5 dicas para investir no exterior

por Mariana Congo | 19/02/2018

investir no exterior

Você se preocupa com as instabilidades políticas e econômicas que o Brasil atravessa e como elas podem prejudicar seus investimentos, certo? Então saiba que investir no exterior pode ser uma alternativa interessante para se resguardar e diversificar seus investimentos. E, ao contrário do que muitos pensam, não é algo exclusivo daqueles com muito dinheiro.

Pequenos investidores podem, sim, colocar seu dinheiro lá fora em quantidades menores, de maneira segura e com possibilidade de retornos satisfatórios. Quer saber mais sobre o assunto? Então acompanhe o post e veja 5 dicas de como investir no exterior!

Veja mais: Sabia que na Magnetis você investe em ações internacionais a partir de R$ 1 mil? Entenda como!

1. Saiba quanto dinheiro é preciso

Mesmo contando com menos opções, quem tem menos dinheiro para aplicar tem possibilidade de investir seus recursos no exterior sem enfrentar muita burocracia.

Apesar de a maioria das ofertas de investimentos no exterior estarem reservadas para os chamados investidores qualificados — aqueles com pelo menos R$ 1 milhão em aplicações —, existem modalidades que permitem investimentos a partir de R$ 200, com a ressalva de que a maioria delas exige cotas mínimas de aporte.

2. Entenda como investir no exterior

De forma geral, existem duas maneiras de fazer um investimento em um país estrangeiro.

O interessado pode abrir uma conta em uma instituição financeira no local de seu interesse e começar a comprar ativos nessa localidade por meio dos recursos depositados na conta.

Pode parecer fácil, mas esse processo esconde algumas armadilhas, principalmente do ponto de vista tributário. Brasileiros com mais de US$ 100 mil em aplicações fora do país precisam necessariamente comunicar isso ao Banco Central. Da mesma forma, também é preciso declarar os valores à Receita Federal e fazer o pagamento de impostos específicos.

Essas obrigações muitas vezes exigem conhecimento aprofundado sobre o mercado financeiro e das leis tanto do Brasil quanto do país destino do investimento. Assim, fazem com que essa seja uma opção que deve ser considerada apenas por investidores mais experientes e que contam com uma quantidade maior de recursos disponíveis.

Para o pequeno investidor, a maneira mais recomendada de fazer isso é abrir uma conta em uma corretora no Brasil que ofereça fundos de investimento que aplicam em ativos estrangeiros, sejam eles moedas (como o dólar, por exemplo), títulos públicos ou ações.

Um fundo de investimento é uma união de investidores, que se organizam em uma espécie de condomínio para juntar recursos e investi-los. Assim, é possível ter acesso a investimentos que não estariam disponíveis caso essas pessoas investissem sozinhas.

A administração é feita por um gestor, que é pago com as taxas cobradas dos membros do fundo, os chamados cotistas.

A grande vantagem é não precisar lidar com a burocracia de abertura de contas e remessas de valores para o exterior. E como as cotas desses fundos são negociadas no Brasil, isso faz com que o processo se torne mais barato e mais simples.

3. Conheça as principais opções para investir no exterior

Listamos abaixo as opções mais comuns que qualquer pessoa tem para investir no exterior. Confira:

Fundos de ações que investem em ativos no exterior

O dinheiro de quem adquire cotas de um fundo de investimento desse tipo é aplicado em ativos no exterior conforme a carteira do fundo. É papel do gestor do fundo fazer a seleção dos ativos.

Muitos desses fundos ainda são restritos aos investidores qualificados, mas é possível encontrar fundos que aceitam investidores com menor patrimônio.

Para quem está começando, o ideal é escolher fundos de ações que investem em ativos financeiros no exterior em parcela superior a 40% do patrimônio líquido.

Em alguns casos, o aporte mínimo é de cerca de R$ 1 mil e as taxas de administração variam entre 1,5 e 2,5% ao ano. 

