5 dicas essenciais para montar uma boa carteira de investimentos

por Mariana Congo

Investir é a maneira mais eficiente de fazer seu patrimônio crescer e de garantir estabilidade financeira. Se você já pesquisou um pouco sobre o assunto, deve saber que aplicar em ativos de diversos tipos é a melhor forma de diminuir os riscos e obter bons resultados em longo prazo.

Entretanto, descobrir seu perfil de investidor e as porcentagens que devem ser destinadas para renda fixa e para ações é apenas o primeiro passo. Ter uma carteira de investimentos requer acompanhamento e estudo. Para ajudar você nessa tarefa, listamos algumas dicas sobre como montar sua carteira de investimentos. Acompanhe!

1. Defina objetivos e trace estratégias

O jeito mais comum de definir como será dividida sua carteira é com base em seu perfil de investidor.

Assim, se você tem mais tolerância a riscos e não se importa com perdas no curto prazo, pode investir mais em ativos de renda variável, como ações. Já se você quer garantias e maior previsibilidade, deve investir mais em renda fixa.

Porém, seu perfil de investidor não é tudo — os objetivos e as estratégias são tão importantes quanto ele, ou até mais!

Objetivos

Imagine que você fez o questionário que seu banco oferece e descobriu que seu perfil é arrojado, já que você é jovem e não tem problemas com possíveis perdas.

Entretanto, se sua ideia é fazer um investimento para receber os rendimentos em um prazo de dois anos (para pagar um casamento, por exemplo), a informação do teste importa menos: é melhor apostar mais na renda fixa para garantir o crescimento do dinheiro até lá e não ter surpresas.

Da mesma forma, mesmo para quem tem um perfil mais conservador e não está lá muito disposto a correr grandes riscos, pode ser bom colocar um pouco de dinheiro em ações, se o foco for um objetivo de longo prazo, como a aposentadoria.

Essa decisão pode ser essencial para tirar proveito de ciclos de crescimento da economia e ter um aumento de patrimônio significante, que não seria alcançado apenas com renda fixa.

Resumido: o tipo do investimento vai ser até mais influenciado pelos seus objetivos do que puramente pelo seu perfil.

Estratégias

Depois de definir objetivos, é importante pensar nas estratégias. Um exemplo é alocar parte da sua carteira em investimentos de liquidez diária, para ter uma reserva de emergência.

Também dá para usar o vencimento de títulos de renda fixa de forma inteligente, coincidindo essa data com o prazo de alguns objetivos — se você pretende tirar um ano sabático ou voltar a estudar daqui a dois anos, por exemplo, procure títulos de renda fixa, como CDBs, que eventualmente vençam nessa data.

2. Equilibre os vários tipos de riscos

Quando se fala em risco de um investimento, muita gente pensa que o único perigo é ver o valor aplicado cair de uma hora para outra, sofrendo com a volatilidade. Esse é o chamado risco de mercado, mas há outros envolvidos.

Risco de liquidez

Existe, por exemplo, o risco de liquidez, que é o de não poder resgatar o valor investido em um momento de necessidade.

A melhor saída para não ter problemas desse tipo é manter uma parte do seu patrimônio em ativos que permitam o saque a qualquer momento, como fundos de investimento em renda fixa e CDBs de liquidez diária. Essa reserva de emergência deve ser suficiente para cobrir seus gastos mensais por seis meses.

Imóveis, por exemplo, têm alto risco de liquidez, pois a venda de um imóvel é um processo que pode demorar bastante.

Risco de crédito

Risco de crédito é o nome dado à possibilidade de não receber de volta o que foi aplicado, como em caso de dificuldades financeiras da instituição que emitiu o título. Em outras palavras, é a chance de tomar um calote.

Nesse caso, é bom manter uma parte do patrimônio em aplicações que contém garantias. O Tesouro Direto é considerado o melhor investimento nesse aspecto, já que o não pagamento da dívida pública pelo Governo Federal é extremamente improvável.

Outras opções são os CDBs, LCIs e LCAs, que contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade que assegura o ressarcimento de valores até R$ 250 mil aos investidores caso o banco quebre.

3. Aproveite os juros compostos

Se você colocar R$ 100 mil em um investimento de renda fixa que tem uma remuneração de 10% ao ano, terá um retorno de R$ 10 mil reais após 12 meses.

Se deixar seu dinheiro parado por mais um ano, ganhará mais 10% - não só sobre os R$ 100 mil investidos inicialmente, mas também sobre os R$ 10 mil de juros do primeiro ano. Assim, no segundo período o retorno seria de R$ 11 mil.

Percebe como a renda aumentou sem que fosse necessário fazer qualquer aplicação extra?

Esse é o poder dos juros compostos, que incidem também sobre os juros anteriores, fazendo com que seu patrimônio cresça em uma velocidade cada vez maior, exponencialmente. Isso representa uma grande diferença no médio e no longo prazo.

Por isso, mesmo investindo pouco hoje, é possível garantir um bom rendimento.

4. Saiba o que monitorar na carteira

Manter uma carteira de investimentos exige uma revisão periódica dos rendimentos e das estratégias. Entretanto, é preciso saber o que verificar e quando.

Se sua alocação de ativos é conservadora ou moderada, com grande parte dos investimentos em títulos de renda fixa, o melhor parâmetro é as taxas de juros, como a Selic e o CDI (taxas que caminham muito próximas uma da outra, inclusive).

Para quem tem um perfil arrojado e investe mais em renda variável, o certo é acompanhar o Ibovespa ou o IBrX — dando preferência para o último, menos volátil, já que seleciona as maiores empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo.

Além disso, é preciso saber ajustar a frequência desse monitoramento. A técnica de alocação de ativos tem como grande vantagem os bons resultados em longo prazo. Portanto, não é interessante acompanhar diariamente os preços e oscilações, pois elas importam muito pouco para a estratégia. Uma revisão mensal é mais que suficiente.

5. Faça o rebalanceamento periodicamente

Como já dissemos em posts anteriores, investimentos são como os pneus de um carro: cada um deles pode oscilar de forma independente dos demais e é preciso calibrá-los de tempos em tempos.

Levando essa metáfora para os investimentos: você deve rebalancear as aplicações periodicamente, verificando o quanto cada parte da carteira se distanciou da distribuição original.

Se suas ações subiram demais e agora representam uma parcela muito grande do seu patrimônio, é hora de “colher os frutos”, vender algumas delas e reinvestir o valor em renda fixa. Isso garante uma exposição menor a riscos.

Se o contrário aconteceu, suas ações caíram e a porcentagem delas na sua distribuição está abaixo da proporção traçada originalmente, é sinal de que está mais barato entrar nesse investimento. Um novo aporte para comprar mais papéis desse tipo pode ser interessante. Assim, sua carteira estará preparada para um novo ciclo de crescimento na economia.

Essas são algumas dicas para você saber como administrar seu portfólio. Mesmo assim, como você deve ter percebido, montar uma carteira de investimentos não é uma tarefa muito fácil.

Se você não dispõe do tempo necessário para estudar esse assunto e cuidar do monitoramento e da distribuição, uma boa solução é contar com um especialista que garanta a qualidade da sua carteira.

E que tal se esse especialista for um robô? A Magnetis oferece esse serviço! Quer conhecer? Faça nosso questionário e monte gratuitamente seu plano de investimentos!

Luciano

Mariana Congo é Gerente de Conteúdo da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.