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Melhores investimentos de longo prazo: conheça 8 opções

Cuidar da nossa saúde financeira é tão importante quanto cuidar do físico e da mente. É preciso controlar o orçamento, gastar menos do que se ganha e investir sempre um pouco, de acordo com seu perfil e objetivos. Essa é a melhor maneira de tirar seus projetos do papel e garantir um futuro tranquilo. Mas onde investir seu dinheiro durante um período maior de tempo? Quais são os melhores investimentos de longo prazo? Como escolher?

A resposta é: depende do seu perfil e dos seus objetivos. Dito isso, existem diversas aplicações interessantes para longo prazo. E uma das vantagens é que, nesses casos, é possível obter rendimentos superiores porque pode-se assumir um pouco mais de riscos.

Separamos 8 dessas opções para você conhecer. Confira!

1. LCIs e LCAs

As LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) são títulos de renda fixa emitidos por bancos. A diferença é o que o dinheiro captado por meio das LCIs é destinado para financiar o mercado imobiliário, enquanto o das LCAs vai para o agronegócio.

Um dos grandes atrativos das LCIs e das LCAs é que elas são isentas de Imposto de Renda. Na prática, isso pode significar rendimentos mais elevados. Vale lembrar que o rendimento da aplicação costuma ser diretamente proporcional ao tempo em que o dinheiro permanece aplicado.

As LCIs e LCAs podem ser prefixadas ou pós-fixadas. Nesse caso, a maioria é indexada ao CDI (Certificado de Depósitos Interbancários). Elas também podem ser híbridas, ou seja, com uma parte prefixada e a outra pós-fixada. Assim, é mais comum que a parte pós-fixada seja atrelada ao IPCA, o índice oficial de inflação do País.

2. CDBs

CDBs, ou Certificados de Depósito Bancário, também são títulos de renda fixa emitidos por bancos, e também podem ser pré ou pós-fixados. O mais comum é que sejam atrelados ao CDI. Os CDBs que oferecem retornos mais elevados normalmente têm prazos de aplicação maiores e, muitas vezes, não são dos grandes bancos.

Diferentemente das LCIs e LCAs, os CDBs estão sujeitos a tributação. O Imposto de Renda segue a tabela regressiva que é adotada para boa parte dos investimentos de renda fixa. Ela começa com uma alíquota de 22,5% para aplicações com prazo de até 180. Depois, vai diminuindo até chegar à mínima de 15%, quando o dinheiro permanece aplicado por mais de 720 dias.

3. Tesouro Direto

Tesouro Direto é o programa pelo qual o Tesouro Nacional permite que Pessoas Físicas invistam em títulos públicos federais. No momento, temos três tipos de títulos:

  • Tesouro Selic: é um título pós-fixado, cujo rendimento acompanha a taxa Selic, a taxa básica de juros do País;
  • Tesouro Prefixado: é um título prefixado; ou seja, ao fazer a aplicação, a pessoa sabe exatamente quanto vai receber no vencimento do título;
  • Tesouro IPCA+: é um título híbrido, com uma parcela prefixada e a outra atrelada ao IPCA.

Para o longo prazo, o título mais indicado é o Tesouro IPCA+, justamente porque ele garante um rendimento superior ao da inflação. Mas é preciso atenção, porque o rendimento é garantido apenas para quem permanecer com a aplicação até o vencimento. A tributação dos títulos públicos segue a mesma regra da dos CDBs.

4. Debêntures

As debêntures são títulos de dívidas emitidas por empresas e oferecidos como uma aplicação de renda fixa. Elas também podem ser pós-fixadas, normalmente indexadas ao CDI, ou híbridas, com a parcela pós-fixada atrelada ao CDI ou ao IPCA.

Estão entre as melhores oportunidades de obter rendimentos mais elevados. O outro lado da moeda é que o risco também pode ser maior. Por isso, é muito importante observar a qualidade e a solidez da empresa que está emitindo a debênture.

Outro ponto de atenção é que algumas debêntures podem não ter liquidez. Isso significa que, se quiser se desfazer do investimento antes do vencimento, você pode ter dificuldades ou precisar vender com uma desvalorização grande.