Vale destacar que existem fundos que investem em cotas de outros fundos de investimento. Esses podem ter aporte mínimo menor e taxa de administração mais baixa.

Fundos multimercado

Fundos de investimento multimercado mesclam sua carteira entre diversos ativos, como ações, câmbio, renda fixa, entre outros. Essa diversificação faz com que eles ofereçam risco menor e a possibilidade de maior rentabilidade.

Por terem uma estratégia mais sofisticada, esses fundos costumam cobrar taxas mais altas, entre 2% e 3% sobre o valor total aplicado.

Apesar de já existirem opções mais acessível no mercado, boa parte desses fundos exige um aporte inicial alto e é voltada para o investidor qualificado. 

Exchange Traded Fund (ETF)

Os Exchange Traded Funds, também chamados de fundos índices ou ETFs, são um tipo de fundo cujo principal objetivo é acompanhar as taxas de retorno de um determinados índices formados por grupos de ações negociadas em bolsa de valores, como o Ibovespa, por exemplo.

No Brasil, eles são negociados como se fossem ações na B3 (antiga BM&FBovespa) e, portanto, podem apresentar variação nos valores.

As taxas de administração dos ETFs são mais baixas por conta de sua estratégia passiva de alocação. Elas ficam na casa de 1% ao ano sobre o valor total aplicado. 

Em relação ao investimento no exterior, é possível adquirir um ETF que acompanhe o desempenho do S&P 500, por exemplo, o índice com ações das 500 principais empresas dos Estados Unidos.

Esse ETF é chamado IVVB11. Antes, ele era restrito a investidores qualificados, mas hoje em dia pode ser comprado por qualquer pessoa nas corretoras de valores.

Veja mais: Saiba como investir em S&P 500 com proteção cambial na Magnetis!

Brazilian Depositary Receipts (BDRs)

Também conhecidos como Certificados de Depósito de Valores Mobiliários, os BDRs são recibos de ações de empresas estrangeiras negociados no Brasil.

O acesso a recibos de grandes empresas está reservado aos investidores qualificados, mas o pequeno investidor pode adquirir BDRs patrocinados por meio da sua corretora.

É preciso tomar cuidado com a flutuação cambial, já que embora as operações sejam feitas em real, as cotações são feitas em dólar.

Existem fundos de investimento em Ações BDR que tem como aporte mínimo R$ 10 mil e taxa de 2,5 % ao ano, por exemplo. Eles também costumam cobrar taxa de performance, que é uma taxa extra sobre o rendimento dos ativos. 

4. Conheça as vantagens de investir no exterior

A grande vantagem de investir no exterior é a possibilidade de diversificar ainda mais sua carteira e, consequentemente, correr menos riscos. Manter parte dos seus recursos nesses tipos de ativos pode ser uma forma de proteção caso a situação econômica no Brasil faça seus rendimentos diminuírem.

Além disso, ampliar seus investimentos em moedas fortes (dólar ou euro, por exemplo), pode ser outra maneira de proteger seu patrimônio diante de oscilações bruscas no quadro econômico nacional que levem à desvalorização do real.

5. Esteja consciente dos riscos

Nenhum investimento está isento de prejuízos, inclusive aqueles feitos no exterior. Então, é importante estar bem informado sobre quais aplicações são as melhores para você.

Para isso, analise as possibilidades, tenha uma reserva de emergência para o caso de algum imprevisto, e conte com ajuda especializada - como a de uma consultoria de investimentos, por exemplo - para dar esse passo. Assim, você poderá investir no exterior com mais tranquilidade. 

A diversificação geográfica tem um papel fundamental nas suas aplicações financeiras, uma vez que a exposição em ativos sem nenhuma relação com o cenário econômico brasileiro possibilita um retorno para a sua carteira no longo prazo. Por isso, considere também essa alternativa para os seus investimentos.

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Mariana Congo é Gerente de Conteúdo da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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