Melhores fundos de investimento: 8 dicas para te ajudar a encontrar boas oportunidades!

por Mariana Congo | 08/03/2019

melhores fundos de investimento

Você já deve ter ouvido falar que fundos de investimento são uma classe importante dentre os vários tipos de ativos que existem no mercado. Mas você sabe como avaliar quais os melhores fundos de investimento?


Na hora de escolher uma aplicação é bem importante saber não só qual o seu perfil de investidor, mas principalmente qual é o seu objetivo em investir. Desta forma, se torna mais fácil escolher em quais tipos de investimentos você deve colocar o dinheiro. Com os fundos de investimento não é diferente. Embora existam muitas vantagens neste tipo de aplicação, é preciso estar atento.


Quer saber como escolher um fundo que atenda às suas necessidades e se encaixe adequadamente ao seu perfil? Confira estes 8 passos:

1. Identifique em que categoria o fundo está enquadrado

Sua carteira prevê que tipos de ativos? Renda fixa, renda variável, multimercados? Você vai precisar identificar pelo menos um bom fundo para cada categoria.


Como sempre defendemos aqui na Magnetis, é fundamental buscar certo nível de diversificação a fim de evitar eventuais perdas.


Além disso, é interessante saber a categoria do fundo em que se está aplicando, sobretudo para entender se existem exigências ou características específicas que podem impactar de forma considerável a possibilidade de ganhos.

2. Verifique se o retorno nos últimos anos ficou acima ou abaixo do esperado

Procure se informar sobre o retorno esperado daquele tipo de fundo. O retorno muitas vezes está ligado a um indicador de referência (benchmark) como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e o Ibovespa (Índice Bovespa).


Por exemplo, caso se trate de um fundo referenciado DI, sua rentabilidade precisa estar próxima à do CDI. Se for um fundo de ações, deve ter retorno acima do Ibovespa.

A partir desse parâmetro, observe quanto o fundo rendeu nos últimos dois a cinco anos. Também se informe sobre a rentabilidade de fundos parecidos no mesmo período. Assim, você vai ter uma base para avaliar se o fundo em questão representa bem a categoria ou se seu desempenho vem deixando a desejar.


Porém, lembre-se: a rentabilidade do passado não necessariamente vai se repetir no futuro. Ela é apenas uma referência.

3. Conheça as taxas cobradas

Há duas taxas que os fundos de investimento costumam cobrar: taxa de administração e taxa de performance.


A taxa de administração é o valor que o administrador do fundo cobra dos investidores pelos serviços prestados e corresponde a um percentual do patrimônio líquido do fundo, independentemente dos rendimentos obtidos. Ela representa o custo anual, embora seja cobrada fracionadamente todos os meses. Essa taxa varia de fundo para fundo e as diferenças podem se bastante significativas.


Há fundos que cobram menos de 1% e outros que ultrapassam os 5%. Portanto, é extremamente importante pesquisar o valor no prospecto, pois pode fazer importante diferença no retorno.


Para facilitar sua vida, no portal da Anbima, você tem sempre acesso à taxa de administração média praticada pelo mercado em cada categoria de fundo. Se o fundo que você está pesquisando tem taxa acima da média, repense sua decisão. Para você ter uma ideia, são consideradas razoáveis taxas menores do que 1% para fundos de renda fixa e iguais ou inferiores a 2% para fundos de ações e multimercados.


Já sobre taxa de performance, ela é cobrada do investidor quando o desempenho do fundo supera o do benchmark. Ela existe em apenas parte dos fundos e seu valor corresponde a uma parte do ganho extra alcançado.


Ao contrário da taxa de administração, que é um custo fixo, a taxa de performance pode ser considerada positiva por estimular o gestor a buscar melhores retornos para o fundo.


Vale destacar que a rentabilidade divulgada pelo administrador do fundo é sempre líquida, com as taxas de administração e de performance já descontadas.

4. Analise o risco

Se for um fundo de renda fixa, o importante é observar a subcategoria e que títulos aquele fundo está comprando. Olhe o regulamento com cuidado para saber que ativos o fundo tem permissão para adquirir. Por exemplo, um fundo de curto prazo que compre apenas títulos do governo tenderá a ter menor risco do que um que compre também títulos privados.


Já se o fundo em questão for de ações ou multimercado, é fundamental olhar para a sua volatilidade, ou seja, a medida estatística da chance de seu retorno subir ou cair. Se a volatilidade é alta, o risco é alto. Outra forma de avaliar o risco é o Índice Sharpe, que mostra a relação retorno/risco.


