Investir no Tesouro Direto? Conheça outras aplicações em renda fixa que rendem mais

por Silvio Crespo | 08/02/2017

Investir no Tesouro Direto: Conheça as aplicações seguras que rendem mais do que o Tesouro Direto

Quando se fala em renda fixa, um dos assuntos mais lembrados é investir no Tesouro Direto. E existem bons motivos para isso: nos últimos tempos, os títulos públicos ofertaram uma rentabilidade muito boa, além de serem seguros, pois são emitidos pelo governo.

Mas, será que é possível continuar a investir em renda fixa e ganhar mais que no Tesouro Nacional, sem abrir mão da segurança? A resposta é: sim! Títulos privados — como CDBs, LCs, LCI e LCA — emitidos por bancos de médio porte rendem mais que o Tesouro Direto e são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Ao longo deste texto, será possível comparar as características do Tesouro Direto com títulos privados e fazer algumas simulações que mostram o quanto seu dinheiro pode render a mais.

Quais são os investimentos seguros de renda fixa?

Investir em renda fixa é como fazer um empréstimo: você empresta seu dinheiro para uma instituição com a expectativa de receber juros no futuro. Esses juros nada mais são do que a rentabilidade de tal investimento

Existem vários ativos de renda fixa e você não precisa conhecer todos, mas é importante saber que os títulos privados rendem mais do que os títulos do Tesouro Direto e podem te ajudar a atingir os seus objetivos financeiros mais rapidamente.

Temos, na renda fixa, várias siglas que representam muitas possibilidades de investimento.

 Mas, de forma geral, o que caracteriza cada ativo é para quem você está emprestando seu dinheiro. Ao investir no Tesouro Direto, por exemplo, você está financiando o governo; se você investe em CDB (Certificado de Depósito Bancário), está emprestando para o banco, conforme a tabela abaixo.


Ativo de renda fixa

A quem você empresta

Títulos do Tesouro Direto

Setor público

CDB

Banco

LC (Letra de Câmbio)

Financeiras

LCA (Letra de Crédito ao Agronegócio)

Agronegócio

LCI (Letra de Crédito Imobiliário)

Setor imobiliário

Debêntures

Empresas

Dentre todos esses ativos citados na tabela, o único que representa um empréstimo ao setor público é o Tesouro Direto. Os demais são títulos privados.

Por que os títulos privados rendem mais?

Embora o Tesouro ofereça uma boa rentabilidade em comparação com a poupança ou com fundos de renda fixa, ele costuma perder para diversos títulos privados. Isso tem relação com uma percepção sobre risco de calote.

Aplicações mais arriscadas também são as que oferecem uma promessa de rentabilidade maior. Como os títulos públicos são um empréstimo para o governo, a aplicação no Tesouro Direto são o investimento mais seguro que você pode encontrar em um país, pois, no limite, o governo pode emitir dinheiro para pagar os investidores.

Já quando você empresa para um banco, o risco é maior do que no caso do título público. Bancos menores também são mais arriscados do que bancos maiores, uma vez que os grandes têm muito mais recursos e, por isso, menos chance de quebrar. Por causa do risco maior, bancos menores precisam oferecer uma rentabilidade melhor para conseguir atrair investidores.

Assim, enquanto o Tesouro Selic costuma oferecer uma rentabilidade bruta próxima do CDI, um título privado de um banco médio fica mais acima, como é o caso do CDB do Banco Máxima, que paga 124% do CDI para investimentos acima de dois anos, apenas para citar um exemplo.

E a segurança dos títulos privados?

Se é mais arriscado investir em títulos privados emitidos por bancos médios, por que investir neles? Um fato atrativo, como já dissemos acima, é que a rentabilidade é maior. Depois, o problema da segurança é minimizado pois no Brasil existe o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC funciona como um seguro contra calote de bancos e garante ao investidor recuperar até um limite global de R$ 1 milhão, sendo no máximo R$ 250 mil por CPF e instituição financeira.. Se você aplicar em um CDB, por exemplo e o vier a falência ou ficar inadimplente por qualquer motivo, o investidor recebe a garantia do FGC  desde que esteja dentro dos limites estabelecidos.

É importante destacar que a garantia do FGC de R$ 250 mil por instituição cobre tanto o capital aplicado quanto os rendimentos. Ou seja se você investir exatamente R$ 250 mil em um banco, os rendimentos desta aplicação não estarão cobertos pelo FGC, por que ficam acima do valor coberto que você pode ter na mesma instituição. Por isso, pode ser interessante deixar uma certa "folga", distribuindo seus investimentos em diferentes aplicações ou instituições financeiras.

Desta forma, ao investir em um título privado de renda fixa, a garantia do FGC assegura que seu dinheiro fique tão seguro quanto na sua conta corrente ou em uma poupança, que também são garantidos por ele. Da lista de títulos privados na tabela acima, somente as debêntures não são cobertas pelo FGC. De quebra, você ainda tem um rendimento maior que a rentabilidade do Tesouro Direto.

