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Market timing: o que é e quais os riscos dessa estratégia?

Compor uma carteira de investimentos com bom potencial de resultados envolve escolher ativos e aplicações que estejam alinhadas às suas características individuais, como perfil e objetivos. Porém, muitos investidores também buscam acertar o momento perfeito para realizar as alocações, dando origem à estratégia de market timing.

Porém, antes de recorrer a essa prática, é importante entender quais são os riscos de adotá-la. Assim, você poderá tomar decisões mais adequadas para o seu perfil de investidor e alinhadas ao alcance dos seus objetivos financeiros.

A seguir, descubra o que é o market timing e veja quais são os riscos de utilizar essa estratégia ao fazer investimentos!

O que é market timing? 

O market timing é um tipo de estratégia do mercado financeiro que consiste em buscar os melhores momentos para realizar as operações — especialmente na renda variável. Nesse caso, a intenção é comprar um ativo pelo menor valor possível e vender pelo maior preço do período.

Portanto, investir com foco no market timing exige uma espera para que se concretizem as melhores condições para investir. 

Como essa estratégia funciona?

Além de entender o conceito, é importante saber como o market timing funciona. Uma de suas características envolve a análise constante dos movimentos e das tendências do mercado.

Nesse caso, é comum verificar os movimentos passados do mercado e fazer projeções para compreender como tendem a ser as próximas movimentações. Por isso, é usual fazer a análise fundamentalista para escolher os ativos e realizar a análise técnica para prever o comportamento do mercado.

A partir disso, a intenção é identificar onde estão os melhores pontos de entrada e saída em uma operação — por exemplo, na compra e venda de ações na bolsa de valores. Assim, as negociações são realizadas apenas quando essas configurações ideais são alcançadas.

Para entender melhor, considere um investidor que participa do mercado de ações. Ao adotar o market timing, ele buscaria acompanhar o ativo até que ele atingisse o menor valor dentro de um período. Quanto mais profunda a baixa, maior seria o potencial de ganhos com uma eventual valorização do papel.

Além disso, o market timing pode ser usado na saída do investimento ou fechamento da posição. Logo, o investidor teria que esperar a ação atingir o maior preço do período para fazer a venda e realizar os lucros. 

Quais os riscos dessa estratégia? 

Considerando os pontos que você conferiu, o market timing aparenta trazer vantagens por explorar a lógica da renda variável: comprar na baixa e vender na alta. Assim, acertar o melhor preço permitiria maximizar os lucros de cada operação.

No entanto, é importante notar que existem riscos que não devem ser ignorados. Um dos pontos principais é a dificuldade de encontrar, consistentemente, o melhor preço do mercado.

Em muitas situações, o mercado sofre variações que são imprevisíveis e que não apresentam um padrão claro. Uma crise, por exemplo, pode causar um comportamento aleatório nos preços dos ativos. Logo, não há como saber, exatamente, onde fica o ponto mais alto ou mais baixo do histórico de desempenho.

Como consequência, pode acontecer de o seu dinheiro ficar parado por muito tempo — aguardando o timing ideal para realizar uma operação e perder a possibilidade de retornos. Dessa forma, há um alto custo de oportunidade devido ao potencial de ganhos que você deixa de aproveitar.

Além disso, investir com base no market timing pode aumentar as suas expectativas e a ansiedade ao fazer investimentos no mercado. Como consequência, as decisões se tornam menos objetivas e mais arriscadas. 

Vale a pena utilizar essa estratégia no mercado?

Até aqui, você viu que o market timing é uma estratégia que pode favorecer seus ganhos, mas que também envolve um elevado grau de risco e imprevisibilidade. Então decidir se ela vale a pena ou não depende, principalmente, da sua avaliação individual.

Contudo, é interessante entender os resultados que já foram obtidos a partir de avaliações de carteiras que utilizam essa estratégia. Como referência, vale utilizar uma análise realizada pela Charles Schwab, uma instituição de serviços financeiros dos Estados Unidos. Confira:

O estudo

Em um estudo de mercado, a Charles Schwab avaliou os resultados de 20 anos de investimentos, com os aportes acontecendo em 5 situações:

  1. Sempre no ponto mais baixo da bolsa de valores a cada ano;
  2. Uma vez por ano na bolsa, no primeiro pregão do período;
  3. Mensalmente na bolsa, em parcelas iguais;
  4. Sempre no ponto mais alto da bolsa de valores a cada ano;
  5. Apenas na renda fixa.

Como referência, o Índice S&P 500 foi avaliado entre 2001 e 2020. Esses foram os resultados acumulados da carteira de investimentos:

  • cenário 1: US$ 151.391,00;
  • cenário 2: US$ 135.471,00;
  • cenário 3: US$ 134.856,00;
  • cenário 4: US$ 121.171,00;
  • cenário 5: US$ 44.438,00.

A partir desses números, é possível obter algumas conclusões já esperadas, como:

  • investir em renda variável no longo prazo oferece maior potencial de resultados do que alocar recursos apenas na renda fixa;
  • a carteira com timing perfeito teve os melhores resultados;
  • a carteira com o pior timing teve os piores resultados na renda variável.

Porém, também é possível notar que a diferença entre o resultado do investimento uma vez por ano ou dividido ao longo dos meses não é muito diferente. Além disso, a diferença para o timing perfeito não foi tão significativa — na prática, foi de 11%.

Como é impossível acertar o momento mais baixo do mercado em todos os anos, ao longo de 20 anos, fica claro que recorrer ao market timing não é a única alternativa para obter bons resultados. Em vez disso, uma estratégia mais robusta, com foco no longo prazo, tende a ser mais interessante — e mais eficiente.

Como compor uma carteira de investimentos mais sólida?

Além de compreender que o market timing pode não ser a estratégia mais adequada para quem investe com foco no longo prazo, é essencial saber como compor uma carteira mais sólida. Após identificar seu perfil de investidor e seus objetivos, existem algumas orientações que podem ajudar.

Entre elas, estão:

  • investir com frequência, mantendo aportes regulares;
  • diversificar a carteira ao escolher investimentos descorrelacionados ou com correlação negativa;
  • considerar a relação entre risco e retorno de todo o portfólio;
  • rebalancear a carteira periodicamente.

Além dessas práticas, é importante contar com o apoio de uma gestora especializada, como a Magnetis. Com a nossa gestão digital, você terá ajuda para compor seu portfólio e alcançar bons resultados para o seu patrimônio sem precisar acertar o timing de cada alocação.

Neste artigo, você aprendeu o que é o market timing e como essa abordagem funciona. Porém, em vez de assumir os riscos dessa alternativa, você pode optar por uma estratégia mais sólida e com alocações frequentes, de modo a atingir os seus objetivos de longo prazo com mais facilidade.

Quer ajuda para fazer investimentos de maneira mais eficiente? Tire suas dúvidas com um especialista da Magnetis e conheça nosso serviço de gestão de carteira!

Andressa Siqueira, CFP®
Andressa Siqueira, CFP®

Formada em Economia pela PUC-SP, é especialista em investimentos na Magnetis desde 2019. Possui as certificações CEA pela ANBIMA e de planejadora financeira CFP®, trabalha no mercado financeiro há mais de 8 anos.

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