7 dicas práticas para investir com segurança

por Fernando Reis

Uma das principais preocupações de quem investe é a segurança de suas aplicações. Especialmente para quem tem pouca experiência no mercado financeiro, é necessário ter muita atenção - assim como a certeza de que os investimentos estão seguros para não cair em possíveis golpes. Por isso, saber investir com segurança pode fazer a diferença na vida financeira de quem quer ter acesso a melhores opções de investimentos.

Exatamente medo é que muitas pessoas acabam deixando dinheiro parado, não indo muito além de aplicações mais tradicionais como a caderneta de poupança. Em outros casos, preferem investir apenas em produtos de investimento recomendados por gerentes de grandes bancos, mesmo sabendo que estes costumam cobrar taxas altíssimas (além de nem sempre serem transparentes com o investidor).

Na prática, acreditar que estes são os únicos caminhos possíveis para investir com segurança pode trazer consequências para o investidor, já que existem diversas aplicações igualmente seguras e que oferecem rendimento maior. 

Se você está querendo fazer o seu dinheiro render mais sem se descuidar dos riscos, este post foi feito para você. Vamos mostrar aqui 7 dicas básicas para investir com segurança. Confira!

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1. Verifique se a instituição está regularizada

A escolha da instituição financeira é o primeiro passo para garantir a segurança dos seus investimentos. Nessa hora, é preciso se certificar de que ela está regularizada junto ao Banco Central do Brasil (Bacen) e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgãos responsáveis por regular e fiscalizar o mercado de capitais.

Na página do Bacen, existe uma ferramenta que permite consultar a lista de bancos credenciados e também saber quais estão em funcionamento hoje no país.

Já, no site da CVM é possível realizar uma consulta sobre alguma corretora ou mesmo obter uma relação atualizada de todas as instituições autorizadas a atuar nesse mercado, como gestoras, consultorias e fundos de investimento. Não deixe de fazer uma consulta antes de decidir onde aplicar o seu dinheiro, pois esse é um cuidado fundamental para reduzir os riscos nos seus investimentos.

2. Pesquise a reputação da instituição

Além de se certificar quanto às autorizações legais de um banco ou de uma corretora de valores, também é importante buscar informações a respeito da sua reputação entre os investidores. Vale a pena ler avaliações de outros clientes a respeito de pontos como atendimento, suporte, taxas, ferramentas e serviços oferecidos.

Um excelente recurso nessa hora é verificar se a instituição tem o selo do Programa de Qualificação Operacional (PQO). Criado pela B3, a bolsa de valores brasileira, seu objetivo é certificar a qualidade dos serviços prestados e garantir a integridade e solidez das instituições integrantes do mercado financeiro e de capitais.

No caso de corretoras certificadas, o selo Retail Broker é considerado o mais importante. Essa certificação certamente ajudará o investidor a ter mais confiança na hora escolher a corretora ideal.

Existe também, o Código de Melhores Práticas da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) que estabelece parâmetros que devem ser seguidos por instituições financeiras que ofereçam atividades relacionadas a fundos de investimento. As instituições participantes devem atender a uma série de exigências. Com essas demandas, a Anbima procura aumentar a qualidade e elevar os padrões de excelência da indústria. Também ficam submetidas à ação fiscalizadora do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (Bacen), o que garante que devem seguir um nível rigoroso de transparência e segurança.

3. Garanta que os investimentos estejam registrados em seu nome

Quando o cliente transfere recursos da sua conta do banco para uma corretora de valores, é ela quem procede a compra dos ativos escolhidos. No entanto, é importante se certificar de que eles estejam registrados no CPF do investidor.

Isso garante que o investidor é o único dono das aplicações e que elas não serão afetadas em caso de falência da instituição. Se isso acontecer, os ativos são transferidos para a custódia de outra corretora, preservando os investimentos das pessoas físicas. Vale destacar que cada tipo de investimento fica sob custódia de um órgão específico.

Os investimentos de renda fixa, em títulos de crédito privado como CDBs, LCIs e LCAs, são registrados na Cetip, central de custódia de ativos e títulos. A Cetip, inclusive, criou o selo "Cetip Certifica", oferecido às instituições que registram as aplicações em nome do investidor, o que garante a segurança e a transparência dos seus procedimentos.

Já em fundos de investimento, o cliente recebe cotas que ficam registradas em seu nome perante o distribuidor e o administrador do fundo. As cotas do investidor ficarão sempre segregadas dos ativos dessas instituições e podem ser compradas ou vendidas livremente, conforme as regras de cada fundo. É preciso verificar diretamente com o administrador o registro das cotas. Por isso, é importante buscar referências sobre o fundo em que se está aplicando, no site da CVM, o investidor consegue ter acesso a lâmina dos fundos com diversas informações importantes.

No caso dos investimentos em fundos de índice (ETFs), os registros ficam por conta da Câmara de Ações da B3 (antiga CBLC),  que além de fazer a liquidação de operações em renda variável, também atua como depositária central de ações e títulos de dívida corporativa.

