Se você tem até R$ 100 mil para investir em ações, é hora de entender os ETFs

por Magnetis | 22/01/2016

Se você tem menos de R$ 100 mil para investir em ações, é hora de entender os ETFs

Imagine que você tem até R$ 100 mil para investir no mercado de ações. Qual estratégia de investimento você adotaria? Uma análise feita pela equipe de pesquisa da Magnetis concluiu que, historicamente, a maneira mais eficiente de investir esse montante seria por meio de fundos que fazem gestão passiva, os chamados ETFs.


ETF é a sigla para Exchange Traded Fund ou, traduzindo livremente, "fundo negociado em bolsa". Eles normalmente seguem a variação de um índice de referência: por isso também são conhecidos como fundos de índices. Um ETF que se propõe a seguir o Ibovespa, por exemplo, será um fundo composto pelas 61 empresas que hoje compõem o índice. Assim, a rentabilidade do ETF será muito próxima ao do Ibovespa.

Já os fundos de ações com gestão ativa têm uma proposta diferente: a de superar os índices de referência - também chamados de benchmarks - por meio da escolha de ações de empresas com potencial para ter um desempenho acima da média.

Considerando essas características da gestão ativa e da passiva, qual estratégia você escolheria para aplicar no mercado acionário?

5 vantagens dos ETFs

  • Diversificação de portfólio
  • Baixo custo do produto
  • Gestão transparente
  • Negociação fácil em Bolsa
  • Variedade de produtos

Para se chegar a uma resposta precisa, a equipe de pesquisa da Magnetis realizou uma análise do desempenho de todos os fundos de ações no mercado entre 2000 e 2015. O objetivo foi descobrir em quais situações os fundos de ações com gestão ativa superaram seus índices de referência. Entenda a pesquisa e veja as conclusões:



​Como fizemos o estudo sobre ETFs

Como fizemos o estudo sobre ETFs

1. Primeiro, coletamos os dados históricos de todos os fundos de ações brasileiros desde 2000. Para cada fundo, calculamos a sua rentabilidade histórica até setembro de 2015 ou até a sua data de encerramento, caso o fundo não exista mais. Depois comparamos cada uma dessas rentabilidades com a do Ibovespa no mesmo período. O resultado mostra que 66,1% dos fundos de ações com gestão ativa desde 2000 alcançaram uma performance acima do índice Bovespa.


2. Depois repetimos a análise, mas dessa vez observando a performance dos fundos em todos os períodos de um ano desde 2000. Aqui a variação se mostrou bem maior. Em 2003, por exemplo, somente 15,5% dos fundos de ações bateram o índice Bovespa. Já em 2013, 90,1% dos fundos conseguiram superá-lo. Na média geral, os fundos tiveram uma performance anual superior em 60,5% dos casos.

3. Concluimos, então, que se você tivesse investido aleatoriamente em um fundo de ações brasileiro, você teria aproximadamente 60% de chances de obter um resultado acima do índice Bovespa em um determinado ano entre 2000 e 2015. Não parece ser um percentual muito encorajador, mas certamente foi um desempenho superior ao dos fundos norte-americanos. Nos Estados Unidos, um estudo da Morningstar mostra que nos últimos 20 anos apenas 25% dos gestores conseguiram superar o S&P500. Isso faz sentido, pois o mercado por lá é muito mais eficiente do que o brasileiro e, portanto, é mais difícil para o gestor americano encontrar oportunidades.


4. Nesse ponto você pode estar se perguntando: se 60% dos fundos batem o índice Bovespa, não bastaria selecionar os melhores fundos para garantir um resultado superior? Em teoria, essa estratégia faz sentido. Mas será que é possível identificar quais os fundos que estarão no topo da lista ao longo do tempo?


5. Testamos essa hipótese com nosso algoritmo que seleciona os melhores fundos considerando o histórico de resultados. Comparamos, então, a seleção de fundos com bom desempenho com o retorno de uma carteira composta por ETFs. Os resultados obtidos mostraram que a rentabilidade da carteira de fundos com gestão ativa varia bastante de acordo com o valor investido e a quantidade de fundos selecionada. Por exemplo: se investimos R$ 10 mil em um único fundo a cada ano, essa carteira teria um desempenho muito inferior a uma carteira de ETFs. Entre 2000 e 2015, os fundos de ações com gestão ativa produziram um retorno anual médio de 7,93% enquanto os ETFs obtiveram 12,71%, ou seja, quase 5 pontos percentuais a mais.


6. Quando aumentamos a quantidade de fundos comprados a cada ano, o desempenho da carteira de gestão ativa melhora. Se compramos 5 fundos, por exemplo, a rentabilidade da carteira é aproximadamente igual à dos ETFs. Quando dividimos a carteira entre 10 fundos, a rentabilidade é quase 2 pontos percentuais superior. Esse resultado parece indicar que é muito díficil selecionar os "melhores" fundos quando temos de escolher uma quantidade pequena deles. Os fundos que tiveram bom desempenho no passado nem sempre apresentam uma boa performance futura. Porém, quando dividimos a carteira entre uma quantidade maior de fundos, somos capazes de selecionar gestores acima da média.


7. Outro detalhe interessante é que quando aumentamos o valor investido, a performance da carteira de fundos de gestão ativa aumenta. Com um investimento de R$ 100 mil, a carteira de um único fundo tem um retorno anual médio 1,42% inferior a dos ETFs, um pouco melhor que no exemplo de investimento de R$ 10 mil. Com 5 fundos, a carteira já consegue um retorno superior aos ETFs. Isso faz sentido pois muitos fundos de ações exigem um investimento mínimo, que acaba excluindo o pequeno investidor. Com um valor de investimento maior (nesse caso de R$ 100 mil), o investidor tem acesso a uma variedade maior de fundos.

A conclusão

Considerando a rentabilidade dos fundos de ações entre 2000 e 2015, os ETFs provaram ser uma alternativa bastante atraente para o investidor que tem menos de R$ 100 mil para investir na categoria ações.

A estratégia de investimento em fundos de ações com gestão ativa só se mostrou viável para investimentos com valores superiores a R$ 100 mil no mercado de ações, e com uma carteira composta por pelo menos 6 fundos diferentes.

O investidor que não dispõe desse montante para investir em ações ou não tem capacidade de identificar os melhores fundos e distribuir a sua aplicação em diversos deles dificilmente conseguirá um retorno superior a uma estratégia passiva baseada em ETFs.


E você? Qual é a sua opinião sobre o uso de ETFs em carteiras de investimento? Para saber mais, faça o download do nosso ebook: "Como a Magnetis utiliza ETFs para otimizar seus investimentos".






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