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Mercado bancário: quais as tendências para os próximos anos?

O mercado financeiro vive uma grande disrupção impulsionada por novas tecnologias. São soluções que prometem revolucionar muitas formas de oferecer serviços, principalmente no mercado bancário.

Um sinal disso é que o consumidor nunca ouviu falar tanto sobre fintechs. As chamadas startups do setor financeiro puxam as inovações do segmento. Por conta disso, desafiam os grandes bancos a mudarem estratégias. Esse aumento da competição em um setor historicamente concentrado promove grandes transformações em produtos e modelo de negócios.

Veja abaixo algumas tendências do mercado bancário brasileiro para os próximos anos.

Foco na experiência online

Melhorar a experiência online dos clientes é um grande desafio dos bancos para os próximos anos.

Isso porque, além de os clientes estarem cada vez mais exigentes, a concorrência também aumentou. Por isso, as instituições financeiras buscam encontrar maneiras para atingir os desbancarizados. Esse público que não está acostumado a realizar operações do mercado financeiro, muito menos pela internet.

Para atrair essas pessoas, será necessário simplificar aplicativos de forma que se pareçam com uma conversa. Também será necessário que esses apps sejam leves para que possam ser instalados em modelos de smartphone mais simples e com menos espaço de memória.

Pagamentos instantâneos

Uma grande tendência no setor bancário nos próximos anos é o pagamento instantâneo. A modalidade será um meio de liquidação de valores em tempo real disponível 24 horas pelo celular e que será aceito em todos os estabelecimentos. A previsão é que comece a funcionar com limitações em novembro, em uma plataforma que vai unificar operações e será gerida pelo Banco Central.

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Diferentemente de transferências comuns, esse meio de pagamento vai precisar apenas de um dado para realizar a operação, como CPF, e-mail ou celular. Ou seja, a operação será similar à de carteiras digitais disponíveis no mercado, como PicPay e Mercado Pago, que utilizam QR Code para completar a transação. Só que agora a funcionalidade será oferecida também por bancos tradicionais, digitais e bandeiras de cartões.

O objetivo é que essas transferências tenham custo mais baixo do que um DOC ou TED. O dinheiro também será compensado de forma bem mais rápida — cerca de 3 segundos. Atualmente, as transferências só podem ser feitas nos horários de expediente bancário. Além disso, demoram algumas horas para cair na conta do usuário.

Digitalização de operações

Quem tem conta-corrente em um banco tradicional costuma ter acesso ao internet banking, centrais telefônicas, chats e também a diversos aplicativos. Todas essas ferramentas dispensam a ida do cliente às agências, na maioria dos casos. Já é possível, por exemplo, até realizar um pedido de financiamento de carro e imóvel online.

Contudo, pequenas burocracias ainda permanecem, principalmente nos grandes bancos. Por exemplo, ainda não são todos os pedidos que podem ser feitos por chats, e alguns documentos ainda devem ser levados impressos às agências. A tendência é que os bancos digitalizem e automatizem cada vez mais esses processos.

Open Banking

O compartilhamento de dados dos clientes de bancos é uma tendência para os próximos anos. A ideia é que seja possível consolidar e compartilhar dados de todas as instituições financeiras com as quais o cliente tem relacionamento. Essa ferramenta permitiria a criação de serviços personalizados e a contratação mais rápida de serviços.

O Banco Central prepara atualmente uma regulamentação sobre o tema, que está prevista para ser implementada no País a partir de 2021.

Adaptação a empresas virtuais

Outro desafio dos bancos será adaptar operações às chamadas empresas virtuais, que têm funcionários espalhados em diversos estados.

Atualmente, abrir contas-correntes para folhas de pagamento de empresas ainda é um processo burocrático, que exige que os funcionários estejam concentrados em uma mesma cidade.

Alta personalização

Clientes mais exigentes demandam serviços personalizados. Isso é válido tanto no caso de bancos comerciais como no de bancos de investimentos, especializados em oferecer assessoria financeira a quem investe muito dinheiro.

Portanto, o desafio dos bancos é coletar e aproveitar as informações sobre cada cliente, permitindo adaptá-las ao modelo de negócios e ao atendimento. Afinal, diante de uma maior concorrência, ganha quem conseguir oferecer um serviço diferenciado.

Novos pequenos bancos

Muitas fintechs atuam como bancos digitais, entrando na briga direta por clientes dos bancos tradicionais. Normatizados no Brasil, eles podem receber pagamentos e realizar transações, como transferências. Também permitem pagar boletos e colocá-los em débito automático.

Algumas dessas fintechssão especializadas em conceder crédito de forma mais rápida, barata e menos burocrática do que os bancos. Isso é possível por meio de algoritmos, que conseguem analisar de forma mais detalhada a capacidade de pagamento de cada cliente.

Ou seja, esses novos pequenos bancos apontam que uma forte tendência para os próximos anos é o aumento da concorrência e a criação de nichos. Grandes bancos não costumam se concentrar em oferecer crédito para pequenas empresas, uma área de atuação que pode ser dominada por pequenos bancos.

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Mais transparência

O aumento da concorrência deve levar a uma maior transparência no setor bancário. Haverá um esforço de todas as instituições financeiras para atrair clientes apontando quais taxas estão sendo cobradas em cada operação, e de que forma.

Um exemplo é de que, por muito tempo, não se sabia que o banco poderia aplicar o dinheiro dos clientes que estava parado na conta-corrente. Nessa operação, o rendimento que tinham era insignificante. 

As fintechs precisaram achar uma forma de se diferenciar. Então, começaram a anunciar a clientes que esse dinheiro parado na conta poderia render 100% do CDI, por exemplo. Essa estratégia deixou os clientes mais informados e permitiu aumentar a transparência em todo o setor.

Blockchain

O blockchainé o mecanismo antifraude das criptomoedas, mas essa tecnologia pode ser usada em diversos tipos de operações.

Isso porque o blockchain é uma forma de aumentar a segurança de dados compartilhados, diminuindo o custo dessas operações. Ou seja, uma grande oportunidade de investimento para os bancos nos próximos anos.

Como podemos ver, o mercado bancário promete mudar muito seu modelo de negócio daqui para a frente, com o avanço de diversos tipos de tecnologias. Essas alterações devem ter impacto sobre investimentos relacionados a instituições financeiras, como ações. Quer saber se vale aplicar dinheiro no segmento? Conheça a consultoria de investimentos.

Letícia Nonato

Letícia Nonato é analista de SEO na Magnetis. Publicitária, investidora e apaixonada pelo mercado financeiro.

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