O que é fintech e como ela revoluciona hoje o mercado financeiro?

por Mariana Congo

Você sabe o que é fintech? O nome pode soar estranho, mas tenho certeza que você se interessará pela seguinte ideia: que tal deixar de lado alguns dos serviços (burocráticos e caros) do seu banco e passar a resolver tudo em uma empresa muito mais prática, rápida, barata e descomplicada? Parece ótimo, não é mesmo? Pois isso já é possível!

Fintechs são jovens empresas, que vêm se destacando no mercado financeiro graças à vontade de inovar. Elas comandam uma verdadeira revolução na indústria de serviços financeiros.

Gostou? Quer saber mais? Leia nosso texto e fique por dentro do assunto!

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O que é fintech?

Fintech é um termo em inglês que surgiu da junção das palavras financial (financeiro) e technology (tecnologia).

É o nome usado para descrever empresas que prestam serviços financeiros, tendo na tecnologia seu grande diferencial — muitas delas, inclusive, não têm agências para atender seus clientes, que resolvem tudo pelo computador ou pelo smartphone, sem perder tempo e sem dificuldades.

Elas oferecem produtos como cartões de crédito, empréstimos e investimentos, entre muitos outros serviços financeiros. O interessante é que cada fintech se especializa em um nicho de produtos financeiros. Os grandes bancos, por sua vez, tentam oferecer muitos serviços e dessa forma acabam não conseguindo prestar a mesma qualidade em todos.

As fintechs são startups, companhias fundadas há poucos anos a partir de uma ideia inovadora e disruptiva, que atendem uma demanda até então ignorada e rompe com o que é oferecido normalmente no mercado.

Foi o que aconteceu, por exemplo, nas indústrias fonográfica e audiovisual, bem como no mercado de transporte individual. Era só questão de tempo até isso chegar aos serviços financeiros.

De acordo com a Venture Scanner, já existem mais de 2 mil fintechs em todo o mundo. No Brasil, o último relatório do Fintechlab, de fevereiro de 2017, lista 244 iniciativas do tipo.

Quais são os diferenciais das fintechs?

São várias as possibilidades de serviços das diferentes fintechs: cartões de crédito, empréstimos, investimentos, contas bancárias, sistemas de pagamentos e aplicativos de controle financeiro. O que empresas tão diferentes entre si têm em comum, além da área de atuação?

O que define uma fintech são os seguintes pontos: foco na tecnologia, especialização em poucos produtos, soluções inéditas e menos burocracia.

Vamos agora detalhar cada um desses pontos:​

Foco na tecnologia

Mais do que dar uma possibilidade extra para o cliente resolver seus problemas (como fazem os bancos tradicionais, por exemplo) as fintechs encaram o desenvolvimento de soluções digitais como seu diferencial e, em grande parte dos casos, o principal canal de contato com o consumidor.

Menos burocracia

O uso de tecnologia resolve o problema da burocracia: as fintechs eliminaram a necessidade de entregar documentos, esperar correspondências e perder tempo em filas ou no telefone. Tudo é resolvido de maneira rápida, sem sair de casa — dá até para assinar um contrato pelo celular!

Menos produtos, mais especialização

A grande maioria dessas empresas é bastante específica no seu modelo de negócios. Cada uma dessas startups financeiras oferece um número muito pequeno de produtos.

Dessa forma, elas conseguem concentrar esforços e oferecer ótimo atendimento e serviços de altíssima qualidade.

Soluções inéditas

Esses produtos quase sempre vêm para atender a uma demanda que não era contemplada pelas empresas financeiras tradicionais.

Cartão de crédito sem anuidade, conta bancária sem tarifas, empréstimos com juros mais baixos e consultoria personalizada para pequenos investidores são alguns exemplos de soluções oferecidas por fintechs que atuam no mercado brasileiro.

Por que elas são importantes?

As fintechs ainda são pequenas, mas seu impacto na indústria de serviços financeiros já é considerável e deverá provocar mudanças significativas no cenário financeiro — e também no modo como você lida com seu dinheiro.

As fintechs vieram para ficar

Uma pesquisa da PriceWaterhouseCoopers (PwC), também do começo de 2016, revela que 23% dos executivos de grandes bancos dos Estados Unidos acreditam que as fintechs vão colocar os negócios das maiores empresas financeiras em risco num prazo de cinco anos. Entre os funcionários das startups financeiras, o percentual é de 33%.

Outros números que confirmam essa tendência vêm de um relatório do banco Goldman Sachs: 33% dos millennials (nascidos entre 1980 e 2000) dos EUA acreditam que, daqui a cinco anos, não precisarão ter uma conta em banco, e metade deles espera contar com os serviços de startups para suas operações financeiras.

Isso tudo se dá pela inovação trazida pelas fintechs e, também, por causa de mudanças comportamentais dos consumidores.

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Os “bancões” não conseguem inovar

Grandes bancos têm procedimentos burocráticos internos que atrapalham qualquer tentativa de inovar. Além disso, oferecem uma variedade muito grande de produtos, o que faz com que o investimento em soluções digitais não seja uma das prioridades.

Por isso, o desenvolvimento de sites, aplicativos e canais de atendimento online é visto por eles apenas como redução de custos, e não como forma de oferecer um produto melhor para seus clientes.

Nas fintechs, por outro lado, a inovação está na alma. Elas já nascem tendo em mente que sites, plataformas e aplicativos são um meio para entregar uma experiência melhor para seu cliente.

Todos os seus processos internos, seus produtos e suas plataformas de atendimento são baseados em inovação. Esse é seu grande diferencial para se destacar no mercado e concorrer com os bancos.

Os clientes querem fazer tudo pelo smartphone

O crescimento do acesso à internet e a popularização de smartphones fez muita gente adotar soluções mais práticas, que se integrassem melhor a esse novo estilo de vida.

Se você já assiste a filmes, ouve músicas, faz compras e chama motoristas pelo celular, por qual motivo não fazer o mesmo com investimentos e empréstimos? Por que perder tempo indo até agências bancárias ou conversando com o gerente?

Essa soma de fatores torna a inovação das fintechs essencial para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do mercado. Os grandes bancos não poderão ignorar esse movimento.

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Agora você já sabe o que é fintech, como essas empresas funcionam e porque elas são tão importantes. Aposto que também ficou interessado em deixar seu banco de lado e embarcar nessa tendência!

A Magnetis é a pioneira entre as fintechs da área de investimento. Lançou o modelo de consultoria automatizada, por meio de robô advisor próprio, em março de 2015. Mais de 40 mil pessoas já utilizaram a solução da Magnetis para encontrar planos de investimento de alta qualidade, segurança e diversificação.

Luciano Tavares, fundador e CEO da Magnetis, testou o serviço de várias fintechs que já estão no mercado, na série que ficou conhecida como Desafio Fintech. Se quiser saber o que ele descobriu acompanhe os posts e mergulhe no mundo das fintechs.

Mariana Congo, da Magnetis

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

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