Como investir sozinho: 6 passos para superar os desafios

por Mariana Congo | 11/03/2019

investir sozinho

Investir sozinho no Tesouro Direto, em renda fixa ou na bolsa de valores não é impossível. Basta um pouco de estudo, foco e disciplina. Para quem ainda está começando, o ideal é ter paciência e não tomar decisões precipitadas. Entendendo mais sobre como funciona cada tipo de investimento, é possível fazer as escolhas certas para ter os melhores resultados.

A partir de agora, vamos ver como colocar cada um desses conceitos em prática. Listamos neste post os seis principais desafios que uma pessoa tem ao investir sozinha e como superar cada um deles.

Já adiantando, você não precisa ser especialista em investimentos para ver o seu dinheiro render mais. Seguindo os passos que vamos comentar aqui, você terá as ferramentas que precisa para dar o primeiro passo rumo aos melhores investimentos. Vamos começar?

1 - Entenda como funciona o mercado financeiro

Como dissemos, você não precisa ser especialista para investir bem o seu dinheiro. No entanto, é preciso ter um pouco de conhecimento para avaliar as melhores alternativas para você.

Assim, busque educação financeira: entenda um pouco sobre como o mercado financeiro funciona, leia livros, consulte blogs e veja vídeos e palestras sobre o tema.

Além disso, converse sobre dinheiro com seus familiares. Muitos brasileiros negligenciam esse tema por considerá-lo chato ou difícil. Porém, falar sobre dinheiro é muito importante para aprimorar os seus conhecimentos e compartilhar experiências, principalmente se houver crianças em casa.

2 - Conheça o seu perfil de tolerância a risco

Em geral, as pessoas costumam fazer o chamado teste vocacional para escolher o curso de graduação que pretendem realizar. Isso evita que o estudante opte por uma área com a qual não tem afinidade e em que, consequentemente, não teria um bom desempenho.

No mundos dos investimentos, as pessoas também precisam descobrir seu perfil. Ele geralmente é classificado da seguinte forma:

  • conservador: quer ter uma garantia de retorno, ainda que ele seja menor que o de outras aplicações. Os investimentos de renda fixa tradicionais (como Tesouro Direto, CDB, LCI e LCA) são os mais indicados para esse perfil;

  • moderado: aceita investir por mais tempo e em uma aplicação um pouco mais arriscada para obter retorno maior. Fundos multimercado são alternativas interessantes para esse perfil;

  • arrojado: investe em aplicações mais sujeitas ao sobe e desce do mercado buscando um retorno maior no longo prazo. A bolsa de valores é uma opção frequente de quem tem esse perfil.

Conhecer o seu perfil facilita na hora de escolher as aplicações mais adequadas para os objetivos que você quer alcançar.

Além disso, também evita enganos que podem levar ao prejuízo, como escolher uma aplicação que você não entende muito bem como funciona e resgatar esse investimento antes do prazo.

3 - Tenha objetivos claros e separe os seus investimentos de acordo com cada um deles

Você não precisa investir todo o seu dinheiro em um determinado tipo de aplicação financeira.

O ideal é que você separe as quantias para investir de acordo com as suas necessidades: uma quantia para a reserva de emergência e gastos recorrentes, outra para objetivos a serem realizados entre dois e cinco anos, outra para objetivos de dez anos em diante. Esses prazos, é claro, podem variar conforme os seus planos.

No fim, o mais importante é você entender onde quer chegar e como você deseja trilhar o seu caminho. Assim, fica muito mais fácil escolher as melhores aplicações financeiras para você.

4 - Mantenha o foco na sua estratégia

O aspecto psicológico tem grande relevância para quem realiza aplicações financeiras, principalmente se elas estiverem mais sujeitas ao sobe e desce do mercado. Assim, prepare-se para lidar bem com os lucros e também com eventuais momentos ruins da sua estratégia.

Em 2018, por exemplo, a bolsa começou o ano batendo recordes de alta. Porém, no segundo trimestre, o preço das ações caiu bastante. Quem começou a investir no início do ano e resgatou durante esse período de queda, provavelmente perdeu dinheiro. No entanto, quem esperou até o fim ano, conseguiu ver a bolsa subindo além do nível alcançado nos primeiros meses de 2018.

O objetivo desse exemplo é mostrar que o gráfico de algumas aplicações financeiras pode ficar negativo em alguns momentos. Porém, dependendo da sua estratégia, os resultados com o passar do tempo têm grandes chances de melhorar.

Por isso, concentre-se em criar uma boa estratégia antes de começar a investir para não levar sustos durante o seu percurso e conseguir manter o foco nos objetivos que você definiu inicialmente.

5 - Cuidado com o excesso de confiança

Algumas pessoas que já começaram a investir, mas ainda não aprimoraram os seus conhecimentos, podem cair em uma armadilha: o excesso de confiança.

Imagine um investimento na bolsa de valores que tenham rendido 10% em um mês. O ótimo resultado pode levar uma pessoa a investir mais dinheiro, acreditando que terá o mesmo resultado.

No entanto, as condições podem mudar e o investimento pode não render mais tanto assim. Pior: pode até dar prejuízo.

Uma das máximas do mercado de investimentos é: rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Isso significa que ninguém tem condições de oferecer garantia de rendimento para ninguém. Isso, aliás, é visto até como prática irregular pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM), o órgão que fiscaliza esse mercado no Brasil.

Assim, não acredite em promessas de ganho rápido e fácil e nem pense que poderá ter o mesmo com a mesma estratégia sempre. O ideal é buscar o máximo de informações para saber se a sua estratégia tem condições de render o que você espera.

6 - Busque conselhos de especialistas

Aqui talvez esteja o maior risco de quem quer investir sozinho: saber em quem acreditar na hora de aplicar o próprio dinheiro. O ideal seria que a pessoa pudesse ouvir diferentes pontos de vista e, com isso, tomar uma decisão. Contudo, para que isso desse certo, seria necessário ter conhecimento aprofundado sobre cada alternativa disponível.

Se o seu objetivo é investir sozinho, saiba que, por vezes, você terá que partir para a tática da tentativa e do erro para aprender a peneirar as informações recebidas. No entanto, você pode ter a ajuda de especialistas para evitar o prejuízo.

Uma consultoria de investimentos, por exemplo, pode poupar o trabalho de avaliar todas as opções disponíveis. A partir da análise do seu perfil e dos seus objetivos, esse serviço oferece um plano de investimentos compatível com o que você busca.

Como você pode perceber, investir sozinho é possível. Porém, para ter os melhores resultados, busque conhecer bem as alternativas antes de tomar a sua decisão. Procure também a ajuda de um consultor de investimentos para ter um cenário completo das alternativas à sua disposição.

Gostou do conteúdo? Quer saber mais sobre como funciona uma consultoria de investimentos? Confira 5 perguntas para entender como este serviço funciona!

Mariana Congo, da Magnetis

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

Como investir sozinho: 6 passos para superar os desafios
5 (100%) 1 vote[s]