Onde devo investir meu dinheiro?

por Mariana Congo

"Onde devo investir meu dinheiro?". Essa é uma dúvida de muitas pessoas, seja para alcançar algum objetivo financeiro, seja para proteger o patrimônio.

Muitos já perceberam que o rendimento da poupança é ruim e que deixar o dinheiro na caderneta não é a melhor alternativa de investimento.

Buscar a melhor rentabilidade,aliás, é uma preocupação bastante comum quando uma pessoa se dá conta de que não vale a pena deixar o dinheiro parado. Esse é um dos pontos de partida para alcançar metas como planejar a aposentadoria, comprar a casa própria, pagar a educação dos filhos, entre tantos outros desejos.

Você tem se questionado sobre isso? Então, aqui está uma grande oportunidade para aprender sobre esse tema. As opções de investimento são muitas e servem para diferentes perfis. Vamos conhecer as principais?

Como escolher o melhor investimento?

Conhecer as possibilidades de onde investir o seu dinheiro é fundamental para fazer uma aplicação bem sucedida e alcançar suas metas.

Para escolher a melhor opção de investimento, é preciso considerar alguns fatores, como:

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    perfil do investidor;
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    valor da aplicação;
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    remuneração desejada;
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    prazo de resgate.

Cada um desses aspectos precisa ser avaliado antes da escolha de uma aplicação financeira.

Somente a partir daí é que será possível considerar os tipos de investimento que mais atendem às suas necessidades.

O que é perfil de investidor?

Conhecer bem o seu perfil de investidor é um dos principais critérios que ajudam a fazer a escolha mais adequada na hora de investir. Caso você faça uma aplicação incompatível com esse perfil, há grandes chances de que, em algum momento, você fique frustrado.

Se você não tolerar a rentabilidade negativa, por exemplo, pode perder dinheiro ao sacar seus investimentos antes do prazo.

Por outro lado, se você estiver disposto a correr um pouco mais de risco em troca de um resultado melhor, pode não ficar satisfeito com o rendimento aplicações de aplicações mais conservadoras.

Mas vale lembrar que você pode ter uma postura mais conservadora para alguns investimentos e mais arrojada para outros. Tudo depende do objetivo que você quer alcançar.

Um exemplo: se você quiser comprar a casa própria daqui a dois anos, por exemplo, pode não querer que seus investimentos tenham performance negativa em algum momento. Mas se essa compra for para daqui a dez anos, você pode aceitar um pouco mais de risco para alcançar um rendimento maior.

Esse é apenas um pequeno exemplo de como o perfil de investidor influencia suas escolhas em relação às aplicações financeiras. Vamos entender a seguir como ele é definido.

Como saber qual é o seu perfil de investidor?

Identificar o seu perfil de investidor engloba uma série de fatores. A percepção do que é arriscado pode variar em função dos seguintes fatores:

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    fase de vida: uma pessoa jovem, solteira e sem filhos pode ter uma visão diferente de alguém um pouco mais velho e que tenha a responsabilidade de cuidar de outras pessoas;
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    patrimônio: quem está começando a formar o patrimônio tem necessidades diferentes de quem já acumulou certa quantia de dinheiro ou tem algum bem;
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    conhecimento sobre o mercado financeiro: quem entende melhor como funciona o mundo dos investimentos pode considerar mais possibilidades de investir seu dinheiro;
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    objetivos financeiros: como falamos no exemplo anterior, os planos para o futuro também ajudam a definir o risco que uma pessoa aceita para alcançá-los.

O perfil de investidor não é algo estático. Pelo contrário, ele pode mudar em função de todas essas condições. De forma geral, esse perfil pode ser:

Perfil conservador

O investidor conservador não está disposto a arriscar em nenhum cenário, ainda que isso signifique ter uma rentabilidade menor. Prefere a segurança das aplicações cujo retorno é mais previsível, tais como as de renda fixa: CDB, LCI, LCA, Tesouro Selic e fundo DI.

Perfil moderado

O investidor moderado quer impulsionar o retorno de seus rendimentos, mas quer encontrar um meio-termo entre segurança e rentabilidade. Para esse tipo de perfil, são recomendadas tanto as aplicações de renda fixa tradicionais quanto outros investimentos um pouco mais arrojados, como os fundos multimercado.

Perfil arrojado

Quem tem perfil arrojado está disposto a correr mais riscos porque espera alcançar um rendimento maior em seus investimentos. Para esse perfil, são recomendadas aplicações como ações, ETFs e fundos com uma estratégia mais agressiva.

Vamos entender na prática como o perfil influencia as aplicações financeiras. Paulo é um advogado recém-formado que, aos 25 anos, conseguiu guardar R$ 20 mil para investir. Seu objetivo é aplicar o dinheiro e fazer aportes mensais de R$ 2 mil por 20 anos.

