levar em conta na hora de formar sua carteira. Continue conosco!

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Por que ter investimentos de renda fixa?

A renda fixa é para todo mundo! Investidores iniciantes, que estão saindo da poupança, encontram na renda fixa os primeiros passos no mundo dos investimentos.

E investidores mais experientes, independentemente do perfil de risco, também aplicam em renda fixa para manter suas reservas de emergência de curto prazo (em CDBs, fundos DI ou Tesouro Selic).

Mesmo para investimentos de médio e longo prazo, a renda fixa pode ser interessante por causa dos títulos privados (como LCI, LCA), Tesouro IPCA e fundos de renda fixa - só para citar alguns exemplos.

Títulos de renda fixa são aqueles que possuem regras definidas de remuneração (exatamente por isso, possuem menor risco do que a renda variável, como ações, ouro, câmbio etc.).

Os exemplos mais comuns de renda fixa são os títulos públicos do Tesouro Direto (emitidos pelo governo para se financiar), e títulos privados, como CDB, LCI e LCA (emitidos por instituições financeiras, com a mesma finalidade).

Vale lembrar que muitos desses papéis possuem grau de segurança equivalente à poupança — caso do CDB, da LCI e da LCA, que são protegidos pelo mesmo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) da caderneta, garantindo ressarcimento de até R$ 250 mil ao investidor em caso de falência do banco.

O que são investimentos prefixados, pós-fixados e indexados à inflação?

Títulos prefixados

Os investimentos pré (prefixados) são aqueles cuja rentabilidade já é conhecida na data da aplicação. Por exemplo, você investe em um CDB e já sabe que ele renderá 10% ao ano. A rentabilidade prefixada pode ser estabelecida de duas formas:

  • quando a taxa de retorno é definida previamente (ex.: 10% ao ano);
  • quando o valor final do investimento é definido previamente (ex.: investir R$ 900 hoje para receber R$ 1 mil ao final de 1 ano.

Você encontra títulos do Tesouro Prefixado nesse formato de remuneração, bem como CDBs e LCIs/LCAs.

Na imagem abaixo, você vê um exemplo real do Tesouro Prefixado​. Como mostra a tabela, o título chamado Tesouro Prefixado 2020 terá uma taxa de rendimento anual de 9,33% - essa regra não mudará daqui até 2020. O mesmo acontece com os outros títulos.

Investimentos pré ou pós-fixados? Saiba o que tudo isso significa

Títulos pós-fixados

Já os investimentos pós-fixados, ao contrário do que muitos pensam, são mais conservadores e defensivos do que o modelo anterior, pois as aplicações vão se adaptando às condições do mercado. Por isso, diferentemente dos investimentos pré, no pós-fixado não é possível saber antecipadamente qual será rendimento exato de sua aplicação.

Os investimentos pós-fixados são atrelados a algum índice (geralmente a Selic, CDI ou IPCA). Para quem não conhece muito bem os termos:

  • Selic é a taxa referencial de juros no Brasil, definida pelo Banco Central, em reuniões periódicas;
  • CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é um título transacionado exclusivamente pelas instituições financeiras e que serve como parâmetro de comparação (benchmark) para remunerar alguns investimentos (ex.: LCI que paga 112% do CDI). Importante lembrar que o CDI geralmente está “colado” na Selic (costumam ser muito próximos ou até mesmo idênticos);
  • IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é um parâmetro da inflação no país, medido mensalmente pelo IBGE;

Exemplos de investimentos pós-fixados: CDB, LCI, LC ou LCA que remuneram a um percentual do CDI ou o título Tesouro Selic.

Abaixo, um exemplo real de LCAs disponíveis na plataforma de Easynvest. Observe as colunas "Taxa" e "Indexador", que mostram qual será a rentabilidade esperada e qual é o indicador de referência.

Investimentos pré ou pós-fixados? Saiba o que tudo isso significa

Títulos indexados à inflação

Esse 3º modelo é uma mistura entre os investimentos pré e pós-fixados. Seria o caso de um Tesouro IPCA, que paga uma taxa prefixada (exemplo: 5% ao ano) mais uma parcela pós-fixada (o IPCA do ano). Perceba que, nesse caso, há 2 remunerações implícitas (5% ao ano + a inflação do período). Compreendeu a fusão de conceitos?

Veja abaixo um exemplo tirado do próprio site do Tesouro Direto. Na coluna "Taxa de Rendimento" você sabe o que será o rendimento prefixado daquele título. A parte pós-fixada fica por conta do IPCA.

Investimentos pré ou pós-fixados? Saiba o que tudo isso significa

Como escolher um prefixado, pós ou atrelado à inflação?

No mundo dos investimentos, não dá para se falar de regras que funcionem para todas as pessoas ou em todas as situações.

Cada investimento -- e isso vale para os prefixados, pós-fixados e indexados à inflação -- serve a cada investidor dependendo da sua estratégia e dos seus objetivos. E em prol da diversificação, pode ser interessante combinar títulos com diferentes características na sua carteira de investimentos.

Ainda assim, de uma maneira geral, existem os seguintes conceitos:​

- Prefixados: Os títulos prefixados podem ser vantajosos se você acredita que haverá uma queda de juros no futuro. Assim, ao contratar um prefixado, você garante uma rentabilidade fixa até o vencimento, independentemente do que acontecer com os juros da economia. Isso também tem o lado ruim, se os juros subirem, você também não irá acompanhar a alta. Atualmente, há uma expectativa de queda da Selic, mas mesmo assim o investidor deve ficar atento, pois no preço dos prefixados hoje já está embutida essa expectativa de queda. Ou seja, o investidor só terá um ganho acima do normal se a Selic cair mais que o esperado.

- Pós-fixados: quem investe em pós-fixados está sempre alinhado com o mercado, em queda e subidas dos juros. Em um cenário de inflação e Selic em alta, é sim interessante optar por papéis pós-fixados, uma vez que eles vão acompanhar o movimento do mercado.

- Indexados à inflação: são ideais para quem quer defender seu dinheiro da inflação no longo prazo, principalmente para aposentadoria. Geralmente, se você somar a parcela prefixada do rendimento com a expectativa de inflação do mercado, a remuneração de um título indexado à inflação, como Tesouro IPCA +, será próxima à Selic. 

Como saber quando a taxa de juros vai cair ou subir?

Eis a questão. Mesmo para investidores profissionais, é realmente complicado calcular e acertar precisamente qual será o rumo do mercado financeiro.

Por esse motivo que diversificação é a palavra-chave no mundo dos investimentos. ​

Com uma carteira diversificada, você dilui os riscos e fica preparado para as incertezas do mercado.

​Em julho de 2016, por exemplo, o mercado financeiro - por meio do relatório Focus do Banco Central - esperava que a Selic terminasse 2017 em 11% ao ano. Agora, em julho de 2017, essa expectativa está em 8,25% ao ano para o fim de 2017. Quanta coisa não aconteceu nesse período! O mercado é vivo e volátil -- diversifique seus investimentos para estar preparado!

Se você se interessou por investimentos pré e pós-fixados, já deve estar considerando esses títulos para montar sua carteira de investimentos. Então, aproveite e confira também nossas considerações sobre onde investir em tempos de queda de juros.  Ah, e fique à vontade para deixar seus comentários caso tenha alguma dúvida! 😉

Mariana Congo, da Magnetis

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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