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Novo Mercado: entenda o que é e como funciona esse segmento da B3

O Novo Mercado trouxe um aspecto muito importante com sua chegada à Bolsa de Valores, a B3. Afinal, governança é, sem dúvida, um dos fatores de maior relevância para uma empresa ser bem-sucedida no que faz.

Ainda mais uma empresa com a pretensão de crescer e alcançar novos mercados, que, para isso, optou por abrir o capital e estar na bolsa. Quer entender mais sobre o Novo Mercado e o que ele trouxe? Continue a leitura e confira!

Afinal, o que é o Novo Mercado?

Novo Mercado é o nome que se dá às empresas da Bolsa de Valores que alcançaram o nível mais alto de governança corporativa e transparência. Ele foi criado em 2000 e se tornou referência tanto para organizações quanto para quem deseja operar na bolsa com mais segurança.

Mesmo sendo de adesão voluntária, é uma influência para que as empresas adotem cada vez mais essa política em suas gestões. A lista já compreende 129 empresas que seguem critérios mais rígidos para pertencerem a esse benchmark. Isso é algo que beneficia a imagem dessas instituições no mercado.

Sendo assim, ele se mostra uma opção mais apurada para a transparência e a melhor comunicação entre a empresa e sua administração. Isso também inclui seus atuais e futuros acionistas. É uma forma que a Bolsa de Valores encontrou para incentivar ainda mais essa prática.

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Quais são os requisitos para uma empresa participar do Novo Mercado?

Como o segmento tem a visão de distinguir as empresas que pertencem a ele, elas devem atender a uma série de critérios. O objetivo é cumpri-los para se diferenciar das demais.

Um desses requisitos é somente emitir papéis de ações ordinárias com direito a voto, ou seja, essas empresas não podem trabalhar com as ações preferenciais. Além disso, podemos citar a governança corporativa, um sistema pelo qual as companhias são dirigidas com todas as partes envolvidas.

Além desse critério que define o tipo de ação que a empresa pode emitir, existem outras exigências que abordaremos nos próximos tópicos.

Política de tag along

Essa política é essencial em caso de venda do grupo de controle da empresa — o bloco de ações, normalmente vendido junto, que representa 50% mais um do conjunto total. Afinal, é ela que garante aos acionistas o direito de fazer a venda das suas ações pelo mesmo preço que elas foram negociadas.

Isso é o tag along que, nesse caso, é de 100%. Ou seja, o preço das ações dos demais sócios acompanha totalmente o preço da venda ao controlador. É um jeito de garantir a segurança de quem investe no mercado financeiro.

Free float

O free float também é uma exigência do Novo Mercado. Ele é caracterizado pela manutenção de no mínimo 25% das ações da empresa que estão em circulação. Porém, no caso de o volume médio diário negociado ultrapassar os R$ 25 milhões, essa porcentagem pode ser reduzida para 15%.

Conselho de administração

Existe uma exigência específica no que diz respeito ao conselho de administração. Ele deve conter um mínimo de 2 ou 20% de conselheiros independentes. A escolha desse número é feita pelo que for maior e seus mandatos unificados são de no máximo dois anos.

Compliance

Trata-se da implementação da função de compliance, de uma área de auditoria interna e de um comitê de auditoria. Ele pode ser estatutário ou não estatutário.

É daqui que vem a clareza e a diligência com as informações passadas a quem investe. A transparência é resultado do investimento em setores como esses, que visam ter controle de dados e informações de modo responsável.

Medidas de transparência

Aqui, estamos falando da transparência em relação à situação interna da empresa, seu processo de administração. Essas medidas também abrangem informações relevantes sobre a diretoria e o conselho de administração.

Quanto mais clareza se oferece a quem investe, melhor é a imagem da empresa. Isso inclui dar informações sobre a política de remuneração e o gerenciamento de riscos adotado. Envolve também a estruturação e a divulgação do processo avaliativo do conselho de administração, de seus comitês e inclusive da diretoria.

Auditoria interna

Além da fiscalização feita internamente pela auditoria, deve-se fazer a divulgação simultânea de relatórios — em português e inglês — com as informações mais relevantes. Isso envolve proventos e press releases de resultados, por exemplo.

Também é preciso providenciar comunicados mensais das negociações feitas pelos acionistas controladores com valores mobiliários de emissão da empresa.

Oferta Pública de Aquisição de Ações

A realização de Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) também é uma exigência para se fazer parte do Novo Mercado. Essa oferta precisa ser aprovada por pelo menos um terço dos acionistas da empresa.

Essa oferta deve ser feita por valor justo em caso de saída da empresa do Novo Mercado. Essa saída, assim como a OPA, precisam ser aceitas por, no mínimo, um terço dos acionistas.

Quais são os benefícios de investir no Novo Mercado?

Empresas que têm clareza passam mais segurança para a pessoa que investe. Seja ela mais experiente, seja novata, cautelosa ou arrojada, investir nesse cenário transmite uma sensação de mais estabilidade.

Além disso, empresas que são bem geridas e precisam provar isso com dados, relatórios e uma política de compliance tendem a ter maior rentabilidade. O acompanhamento do cenário interno faz com que exista uma preocupação a mais com a performance.

A facilidade de acesso a informações sobre essas empresas também é um diferencial. Afinal, elas têm por objetivo que todos vejam sua política de gestão e que não haja dúvidas de que ela faz parte do Novo Mercado.

O padrão de governança exigido aqui é adequado para qualquer empresa aberta, uma vez que elas têm uma gestão societária mais justa. A ideia é contribuir para evitar abuso de poder, erros de estratégia, conflitos de interesses e fraudes em geral.

Em resumo, o Novo Mercado representa um segmento especial da Bolsa de Valores que se tornou referência de transparência e credibilidade desde sua criação. Isso tem trazido mais segurança e confiança para quem investe. O que achou deste post? Aproveite a visita ao blog e aprenda se vale a pena investir em ações baratas na bolsa!

análise de investimentos
Luiza Caricati

Luíza Caricati é produtora de conteúdo da Magnetis. Jornalista, tem experiência na área de investimentos, educação e negócios, e lidera nossa estratégia multimídia, traduzindo conteúdos complexos em comunicações didáticas para diversos formatos.

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