Se Paulo deixasse o dinheiro na poupança, em 20 anos ele teria pouco mais que R$ 990 mil. Porém, mesmo sendo conservador, ele poderia aplicar em uma carteira diversificada e obter, com a mesma segurança, mais de R$ 1 milhão no mesmo prazo.

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No entanto, se Paulo aceitasse tomar mais risco em seus investimentos, ele teria 80% de chance de alcançar pelo menos R$ 2,4 milhões! 

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Paulo também poderia aplicar em uma carteira mais moderada se quisesse um meio-termo entre segurança e risco. Assim, ele poderia ter R$ 1,9 milhão no mesmo prazo. Acompanhe na imagem a seguir:

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O importante a observar é que não se deve tomar um risco maior do que o suportado apenas para obter um retorno maior. O ideal é investir em aplicações compatíveis com o seu perfil para alcançar o resultado que você deseja sem sustos ou decepções.

Quais são os tipos de investimentos?

Existem diferentes tipos de investimentos que são divididos em duas modalidades principais:

Ativos reais

Os ativos reais são os bens adquiridos por uma pessoa. Os imóveis se destacam nesse grupo, mas existem outros exemplos, máquinas e equipamentos que aumentam a capacidade produtiva de uma empresa, por exemplo.

Ativos financeiros

Os ativos financeiros englobam aplicações em dinheiro cujo valor pode variar. Também há aquelas sobre as quais há um compromisso de pagamento de juros no futuro. Os principais ativos financeiros são:

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    títulos públicos;
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    títulos privados;
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    ações.

Todos os investimentos que integram esse grupo estão vinculados à necessidade de captação de recursos por empresas ou pelo governo. Vamos ver a seguir os principais investimentos em cada categoria.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é uma plataforma em que qualquer pessoa pode comprar títulos públicos do governo federal. Quando você aplica dinheiro no Tesouro está, na verdade, financiando as atividades do governo em troca do pagamento de juros.

Os títulos do Tesouro Direto podem ser:

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    prefixados: quando os juros a serem pagos são definidos no momento da compra;
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    pós-fixados: quando o rendimento está ligado a algum indicador da economia, como a taxa Selic, por exemplo;
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    híbridos: quando os juros são formados por uma taxa prefixada, mais o rendimento de outro indicador, como a inflação, por exemplo (como é o caso do Tesouro IPCA+).

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título privado emitidos por bancos para financiar suas atividades, no mesmo modelo dos títulos públicos. Nesse caso, você empresta dinheiro para um banco para financiar operações de crédito, como empréstimos, por exemplo. A remuneração dos CDBs também pode ser prefixada ou pós-fixada.

Esses títulos contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Assim, se a instituição tiver qualquer problema e não conseguir pagar o combinado, o FGC reembolsa os depósitos e aplicações em até R$ 250 mil por instituição bancária, com um limite global de R$ 1 milhão por CPF.

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) são títulos privados emitidos por bancos para financiar atividades nesses setores da economia. Seu principal diferencial é a isenção do Imposto de Renda (IR) para a pessoa física.

O mais comum é que a rentabilidade desses títulos seja pós-fixada, expressa em um percentual do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), uma taxa bastante próxima à Selic.

Debêntures

As debêntures atendem às necessidades das empresas de captar recursos. Para financiar investimentos ou gerenciar dívidas, elas emitem esses títulos oferecendo ao investidor um retorno que pode ser prefixado ou pós-fixado.

Diferentemente dos títulos anteriores, que contam com a segurança do FGC, as debêntures não têm essa garantia. É importante, então, verificar o perfil da empresa emissora e as perspectivas tanto para os negócios da companhia quanto para o mercado no qual ela atua.

Fundos de investimento

Os fundos de investimento são veículos que podem mesclar ativos financeiros de diversos tipos. Eles são formados a partir de grupos de investidores que aplicam recursos ao comprar cotas desses fundos. Por isso, os investidores de um fundo são chamados de cotistas.

Quanto às aplicações, o objetivo de um fundo é otimizar os custos de aplicar em diferentes ativos e aumentar a diversificação da carteira de seus cotistas, de maneira a obter a melhor rentabilidade de acordo com o perfil de seus cotistas.

Existem diferentes tipos de fundos de investimento:

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    fundos de renda fixa: investem em títulos de renda fixa, públicos ou privados, e têm a rentabilidade atrelada a indicadores econômicos, como as taxas de inflação e de juros;
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    fundos de ações: aplicam no mínimo 67% dos recursos em renda variável, como ações, BDRs (Brazilian Depositary Receipts) e bônus;
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    fundos multimercados: definem a estratégia de investimento combinando diferentes ativos, como renda fixa, moedas, ações e investimento no exterior;
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    fundos de investimento imobiliário (FIIs): têm pelo menos 75% da carteira alocada em imóveis ou ativos atrelados ao mercado imobiliário, como a LCI;
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    fundos cambiais: direcionam pelo menos 80% do patrimônio para investimentos cuja remuneração está associada à cotação de moedas, como dólar e euro.

