Investir em banco ou corretora: saiba como escolher a melhor opção

por Malena Oliveira | 10/12/2018

investir em banco ou corretora

Investir em banco ou corretora é uma dúvida que muitas pessoas têm, principalmente quando começam a entender um pouco mais do mercado financeiro. Você também já pensou sobre essa escolha?

No Brasil, grande parte das pessoas que aplicam dinheiro faz isso em instituições bancárias. Isso acontece devido à aparente facilidade de se investir no banco onde já se tem conta-corrente.

Além disso, é comum o gerente da agência aconselhar uma aplicação programada, que é descontada todos os meses do saldo do cliente.

Como a pessoa nem sempre conhece todas as alternativas para investir, ela acaba por aceitar o caminho mais curto e deixa o dinheiro no banco onde já é correntista. Porém, seria essa uma boa decisão?

Se você também tem essa dúvida, apresentamos a seguir uma série de mitos e verdades sobre investir em banco ou corretora. Fique por dentro!

Investir em bancos é mais seguro (mito)

Existem instituições bancárias com mais de 100 anos de atuação no Brasil. Tamanha tradição nesse mercado pode passar a ideia de que os grandes bancos são muito seguros para investir.

Contudo, se você estudar bem a história, vai ver que na prática não é bem assim. Afinal, muitos bancos já faliram ou foram liquidados pelo Banco Central.

Do ponto de vista das recomendações de investimento, não são raras as vezes em que as dicas do gerente bancário são arriscadas para investir, já que essas ofertas nem sempre estão adequadas ao seu perfil e objetivos.

Você talvez não saiba, mas quem trabalha em banco precisa cumprir metas de vendas, por exemplo, de produtos de investimento do próprio banco.

Há produtos que podem deixar a desejar quando o assunto é rentabilidade, como títulos de capitalização, plano de previdência privada e outros tipos de investimento.

Dessa maneira, pode acontecer de o gerente fazer uma recomendação que, no fundo, atende somente ao próprio banco. Com isso, uma aparente segurança pode esconder um conflito de interesses e até fazer uma pessoa deixar de ganhar dinheiro, já que ela poderia investir em aplicações mais rentáveis.

Investir em corretoras é muito burocrático (mito)

No passado, investir em corretoras era mais complicado. As ordens de compra e venda eram executadas presencialmente na bolsa de valores por agentes autorizados. O cliente tinha que fazer contato com seu agente por escrito ou por telefone para dizer o que comprar e o que vender.

Como eram muitos agentes negociando ao mesmo tempo, a bolsa era um local repleto de pessoas correndo para executar essas ordens no menor tempo possível, para que as pessoas não perdessem dinheiro.

É essa a imagem que muitos filmes registraram e que muitas pessoas ainda têm na cabeça quando se fala em negociar na bolsa.

Contudo, a tecnologia transformou completamente essas transações. Hoje em dia, só existe o pregão eletrônico nas bolsas. Assim, tudo pode ser executado em questão que segundos ou alguns minutos pela internet, desde o processo de abertura de conta numa corretora até a execução das movimentações.

Dessa maneira, você não precisa ir até uma agência bancária para falar com o gerente e, só então, realizar uma aplicação. Hoje é possível fazer isso de qualquer lugar do mundo com apenas alguns cliques.

Bancos cobram taxas de administração muito altas (verdade)

Quem tem dúvida sobre investir em banco ou corretora, deve ficar atento aos custos das operações, afinal, esses gastos podem retirar parte considerável da rentabilidade bruta das aplicações.

Nesse sentido, os bancos tendem a cobrar taxas de administração muito altas. Como você deve saber, as instituições bancárias precisam ter estruturas físicas significativas, como agências espalhadas em vários pontos do país. Já imaginou o custo para manter tudo isso?

Não é por acaso que as taxas de administração das aplicações, como fundos de investimento, títulos públicos e ativos de renda fixa, são mais altas. Como consequência, a pessoa tem sua rentabilidade prejudicada e, em alguns casos, pode até perder o poder de compra da moeda, quando a rentabilidade fica abaixo da inflação.

Investir em corretora é sempre melhor do que banco (verdade)

Vamos supor que você precisa almoçar fora de casa todos os dias e, no lugar onde mora, só há um restaurante. Nessa hipótese, você fica refém desse prestador de serviço, já que não tem alternativas. Logo, terá que suportar o preço cobrado e as opções de comida disponibilizadas.

Essa suposição também pode descrever um pouco a situação de quem investe somente por meio de um grande banco. Afinal, corretoras de títulos e valores mobiliários podem ser comparadas a “lojas de investimento”, onde a oferta de produtos é grande, de diversos emissores dos títulos.

Por esse motivo, em geral, investir por meio de corretora possibilita mais vantagens para você, que pode comparar as rentabilidades e as condições de ativos de diversos emissores e, então, escolher os que oferecem as melhores condições para você.

Investir em fintechs é mais arriscado (mito)

As fintechs são startups que surgiram para revolucionar o mercado financeiro ao unirem a tecnologia e o setor de finanças. Com isso, elas proporcionaram serviços mais eficientes e baratos, que contribuem para aumentar a rentabilidade de quem investe.

As estruturas e os sistemas desenvolvidos pelas fintechs se tornaram tão atrativos que até mesmo os grandes bancos passaram a incorporar algumas das práticas utilizadas por essas startups.

Os "robôs de investimento" ou "robôs advisors", como também são conhecidos, são prova disso. Com essa tecnologia, a pessoa pode economizar tempo e aumentar a rentabilidade, já que o "trabalho duro" de análise de certos ativos é feito de modo automatizado.

Do ponto de vista financeiro, vale lembrar que as fintechs atuam por meio de corretoras de valores, logo, as startups não ficam com a posse do dinheiro da pessoa.

Além disso, quando quiser, o próprio indivíduo pode checar o extrato dos investimentos nas instituições que registram as vendas de ativos. O Canal Eletrônico do Investidor (CEI), por exemplo, mostra todos os investimentos que estão registrados no CPF de uma pessoa.

Agora que você já conheceu diferentes pontos de vista sobre investir em banco ou corretora, que tal descobrir qual é o seu perfil? Faça aqui um teste gratuito e conheça os melhores investimentos para você!

Luciano

Malena Oliveira é jornalista especializada em Finanças Pessoais e redatora na Magnetis.

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