Conheça os 6 principais maus hábitos financeiros e veja como evitá-los

por Mariana Congo

Você tem problemas em gerir seu dinheiro? Sente que não tem o total controle da sua vida financeira? É bem provável que você esteja cultivando maus hábitos financeiros. Nem sempre eles são intencionais, mas podem acontecer simplesmente por falta de disciplina. São práticas comuns às quais as pessoas tendem a ser acostumar, mas que no médio ou longo prazo podem gerar grandes problemas.

A boa notícia é que é possível se livrar dessas práticas com um pouco de cuidado e dedicação, buscando uma mudança de hábitos no seu dia a dia. A seguir, veja quais hábitos podem estar acabando com suas finanças e saiba como evitá-los. Boa leitura!

6 maus hábitos financeiros que devem ser evitados

1. Não controlar o que entra e sai da conta

O fluxo de caixa é uma preocupação importante das empresas. Elas controlam rigorosamente o que entra e o que sai de suas contas. Por que você não deveria fazer o mesmo? Sem controlar exatamente o quanto gasta e o quanto ganha, fica difícil saber a hora de dar aquela segurada no dinheiro.

A praticidade contribui para essa negligência. Pagar tudo no débito é cômodo e fácil, mas você não vê o dinheiro sair. Quando resolve checar sua conta, a surpresa é desagradável: gastou mais do que deveria e ainda há muitos dias do mês pela frente. Então, só resta se apertar ao máximo!

Entretanto, é fácil evitar esse problema. Basta que você tenha um controle rigoroso do fluxo da sua conta. Anote absolutamente tudo que você gasta e o que você ganha, sem deixar passar nada. Se você comprou um cafezinho hoje, anote assim que chegar em casa.

Outra boa alternativa são os aplicativos de celular, que podem ser poderosas ferramentas de controle financeiro, inclusive alguns são gratuitos. Eles permitem que você tenha maior controle do seu orçamento e um melhor relacionamento com seu dinheiro, sendo acessível para todos os públicos.

2. Gastar mais do que ganha

Pode parecer algo impossível, mas muita gente gasta mais do que ganha. Esse é um dos principais maus hábitos financeiros e que precisa ser combatido fortemente. Há alguns recursos que, quando usados indevidamente, contribuem para essa prática. Dos principais, dois devem ser destacados: o cheque especial e o cartão de crédito.

O primeiro dá aquela falsa segurança de que você pode gastar sem se preocupar, já que o banco segura as pontas caso você acabe com seu dinheiro. Já o cartão, apesar de útil, é um inimigo forte do equilíbrio financeiro. O problema se configura no excesso de compras parceladas e na falta de controle das compras feitas nele.

Para evitar esses problemas, defina seu orçamento no início de cada mês. Separe seu dinheiro considerando suas despesas, como energia, aluguel, financiamento de imóvel, água, mercado e qualquer outro tipo de conta. Respeitando esse orçamento, não gaste mais do que o determinado para cada categoria de contas.

3. Considerar o cheque especial parte da renda

O cheque especial é um recurso perigoso e que pode dar origem a um dos piores hábitos financeiros: achar que ele é parte da renda. Quando o nível de descontrole é alto, entrar nesse limite extra se torna algo comum. O problema é que esse recurso tem um preço que, quase sempre, é bem alto e não vale a pena pagar.

Os juros do cheque especial são descontados diretamente na conta do beneficiário do banco. Ou seja, uma vez que você entra nessa condição, automaticamente terá que pagar. Por mais que haja um certo conforto momentâneo, isso terá um custo futuro.

A situação é uma bola de neve: a pessoa gasta cada vez mais e, quando o salário cai na conta, parte já fica comprometida. Isso acontece porque quem usa o cheque especial pensa que no mês seguinte vai cobrir esse débito tranquilamente. Porém, os juros também incidem, e o prejuízo fica ainda maior.

O resultado é um salário inteiro direcionado às despesas, a cobrir o cheque especial e ainda a pagar os juros dele. Esqueça esse recurso! Use-o apenas em situações extremas. Não o considere parte de sua renda, conte somente com seu salário.

4. Contrair dívidas no cartão de crédito

Ao mesmo tempo que é de grande ajuda, o cartão também pode ser perigoso. Quase 8 em cada 10 brasileiros têm dívidas dessa origem. O grande problema não está no recurso, mas na maneira como ele é utilizado. O primeiro risco são as parcelas: várias pequenas compras a prazo são feitas e, no final das contas, formam uma dívida significativa.

O outro problema é a falta de controle das compras. É perigoso comprar sem antes saber a parcial da sua fatura para o próximo mês. Se você negligencia isso, são grandes as chances de fazer compras além do que você deveria. É assim que surgem as dívidas e a negativação do seu CPF.

Compre a prazo somente aquilo que for realmente necessário. É muito mais seguro guardar o dinheiro de um mês para o outro e pagar à vista. Não se esqueça também de controlar sua fatura em tempo real, sabendo quanto seu cartão vai tomar do seu orçamento. Use-o apenas em último caso, sempre com disciplina.

5. Comprar sem pechinchar

A impulsividade é um dos maus hábitos financeiros mais difíceis de controlar. A ansiedade de comprar algo desejado faz as pessoas gastarem sem nem mesmo fazerem um questionamento básico: "será que eu encontro mais barato em outro lugar?". Pechinchar não é vergonha nenhuma e você tem boas chances de encontrar condições melhores.

Essa prática pode ser utilizada em qualquer momento. As compras do mês, por exemplo, podem sair bem mais baratas se você procurar o mercado certo. Já parou para pensar quanta economia isso gera em um ano inteiro? Em prestação de serviços, você pode fazer o mesmo. Solicite cotações a várias empresas, até achar aquela com o melhor custo-benefício.

Não tenha vergonha de pechinchar. Além de pesquisar pelo menor preço, tente negociar sempre que houver essa abertura. Essa é uma forma simples de conseguir melhores negócios no cotidiano. Adote essa prática!

6. Ter dificuldades em dizer "não"

O fim do mês chegou, você já não pode gastar mais 1 centavo sequer, até que aparece aquele convite do seu amigo para tomar um chopp. Em outra situação, surge aquele aniversário do companheiro de trabalho e todo mundo vai almoçar naquele restaurante caro. Em situações como essas, é difícil dizer "não". Porém, é só você quem lida com as consequências dessa flexibilidade excessiva.

Essas situações vão acontecer a todo tempo e você precisa lidar com elas. Você precisa saber de suas responsabilidades, mas também priorizar o seu bem-estar. Por isso, o ideal é tentar manter certo equilíbrio, por exemplo, se você recebe um convite para sair, mas sabe que não tem mais dinheiro, negue o convite por hora e remarque para as próximas semanas.

A questão é que você não precisa se privar de aproveitar momentos de lazer ou divertimento, mas com planejamento financeiro fica muito mais fácil conseguir fazer isso sem comprometer a sua renda.

Dicas básicas para economizar

Agora que você já conheceu os principais hábitos ruins, é bom saber algumas dicas de economia, certo? Entre as principais e mais simples de adotar, vale destacar:

  • corte os gastos e despesas supérfluas;
  • separe dinheiro para investir;
  • pague as contas antes de começar a gastar;
  • reserve dinheiro para um fundo de emergência;
  • estabeleça metas mensais de economia.

Com muita disciplina e equilíbrio, é possível passar longe dos maus hábitos financeiros! Aproveite as dicas para ter uma relação melhor com o dinheiro e parar de passar aperto. Assim, sobra até mesmo para você investir!

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Mariana Congo, da Magnetis

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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