Este índice é importante para ajudar os investidores a saber se o risco de investir vale a pena. O matemático William Sharpe descobriu que a melhor forma de comparar a rentabilidade de um investimento arriscado é compará-lo a outro que não apresente riscos.


Sharpe, criou uma fórmula simples que consiste em subtrair a rentabilidade de um investimento pouco arriscado pelo investimento que você deseja fazer. O próximo passo é dividir o resultado pelo índice de volatilidade do mercado no mesmo intervalo de tempo.


A ideia parece complicada, mas não é. Os investimentos livres de risco são aqueles que foram citados no início do texto, balizados pelo índice CDI. Geralmente são os CDBs, as cadernetas de poupança e operações prefixadas em geral.


5. Avalie a liquidez

Quanto tempo leva para você receber seu dinheiro se resolver sacar o total ou parte do que aplicou em um fundo?


A liquidez pode ser imediata ou levar de vários dias a até semanas, o que costuma ser descrito no regulamento de cada fundo da seguinte forma: D0 para o próprio dia, D+1 para o dia seguinte, D+15 para 15 dias depois, D+30 para após um mês e assim por diante.


Vai depender da estratégia adotada pelo fundo.


Alguns compram ativos mais líquidos, outros menos. Neste último caso, demora para o gestor se desfazer dos ativos, e isso influencia o prazo de saque dos recursos por parte dos investidores.


A diferença de liquidez pode ser observada, por exemplo, ao se comparar um fundo de renda fixa, que devolve o dinheiro ao investidor no mesmo dia, e um fundo de ações, que geralmente requer pelo menos três dias.


Na prática, é importante que você observe no prospecto do fundo qual é a liquidez dele para avaliar se corresponde às suas necessidades. Uma parte dos seus investimentos deve estar em fundos com liquidez imediata, para eventuais emergências.

6. Informe-se sobre o patrimônio líquido

O patrimônio líquido é um bom indicador do tamanho de um fundo. Normalmente, não é recomendável investir em fundos com menos de R$ 10 milhões de patrimônio. São preferíveis os que têm pelos menos R$ 50 milhões.


Patrimônio líquido estável ou crescente é bom sinal. Ao contrário, se for declinante, ligue o sinal de alerta: Por qual motivo os cotistas estão saindo do fundo? Há algo de errado?

7. Saiba há quanto tempo o fundo e a gestora existem

O tempo de vida de um fundo e da sua gestora é importante porque permite avaliar, por meio do histórico, o comportamento e a estabilidade do investimento. O tempo funciona como uma espécie de validação.

Por esse motivo, fundos ou gestoras muito recentes, com menos de um ano, normalmente não são recomendados. Por outro lado, como há fundos que fecham para captação alguns meses após serem criados, esperar muito pode deixar você de fora.

8. Verifique se a gestora é independente

Uma divisão clara de tarefas entre as instituições que respondem pelo funcionamento de um fundo é muito importante. Dê preferência para fundos cuja gestora seja independente da administradora.

Comece já a investir nos melhores fundos de investimento

Viu como não é complicado? Você pode começar agora mesmo a escolher os melhores fundos de investimento que vão compor sua carteira ou avaliar se aqueles em que você já aplica estão realmente adequados a integrá-la.


Com a Magnetis, você faz isso com muito mais facilidade e de graça. Temos algumas ferramentas que podem te ajudar:


Na nossa página de Busca de Fundos, você consegue descobrir, entre as mais de 14 mil opções de fundos do mercado, quais têm as características que você procura, seja em termos de categoria, nível de risco ou tamanho de patrimônio líquido.


Já na página de Comparação de fundos, basta digitar o nome do fundo que quer analisar e imediatamente é mostrado o comportamento dele em relação ao CDI e ao Ibovespa. Você também pode incluir outros fundos para ampliar a comparação.


E ainda na nossa página de Lâminas de Fundos você pode obter informações detalhadas sobre risco, relação risco/retorno (Índice Sharpe) e patrimônio líquido de cada fundo.


Então, não perca tempo! Encontre agora mesmo os melhores fundos para você!


Interessado neste tema? Então leia também:

Fundos de Investimento: quais são os riscos envolvidos?

Fundos DI: o básico da sua carteira de investimentos

Mariana Congo é Gerente de Conteúdo da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.


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