De forma geral, as debêntures seguem a tributação de outros investimentos de renda fixa, como os CDBs. No entanto, existe uma categoria especial, as debêntures incentivadas, que são isentas de Imposto de Renda. São emitidas por empresas de infraestrutura, para as quais o governo deu essa isenção como incentivo para que consigam executar obras essenciais para o país.

5. Ações

Sim, ações são um investimento de risco. Se você pensa em investimentos de longo prazo, considere alocar uma parcela da sua carteira no mercado acionário, para comprar ações ou investir em fundos. Até porque, no longo prazo, os riscos são diluídos.

Quem comprou ações aos poucos ao longo dos últimos 20 ou 30 anos provavelmente teve um bom rendimento, porque isso elimina oscilações de curto prazo. Por isso, as compras devem ser feitas aos poucos, formando um preço médio para as ações. Além disso, as ações contam com isenção de Imposto de Renda se a soma das vendas no mês não ultrapassar R$ 20 mil.

6. Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários são uma opção muito interessante para quem busca um investimento para renda. Aplicar em fundos imobiliários é uma forma de investir no setor imobiliário com menos riscos do que ao comprar um imóvel.

Isso porque você pode ter uma carteira de imóveis com uma única aplicação. Se um imóvel ficar vazio ou o locatário não pagar, seu rendimento pode até cair. Mas não vai a zero, como quando você tem um imóvel alugado.

Além disso, você pode comprar aos poucos, sem precisar contrair uma dívida para isso. Os fundos imobiliários pagam rendimentos periódicos aos cotistas, muitas vezes mensal ou semestralmente, dependendo da política do fundo. Esses rendimentos são isentos de IR, o que é sempre um atrativo.

Por outro lado, as cotas dos fundos imobiliários são negociadas em bolsa, e não são todos que têm uma boa liquidez. Isso significa que você pode ter que vender por menos do que esperava se tiver pressa em se desfazer do negócio.

7. Fundos multimercado

A grande vantagem dos fundos multimercado, por mais óbvio que possa parecer, é que eles podem aplicar o dinheiro dos cotistas em mercados diferentes. Isso dá muito mais liberdade ao gestor para procurar oportunidades de ganho considerando as condições de mercado. Isso quer dizer que ele pode ganhar mesmo em momentos de crise.

Aqui, o ponto de atenção é que o resultado do fundo vai depender muito mais da habilidade do gestor. Por isso, vale olhar o histórico de desempenho do fundo. De preferência, olhe um histórico mais longo para ver como ele se saiu em momentos anteriores de tensão na economia.

8. Fundos de Previdência

Os fundos de previdência funcionam de forma semelhante a outros fundos de investimento. Cada investidor é dono de uma cota do patrimônio total do fundo e recebe os rendimentos proporcionais ao dinheiro depositado ao longo do tempo.

É importante avaliar a estratégia do fundo antes de contratá-lo porque a composição de renda fixa e renda variável pode mudar muito. Alguns fundos de previdência possuem até 70% de renda variável em suas composição.

Assim como outros investimentos de longo prazo, a tributação é reduzida de acordo com o tempo em que o dinheiro é investido e pode chegar a 10% depois de 10 anos na tabela regressiva. Além disso, os planos PGBL oferecem a possibilidade de deduzir até 12% da renda anual bruta no Imposto de Renda.

Outra diferença vantajosa dos fundos de previdência é que eles são separados em duas etapas: de acumulação e de usufruto. E nessa fase final é possível optar por receber o montante de uma só vez, mensalmente por um período determinado ou de forma vitalícia.

Agora você já conhece algumas boas opções para garantir um futuro tranquilo. Vale a pena reforçar que não existe o melhor investimento de longo prazo. Existe o ideal para você, levando em consideração seu perfil de investidor e seus objetivos. Lembre-se também da importância da diversificação, como uma forma de diluir riscos e potencializar as chances de ganhos. Aproveite seu novos conhecimentos e crie um plano personalizado de investimento para você agora mesmo!

Julia Ayres

Julia é jornalista por formação, mas apaixonada por marketing digital, performance e educação financeira. Atualmente, lidera as estratégias de marketing para a área de empresas da Magnetis

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