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Por que você não pode acreditar em quem diz que investe sem risco

A maioria das pessoas que começam a fazer aplicações financeiras deseja ter bons rendimentos sem correr nenhum risco. Infelizmente, é preciso ter ciência de que isso não é possível.

Você não deve acreditar em quem diz investir sem risco – e vou explicar aqui os motivos.

Todo investimento envolve algum tipo de risco, mesmo que ele seja muito baixo — e até mesmo deixar o dinheiro parado pode ser sinônimo de prejuízo, por causa da inflação. A saída é conhecer melhor os tipos de aplicação disponíveis, analisar o seu perfil e decidir por um investimento que atenda às suas prioridades e expectativas.

Quer entender mais sobre os investimentos e seus riscos? Então, acompanhe até o final!

É i-m-p-o-s-s-í-v-e-l investir sem risco

Não devemos tratar os investimentos como bons ou ruins, já que todos eles têm lados positivos e negativos. Até mesmo os investimentos considerados mais seguros têm seu lado desfavorável.

Mesmo que você invista em ativos que têm garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), poderá sofrer outras perdas. O calote não é o único risco a ser considerado no ramo de investimentos. Confira abaixo alguns itens a serem observados!

Baixa liquidez

A liquidez é a medida da facilidade de transformar os ativos em dinheiro vivo, por meio da venda ou regaste do investimento.

Em algumas aplicações consideradas seguras, como imóveis, a liquidez pode ser muito baixa. Se você precisar do dinheiro rapidamente, não há nenhuma garantia de que poderá vender o imóvel da noite para o dia. E mesmo se conseguisse, não teria como se livrar da burocracia dos cartórios, por exemplo

Em outras, a liquidez pode ser diária, semanal ou mensal, mas você perde seus rendimentos ou paga impostos maiores se retirar o dinheiro antes do prazo. Existem ainda aquelas que só permitem o resgate após certo período de carência. De qualquer maneira, a baixa liquidez é um risco a ser considerado.

Depreciação

Há quem prefira investir em bens, comprar imóveis, máquinas para alugar etc. Nesses casos, sempre tem que ser levada em conta a depreciação do bem e a possibilidade de acontecerem imprevistos que possam acelerar a perda de valor.

Volatilidade

Quando falamos em volatilidade, a bolsa de valores sempre vem à nossa mente. É claro que esse é um dos investimentos mais arrojados, mas ele não é o único que está sujeito às alterações do mercado.

A situação econômica no Brasil e no mundo influencia os rendimentos da maioria das aplicações, seja pela alteração da taxa básica de juros (Selic), pela desvalorização da nossa moeda frente às moedas estrangeiras ou pelas altas e baixas da inflação. Quem investe precisa estar preparado para lidar com a volatilidade, ainda que ela seja mínima.

Inflação

Mesmo quem opta por deixar o dinheiro parado no banco ou até em casa está correndo riscos. O grande risco de não investir ou de deixar o dinheiro em aplicações que rendem quase nada, como a poupança, reside na perda do poder de compra da nossa moeda. O que você consegue comprar com R$ 100 hoje não será o mesmo no ano que vem, por causa do efeito da inflação.

O Brasil tem, historicamente, uma inflação alta e que acabou assustando muita gente nos últimos anos. Por isso, quem tem dinheiro parado precisa começar a enxergar o investimento como uma oportunidade de proteger as suas economias da inflação.

Rendimento insatisfatório

Outra variável importante na equação do risco é o rendimento. Quem deseja investir quase sem riscos precisa estar disposto a receber rendimentos muito baixos que, às vezes, não chegam a cobrir nem mesmo a inflação.

O rendimento é proporcional ao risco

A equação é simples — nenhum investimento é capaz de reunir, ao mesmo tempo, segurança, liquidez e retorno financeiro alto. Sempre será necessário abrir mão de pelo menos um desses fatores para alcançar os demais.

Conheça mais sobre os investimentos e seus níveis de risco!

Baixo risco

São os investimentos que têm algum seguro ou garantia. A poupança, os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e as Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA), por exemplo, são garantidos pelo FGC até o limite de R$ 250 mil. Os títulos públicos do Tesouro Direto têm a garantia do Tesouro Nacional, independentemente do valor aplicado.

Assim, o investidor corre um risco muito baixo de sofrer um calote. Em contrapartida, abre mão do alto rendimento e pode ter a liquidez comprometida. Nesse caso, o risco reside na possibilidade de os rendimentos não cobrirem a desvalorização decorrente da inflação.

Médio risco

Nos investimentos de médio risco, os ganhos podem ser melhores, mas, para isso, muitas vezes é necessário investir por um período mais longo, comprometendo a liquidez. É possível adquirir títulos públicos e privados (como as debêntures) que são seguros e têm bom rendimento. No entanto, o prazo de investimento costuma ser superior a 2 anos, podendo chegar a 10, 15 ou 20 anos.

Outra opção para aplicar com risco médio são os fundos de investimento de perfil moderado, que podem estar nas classes de renda fixa e multimercados. Eles podem incluir aplicações em cartas diversificadas e também têm prazos de investimentos variados. Pode-se ainda mesclar opções de baixo risco com aplicações de alto risco para chegar ao equilíbrio.

Alto risco

As bolsas de valores são o grande exemplo de investimento de alto risco. A aplicação pode ser feita por meio de fundo de ações ou de compra de ações individuais. A liquidez costuma ser boa, mas o rendimento depende de muitas variáveis.

De qualquer maneira, quem decide pelas ações precisa ser flexível em relação às perdas e encará-las como parte do processo. Como prêmio para essa atitude arrojada, o investidor pode ter ganhos muito superiores aos demais investimentos.

O perfil do investidor precisa ser considerado

Definir o perfil do investidor vai muito além de analisar a aversão a riscos. A tolerância ao risco é sim um fator importante, mas a escolha do investimento correto também envolve outras questões. Até mesmo o perfil de risco de uma mesma pessoa pode variar dependendo do objetivo.

Uma análise completa do perfil leva em conta a fase da vida do investidor, o nível de conhecimento dele e o objetivo financeiro daquela aplicação. Além disso, o valor a ser investido e o tempo de retorno esperado também precisam ser estudados.

Em resumo, infelizmente não é possível investir sem risco. No entanto, conhecendo bem as suas características, focando em seus objetivos e contando com uma assessoria adequada, é possível investir de maneira inteligente e obter bons ganhos!

E você, está investindo na poupança e quer conhecer opções melhores? Então, leia agora mesmo o nosso artigo “O rendimento da poupança hoje é ruim!” e saiba como investir melhor.

Mariana Congo

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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