Conheça as trajetórias dos 6 maiores investidores do Brasil

por Malena Oliveira | 25/11/2019

maiores investidores do brasil
consultoria de investimento
curso de investimento

Quando nos dedicamos a um assunto, é importante conhecer quem são as referências daquela área para a qual estamos olhando. Nesse aspecto, conhecer a trajetória dos maiores investidores do Brasil pode servir de inspiração para colocar nossas finanças pessoais em dia e buscar o sucesso financeiro.

Neste artigo, vamos mostrar as histórias de 6 entre os maiores investidores.

Mas antes é preciso fazer um esclarecimento: pela legislação brasileira, as empresas de capital aberto só precisam divulgar o nome do acionista quando ele detém pelo menos 5% de participação societária na companhia, por isso nossa relação leva em consideração essa restrição.

Sabendo disso, agora é só acompanhar!

1. Luiz Barsi

Considerado o maior investidor individual do Brasil, Luiz Barsi, agora com 80 anos, já foi engraxate. Começou sua carreira de investidor na década de 1960, comprando ações da Cesp. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo de agosto de 2019, seu patrimônio chega a quase R$ 2 bilhões. Mesmo assim, mantém hábitos simples e anda de metrô pela cidade.

Sua estratégia de investimento na bolsa de valores consiste em comprar ações que pagam bons dividendos e ficar com elas, independentemente da variação no preço dos papéis. Segundo ele, a ideia não é investir em ações da bolsa, mas comprar participações em boas empresas.

Por isso, sua carteira é composta por ações de 12 companhias, que ele mantém há vários anos. Além disso, só compra ações quando estão em queda, nunca em alta. O investidor concentra todo o seu patrimônio em ações e afirma que não tem nada em renda fixa, que ele chama de “perda fixa”.

2. Victor Adler

Victor Adler divide com Luiz Barsi e outro integrante desta lista, Lírio Parisotto, o posto de um dos maiores acionistas da Eternit, conhecida por ser uma boa pagadora de dividendos. Em 2019, o investidor anunciou que seu fundo alcançou neste ano 5,3% de participação acionária na empresa de telefonia Oi.

Mais discreto do que a maioria dos seus pares, comunga com Barsi o desapreço pela renda fixa e a preferência pelo mercado acionário. Para o portal Exame, deixou claro também que o mercado imobiliário não era a sua praia. Considera altos os custos com advogados e corretores e prefere fugir da baixa liquidez do setor.

3. Eufrásia Teixeira Leite

Nascida em 1850, Eufrásia Teixeira Leite foi uma mulher à frente de seu tempo. Perdeu os pais em 1872 e passou, junto com a sua irmã Francisca Bernardina, a administrar a herança recebida. Conseguiu multiplicar sua fortuna e deixou, em testamento, um valor que poderia comprar 1.850 quilos de ouro, ao preço da época. Morreu em 1930 e hoje seria considerada bilionária.

Deixou a maior parte da herança a instituições assistenciais e educacionais da cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro. A riqueza também lhe garantiu independência para viver de acordo com as suas escolhas, sem prestar contas a ninguém. Foi assim que concedeu a própria mão em casamento ao abolicionista Joaquim Nabuco. Foram 14 anos de idas e vindas, mas o casamento jamais ocorreu.

4. Guilherme Affonso Ferreira

Outro grande investidor, Guilherme Affonso Ferreira é filho de um colaborador da Caterpillar, de quem herdou o apreço pelo trabalho árduo. Fez a graduação em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) e depois passou um ano fazendo estágios em diversos países.

Sua história está bastante ligada à da Caterpillar, uma fabricante de máquinas, motores e veículos pesados. Com as sobras de capital da empresa, ele começou a fazer investimentos em outros negócios, que tivessem um ciclo diferente do negócio principal. Assim, aproveitou para comprar outras empresas com dinheiro novo por meio do fundo que administra, o Teorema.

consultoria de investimento

Um dos investimentos mais acertados foi a entrada no Unibanco, durante a época do Plano Cruzado, quando o setor como um todo ia mal. Guilherme procurou um banco médio que fosse bem-gerido e viu as ações da instituição financeira subirem cerca de 70% ao ano, em dólares.

Como parte de sua estratégia, ele mantém uma “lista de desejos”, que descreve o que ele acredita que a empresa deveria fazer para elevar seu valor de mercado. A lista varia de acordo com o caso e exclui empresas problemáticas. Um de seus movimentos foi entrar na compra da Eternit no fim dos anos 1990, junto com Lírio Parisotto e Victor Adler.

5. Luiz Alves Paes de Barros

Luiz Alves Paes de Barros é muito conhecido atualmente por ser um dos sócios do fundo de investimento Alaska Black, que ele fundou em 2015 em sociedade com Henrique Bredda e Ney Miyamoto.

Nascido em 1948, o investidor vem de uma família de usineiros de açúcar que perdeu sua fortuna. Aplicou no mercado financeiro pela primeira vez com 16 anos, comprando ações do Comind, o banco dos grandes lavradores do estado de São Paulo.

Formou-se em economia pela USP e sua carreira de investidor teve início no Credit Suisse Hedging-Griffo, onde foi sócio de Luis Stuhlberger, considerado um dos maiores gestores do país.

Já com o Alaska Black, o primeiro grande acerto foi com o investimento nas ações da Magazine Luiza, que viram seu valor se multiplicar por 5 em 2017. Considerado um fundo de alto risco, não é para quem tem perfil conservador.

Além do Alaska Black, Luiz também tem sua carteira pessoal, o fundo Poland, que conta com apenas três cotistas: ele mesmo, a mulher e o filho. De acordo com reportagem do Valor Econômico, o Poland rendeu nada menos do que R$ 780 milhões em 2017 e terminou o ano com patrimônio de quase R$ 2 bilhões.

6. Lírio Parisotto

De origem humilde, Lírio Parisotto começou como agricultor e chegou a ser uma das pessoas mais ricas do Brasil. A trajetória contou com vários tropeços e ele perdeu dinheiro na bolsa de valores, mas a perseverança mostrou seu valor e trouxe o sucesso nos investimentos.

Nascido em 1953, em 2018 ele ocupava a 33ª posição entre os homens mais ricos do país, de acordo com ranking da Forbes. Sua fortuna de 1,6 bilhão de dólares o credencia para participar do seleto grupo de 42 brasileiros bilionários.

Começou a correr atrás dos seus sonhos aos 13 anos, quando deixou a família no campo e entrou para o seminário. Mais tarde se formou em medicina, mas não exerceu a atividade por muito tempo. Fez de tudo um pouco para pagar os estudos até fundar a própria empresa, a Videolar, que fabricava videocassetes e, depois, DVDs e Blu-ray.

Junto a isso, começou também a investir no mercado de ações. Amargou dois grandes fracassos, mas não desistiu. Estudou o mercado, tentou novamente e deu a volta por cima.

Atualmente, tem uma carteira composta por 12 ações, escolhidas por análise fundamentalista, e usa a estratégia buy and hold. Costuma dizer que compra ação para casar, mas isso não quer dizer que não possa dar divórcio.

E então, gostou de conhecer a trajetória de alguns dos maiores investidores do Brasil? Em comum, dá para notar que todos foram persistentes, estudaram muito o mercado e foram ousados nas suas escolhas, ainda que elas tenham sido bem calculadas. E você, precisa de ajuda para investir? Baixe o nosso Guia sobre consultoria de investimentos!

Avaliar o post
curso de investimento