4. Verifique se há garantia do Fundo Garantidor de Créditos 

Também conhecido como FGC, o Fundo Garantidor de Créditos é uma associação civil, sem fins lucrativos e de natureza privada. Seu objetivo é garantir o ressarcimento a investidores em caso de falência da instituição financeira, valor que pode chegar a até R$ 250 mil por instituição por CPF (no limite global de R$ 1 milhão por CPF).

A garantia do FGC, no entanto, não abrange todos os investimentos do mercado. Estão cobertas aplicações como:

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    Depósitos em conta-corrente;
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    Caderneta de poupança;
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    CDB (Certificado de Depósito Bancário);
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    RDB (Recibo de Depósito Bancário);
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    Letra de Câmbio (LC);
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    Letra Imobiliária (LI);
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    Letra Hipotecária (LH);
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    Letra de Crédito Imobiliário (LCI);
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    Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) .

Aplicações em títulos públicos e fundos de investimentos não contam com a garantia oferecida para o FGC, o que não significa que necessariamente são menos seguras. É importante avaliar caso a caso.

Um ponto importante é que passou a existir um limite global de cobertura no FGC, de R$ 1 milhão por investidor para aplicações a partir de 22 de dezembro de 2017. Antes não havia essa limitação global, apenas de valor total por instituição.

Devido ao limite de valor coberto pelo fundo, é importante que o investidor se previna porque a garantia do FGC de R$ 250 mil por instituição cobre tanto o capital investido quanto os rendimentos. Portanto, o ideal é deixar uma folga para o que ainda vai render. Ou seja, se um investidor aplicar exatamente R$ 250 mil em um banco, os rendimentos não estarão cobertos pelo FGC. Desse modo, é possível evitar perdas em caso de falência e aumentar ainda mais a segurança ao investir.

5. Diversifique sua carteira de investimentos

Buscar a diversificação de seus investimentos pode não só trazer uma rentabilidade melhor, como funciona como uma excelente estratégia de segurança. Distribuir o dinheiro aplicado em diferentes aplicações financeiras é uma forma de eliminar a concentração de risco em um só tipo de investimento.

A diversificação pode envolver não só a composição de uma carteira de investimentos com uma série de ativos de características distintas mas também manter os recursos investidos em ativos geridos ou emitidos por mais de uma instituição financeira. Isso garante mais segurança e tranquilidade ao investidor no caso de eventuais situações de falência ou qualquer situação que comprometa a rentabilidade dos ativos de uma determinada instituição financeira.

6. Invista de acordo com o seu perfil

O perfil de risco é uma das principais condições que devem ser levadas em conta pelo investidor antes de decidir em qual tipo de investimento aplicar. Essa análise considera fatores como a tolerância a riscos, objetivos, nível de conhecimento do mercado financeiro, liquidez desejada e prazos esperados.

De maneira simplificada, podemos dizer que investidores mais conservadores buscam por mais segurança em suas aplicações, enquanto os mais arrojados estão dispostos a correr mais riscos em busca de rentabilidades maiores. No entanto, apenas uma profunda análise sobre cada interessado pode definir exatamente qual o perfil em que ele se encaixa. Investir de acordo com o que mais indicado para cada perfil é não só o mais recomendado quando se fala em investimento mas também uma forma de garantir segurança.

7. Conte com a ajuda de especialistas 

Como você viu, existem alguma formas simples de investir com segurança.

Poder contar com uma instituição que segue as normas legais e tem reputação no mercado são fatores importantes, mas não são os únicos critérios que devem ser levados em consideração. Nem sempre uma grande instituição financeira vai recomendar investimentos que estejam alinhados ao perfil e objetivos do investidor. Muitas vezes por trás da recomendação de investimento existe alguma forma de incentivo, metas ou recebimento de comissões que favorecem apenas a instituição e não o cliente. Por isso contar com instituições que sejam isentas de conflito de interesse é sempre a melhor saída para investir com segurança.

Uma consultoria de investimentos pode ser de grande ajuda nessa tarefa. Ela reúne as ferramentas necessárias e profissionais habilitados para traçar a análise de perfil e escolher, assim, as melhores oportunidades, aumentando a segurança dos investimentos. Diferente de bancos e corretoras, uma consultoria de investimentos não vende produtos, exatamente por isso é imparcial e tem interesses alinhados aos dos clientes. Tudo isso contribui para que, as recomendações de investimento sejam feitas de maneira mais transparente e segura. É importante destacar que para poder funcionar uma consultoria de investimentos  também passa por regulação de órgãos fiscalizadores. A Magnetis, por exemplo, é uma consultoria de investimentos licenciada pela CVM que pode te ajudar. 😉  

Viu como investir com segurança é possível?

Agora você pode ficar mais confiante para buscar novas formas de investimentos que estejam alinhadas ao seu perfil e objetivos. Na Magnetis você pode montar um plano de investimento personalizado para você e ainda contar com o apoio dos nossos consultores de investimentos especializados. Além de contar com uma recomendação totalmente isenta de conflito de interesses. Entre em contato conosco e comece hoje mesmo a investir com segurança!

Fernando Reis é administrador e Analista de Marketing de Conteúdo da Magnetis.

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