O que avaliar antes de começar a investir seu dinheiro? Saiba tudo!

por Mariana Congo

Para obter sucesso no mercado financeiro, você precisa saber o que avaliar antes de investir. Muitas pessoas agem por impulso e colocam dinheiro em ativos que nem sempre estão de acordo com a tolerância a risco e as necessidades delas. Como consequência, tais indivíduos podem ficar com a quantia retida por algum tempo ou mesmo ter prejuízos.

Se você quer evitar isso, tenha em mente que existe um roteiro que deve ser seguido antes de você realizar uma aplicação financeira. Ao responder às perguntas dessa “trilha de investimento”, você previne surpresas negativas e atua de modo proativo para favorecer a rentabilidade dos ativos adquiridos.

Confira, a seguir, o que avaliar antes de investir e passe a tomar decisões mais corretas na gestão do seu dinheiro!

Conheça o seu perfil de investidor

Quando alguém pensa em comprar um carro, avalia antes as necessidades que tem para só depois escolher o modelo mais adequado, não é mesmo? Por exemplo, quem tem filhos geralmente procura por carros maiores, com mais espaço no porta-malas, por exemplo.

No mercado financeiro, a postura do investidor também deveria ser semelhante. Isso quer dizer que, antes de alocar dinheiro em algum ativo, quem investe deveria analisar se tal aplicação atende aos anseios dele.

Em geral, quando uma pessoa vai investir numa corretora ou mesmo num banco, ela primeiro precisa se submeter a uma espécie de teste para descobrir qual o perfil de investidor em que se encaixa.

Conforme a instituição, a nomenclatura pode mudar, mas é comum dividir os investidores em três perfis: conservador, moderado e agressivo (também chamado de arrojado). O tipo de perfil define a tolerância do investidor ao risco.

Por exemplo, os conservadores não gostam de ter perdas nos ativos, logo, preferem as aplicações de renda fixa. Já os moderados até aceitam certa chance de perda em troca da possibilidade de aumentar a rentabilidade, então, podem se expor um pouco no mercado de ações. Os agressivos, por sua vez, valorizam bastante os rendimentos dos investimentos, assim, estão dispostos a se arriscar mais para multiplicar o capital, por exemplo, com os derivativos.

Defina os objetivos dos seus investimentos

Se ao investir, você caminhar sem uma direção previamente estabelecida, as chances de se perder na jornada de investimento são grandes, o que pode custar caro, literalmente. Afinal, a indefinição de propósitos pode levar a pessoa a “pular de galho em galho” de acordo com o “sabor dos ventos” do mercado financeiro.

Em um caso assim, se determinado ativo cai de preço, a pessoa logo troca o dinheiro de aplicação, de modo a aproveitar o investimento do momento. Como consequência, além de ter que assumir o prejuízo inicial, ela ainda tem que arcar com os custos operacionais das transações e com possíveis taxas mais altas de impostos.

Ao contrário, quando se planeja e estipula objetivos financeiros para os investimentos, passa a ter uma estratégia clara de aplicação. Dessa forma, ele só vai escolher aplicações financeiras que estejam em sintonia com os próprios propósitos.

Por exemplo, se o indivíduo precisa usar o dinheiro no curto prazo, ele não vai colocar recursos no mercado acionário, para não correr o risco de precisar resgatar a quantia numa época de baixa nos preços dos papéis.

Então, antes de alocar recursos em ativos, faça a sua lição de casa e liste objetivos de curto, médio e longo prazo, de modo a conciliar os seus investimentos com as suas necessidades financeiras.

Escolha uma corretora de confiança

Ao saber com clareza o que avaliar antes de investir, é possível evitar certas opções que podem não levar a um uso não eficiente do dinheiro.

Se você já conhece um pouco do mercado financeiro, deve ter em mente que as aplicações dos grandes bancos comerciais oferecem retornos baixos em comparação às rentabilidades proporcionadas por instituições desse tipo de médio e pequeno porte.

E onde encontrar essas ofertas mais vantajosas? Em geral, elas podem ser adquiridas numa corretora de títulos e valores mobiliários, que se assemelha a um “mercado de investimentos”.

Antes de investir, porém, você precisa buscar por uma corretora de confiança, de preferência, com boa reputação de mercado e que esteja alinhada ao seu perfil de investidor. Por exemplo, há instituições que se especializam no atendimento de pessoa física, enquanto outras, de pessoas jurídicas.

Diversifique as suas aplicações

Ao planejar a sua estratégia de investimento, lembre-se de que a diversificação é uma excelente maneira de amenizar os riscos, afinal, você não fica refém de um só ativo, muito menos de uma só instituição. Logo, se algo der errado com alguma aplicação, você pode recorrer ao dinheiro colocado em outros investimentos.

É bem verdade que, para diversificar sem gastar além da conta, você já deve ter um capital relativamente considerável. Por exemplo, é recomendável que já disponha de uma reserva de emergência que seja correspondente a alguns meses do seu custo de vida, para só depois pensar em diversificação da sua carteira também em ativos de longo prazo.

Caso contrário, os custos operacionais de transações com valores reduzidos podem facilmente diminuir bastante a rentabilidade das suas aplicações.

Também é preciso ressaltar que a diversificação deve considerar o seu perfil de tolerância a risco, logo, que mesmo alguém conservador pode alocar os seus recursos em diferentes tipos de ativos de renda fixa, como CDB, títulos públicos, LCI e LCA etc.

Leve em conta o Imposto de Renda nas suas decisões

Quem quer saber o que avaliar antes de investir não pode se esquecer de analisar os descontos de Imposto de Renda na rentabilidade dos investimentos. Afinal, cada categoria de ativos pode sofrer a tributação de um modo diferente.

Por exemplo, as aplicações de renda fixa seguem uma tabela regressiva de alíquotas de IR, que começa em 22,5% sobre o ganho e vai até 15%. Nesse caso, o desconto é feito na fonte. Já no mercado acionário, após certo limite de isenção, o pagamento do imposto deve ser feito separadamente pelo próprio investidor, por meio de Documento de Arrecadação da Receita Federal (DARF).

Como agora você pode notar, existe uma série de questões que deve ser levada em consideração antes de se fazer um investimento. Ao parar um tempo para avaliar esses aspectos, o poupador aumenta as chances de aplicar o dinheiro com eficiência, favorecendo, assim, uma rentabilidade satisfatória.

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Mariana Congo, da Magnetis

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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