Leia também: Ganhar mais ou ter mais liquidez? Resolvemos o dilema da renda fixa

Investimentos em renda fixa mais rentáveis que Tesouro

Os títulos privados de renda fixa tendem a entregar uma rentabilidade mais atrativa porque possuem maior risco em relação a títulos públicos. No caso do Tesouro, os títulos funcionam como um empréstimo ao governo federal e são considerados altamente seguros já que as chances de calote por parte do governo são baixíssimas. Mas como você viu, o risco de aplicar em títulos privados de renda fixa é minimizado graças a garantia do FGC, que também é uma entidade privada. Desta forma, outras aplicações em renda fixa também são consideradas seguras e de baixo risco.

Se a questão da segurança já está clara, o próximo passo é como escolher em quais títulos privados de renda fixa aplicar, já que existem diversos tipos oferecidos por diferentes instituições. Aqui vale ressaltar que instituições financeiras maiores, como grandes bancos costumam oferecer aplicações de renda fixa com taxas mais altas em relação a bancos pequenos e médios. Essa prática é explicada pela suposta maior “segurança” destas instituições, o que na prática não se justifica pela cobertura do FGC. O problema é que isso faz com que a rentabilidade das aplicações de renda fixa destes bancos seja menor em relação aos outros.

Não é raro ver pessoas aplicando em um CDB recomendado pelo gerente do seu banco e que cobra  taxas altíssimas, quando na verdade poderia estar ganhando mais. Por é muito importante, ter atenção para não cair em ciladas. Outra questão é que ao investir por meio de grandes bancos geralmente o investidor fica restrito apenas a produtos que são oferecidos apenas pelo próprio banco.

Por outro lado, por meio de uma corretora, o investidor pode ter acesso a uma variedade maior de produtos de diferentes instituições. Ou seja para ter acesso a investimentos de renda fixa com bom rendimento não precisa nem abrir uma conta em um grande banco., O CDB do Banco Máxima, por exemplo, que foi citado no começo do texto, é ofertado na prateleira da corretora Easynvest e por isso pode fazer parte das carteiras de renda fixa da Magnetis.

“ Mas existem milhares de opções no mercado. Como saber se houver outros títulos melhores?”, você pode se questionar. Ora, se houver, o robô da Magnetis vai identificar e vai incluí-lo na sua carteira.

É justamente esse o trabalho da Magnetis: garimpar, entre mais de 15 mil produtos financeiros existentes no mercado, aqueles que são melhores para o seu perfil de investidor e para os seus objetivos financeiros. Este trabalho é facilitado pelo uso da tecnologia, já que seria humanamente impossível analisar tantos produtos no mercado.

Desta forma, você ter acesso as melhores opções do mercado e com uma recomendação totalmente isenta de conflito de interesses, já que diferente de grandes bancos, o robô da Magnetis não recebe nenhum tipo de comissão pelas recomendações que faz. Ou seja é a forma mais eficiente para ter acesso a melhores investimentos e com uma rentabilidade maior. Quer ver isso na prática? Veja as simulações a seguir:

Simulação: quanto você ganha a mais com títulos privados

Veja, agora, algumas simulações nas quais consideramos os juros oferecidos pelos papéis públicos em comparação com a rentabilidade de carteiras da Magnetis com perfil conservador, compostas majoritariamente por títulos privados de renda fixa.

Saiba mais: Quer fazer sua própria simulação? Veja o simulador do Tesouro Direto

Simulação 1

Aplicação inicial: R$ 30 mil

Adicional mensal por dez anos: R$ 1.000

Aplicação total: R$ 150 mil

Retorno no Tesouro Direto* após 10 anos: R$ 215.797

Retorno carteira Magnetis: R$ 224.680

Ou seja, em dez anos, no Tesouro Direto você consegue investir R$ 150 mil (R$ 30 mil no primeiro mês e mais R$ 1.000 por mês) e ter um retorno de R$ 215 mil, o que já é interessante. Mas investindo em uma carteira com títulos privados é possível ganhar quase R$ 9 mil a mais.

Simulação 2

Aplicação inicial: R$ 50 mil

Adicional mensal por dez anos: R$ 1.500

Aplicação total: R$ 230 mil

Retorno no Tesouro Direto* após 10 anos: R$ 332.624

Retorno carteira Magnetis: R$ 346.511

Nesse caso a diferença de é R$ 13.887,41 em dez anos.

Simulação 3

Aplicação inicial: R$ 80 mil

Adicional mensal por dez anos: R$ 3.500

Aplicação total: R$ 500 mil

Retorno no Tesouro Direto* após 10 anos: R$ 567.925

Retorno carteira Magnetis: R$ 587.210

Nesta terceira simulação, a diferença é de R$ 19.285

* As simulações consideraram o título Tesouro Selic como base de comparação

Como fazer as simulações?

Você pode fazer simulações exatamente de acordo com o dinheiro que você tem, com o prazo em que pretende resgatar e com a quantia adicional que deseja aplicar mensalmente. Outro ponto importante é basear-se no seu perfil de investidor — conservador, moderado ou agressivo — para definir a quantia de dinheiro aplicada.

Basta usar o simulador do Tesouro Direto da Magnetis para descobrir quanto você pode ganhar a mais! Quer saber melhor como funcionam os títulos públicos? Acesse gratuitamente o guia completo sobre Tesouro Direto.

Silvio Crespo SGC Conteúdo

Sílvio Crespo é jornalista especializado em finanças e fundador da SGC Conteúdo.

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