Antes de investir, é importante avaliar se o fundo escolhido é compatível com o seu perfil de investidor e também quais são os custos com taxas de administração e de performance. Vale a pena fazer uma comparação de fundos para ver quais oferecem as maiores vantagens.

Vale a pena investir em imóveis?

O investimento em imóveis contempla diversas opções que não se limitam à compra da propriedade em si. É possível escolher uma modalidade que seja mais compatível com seus objetivos. Vamos às opções!

1. Comprar, investir e vender um imóvel

Comprar um imóvel esperando a sua valorização é uma opção que pode ser lucrativa, mas o retorno dependerá de uma série de fatores.

Para fazer um bom negócio, é preciso comprar a um preço e vender acima desse valor. Logo, é preciso levar em consideração a localização da propriedade, as vantagens que ela oferece e a demanda por imóveis na região.

Além disso, também é preciso considerar as melhorias que podem ser feitas nesse imóvel (como uma reforma, por exemplo) para que ele valorize.

Ou seja, o lucro com a venda de um imóvel depende tanto do que você faz pela propriedade quanto do mercado em si. Pesam, ainda, todos os custos relativos à compra e à manutenção, como impostos, despesas com reforma e custos regulares, como condomínio e tarifas de água e luz.

Além disso, há o risco de a demanda por imóveis cair e o processo de venda demorar mais do que o previsto. É preciso considerar todos os cenários.

2. Comprar um imóvel para alugar

A renda com aluguéis é o sonho que leva muitas pessoas a investir em imóveis. Há possibilidade de ganhos no longo prazo mas, novamente, é preciso considerar os fatores mencionados no tópico anterior.

Os custos podem aumentar bastante se o imóvel ficar fechado, sem locatários, por exemplo. Isso porque os custos de manutenção terão de ser pagos pelo próprio dono do imóvel.

3. Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

É possível investir em imóveis sem comprar um! Para investidores conservadores que podem manter o dinheiro aplicado por mais tempo, uma opção é a Letra de Crédito Imobiliário (LCI). Esses títulos de renda fixa são emitidos com o propósito de captar recursos que serão usados pelos bancos na concessão de crédito imobiliário.A rentabilidade das LCIs acompanha indicadores de mercado, como juros e inflação. Algumas têm taxas prefixadas, ou seja, o investidor já tem condições de saber, no momento do investimento, qual será sua rentabilidade.

Uma vantagem importante da LCI é a isenção de Imposto de Renda (IR), o que a torna bastante atrativa para o perfil mais conservador. Além disso, há cobertura do FGC.

4. Fundos de investimento imobiliários (FIIs)

Um fundo imobiliário é uma aplicação que concentra ativos em imóveis ou direitos relacionados a propriedades. Ele é um investimento indicado para os perfis mais arrojados.

Tem estrutura semelhante aos fundos de investimento comuns, porém suas cotas são negociadas na bolsa de valores. Ou seja, o valor da cota pode variar bastante dependendo do fundo.

Seu principal diferencial são os rendimentos mensais pagos com base no valor das cotas. Esses rendimentos provêm basicamente do aluguel dos imóveis do fundo e são isentos de IR.

Por que investir em um só ativo se você pode diversificar seus investimentos?

A diversificação dos investimentos pode ajudar e muito a potencializar o rendimento das suas aplicações. Cada ativo financeiro tem características diferentes e, por isso, pode cumprir papéis diferentes em sua carteira de investimentos.

Há aqueles, por exemplo, mais resistentes às variações do mercado. Há outros que buscam retornos maiores, mas estão mais sujeitos à volatilidade.

Fazer a combinação certa entre esses ativos permite que seu portfólio suporte melhor as mudanças na economia, com a possibilidade de maiores rendimentos no futuro.

Qualquer pessoa pode ter a melhor rentabilidade em seus investimentos, não importa seu perfil de investidor. Quanto melhor estiverem definidos o objetivo a ser alcançado e o tempo em que você deseja resgatar os recursos, mais fácil será decidir onde investir o seu dinheiro.

A Magnetis pode ajudar você nesse caminho. Montamos carteiras diversificadas adequadas para cada perfil de investidor para você ficar mais tranquilo sobre onde investir seu dinheiro. Quer experimentar? Monte hoje mesmo o seu plano de investimentos e veja a sua vida financeira mudar.

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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