Invista agora
a evolução na edução financeira, conheça a Magnetis.

Você pode investir de um jeito melhor, e nós podemos provar.

Baixe o app!

O que é Índice de Sharpe e como calcular os riscos dos investimentos com ele?

Antes de investir seu dinheiro em uma oportunidade do mercado financeiro, é essencial saber como ela se relaciona aos demais investimentos disponíveis. Assim, você consegue identificar quais são as melhores alternativas para a sua carteira. 

Entre as ferramentas para usar, vale a pena compreender o que é o Índice de Sharpe. Por meio desse indicador, você conseguirá analisar mais que a rentabilidade de um ativo, título ou veículo de investimento. Como consequência, poderá tomar uma decisão mais informada e alinhada aos seus objetivos.

Na sequência, descubra o que é o Índice de Sharpe e veja como usá-lo ao compor seu portfólio de investimentos!

O que é o Índice de Sharpe?

O Índice de Sharpe ou Sharpe Ratio foi desenvolvido pelo economista William F. Sharpe, na década de 1960. Esse é um indicador que serve para analisar e comparar investimentos, considerando a relação entre risco e retorno.

Para tanto, a fórmula do Índice é a seguinte:

Índice de Sharpe = (Taxa de retorno do investimento – Taxa livre de risco) / Volatilidade.

Nesse caso, a taxa de retorno do investimento representa a rentabilidade obtida em determinado período pelo investimento analisado. Já a taxa livre de risco indica qual é a rentabilidade de uma aplicação conservadora.

No Brasil, é comum utilizar a taxa Selic e o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) como referências da taxa livre de risco. Ambos são conhecidos como os principais indicadores dos investimentos de renda fixa.

O outro componente da fórmula é a volatilidade. Ela mede a quantidade e a intensidade das oscilações de preços de um investimento. Logo, se uma alternativa do mercado passa por constantes ou profundas altas e baixas, é considerada mais volátil.

E como interpretar os resultados da equação? De modo geral, quanto maior for o Índice de Sharpe, melhor tende a ser o investimento — considerando a geração de retorno em relação ao risco assumido.

Para que serve esse indicador?

Com o que você viu até aqui, é possível notar que o Índice de Sharpe pode ajudá-lo na tomada de decisão sobre os investimentos. 

Sua principal função é demonstrar se vale a pena assumir mais riscos para buscar pelo retorno de determinado investimento. Se o Índice de Sharpe estiver baixo ou mesmo negativo, tende a ser mais interessante investir em uma aplicação livre de risco.

Além disso, o resultado desse indicador serve como benchmark. Afinal, com ele, você pode comparar investimentos equivalentes para encontrar aquele que pode ser mais vantajoso para a sua carteira.

Existe um valor ideal para o Índice de Sharpe?

Ao conhecer o Índice de Sharpe, é essencial entender que não existe um valor mínimo ou ideal para ele. Então é essencial ponderar esses aspectos para analisar o resultado da equação de maneira relativa, em vez de usá-lo de modo absoluto.

Um dos fatores envolve considerar a volatilidade do mercado, que é um componente para calcular o indicador. Com as oscilações nos preços de compra e venda dos investimentos, o desempenho deles pode mudar bastante ao longo do tempo. Logo, o Índice de Sharpe envolve valores fixos não fixos.

Além disso, cada investimento funciona de uma maneira específica, assim como cada investidor tem tolerância ao risco e objetivos diferentes. Em alguns casos, um Índice de Sharpe abaixo de 1 é suficiente para tornar um investimento atraente. Em outros cenários, é preciso que o valor seja mais elevado.

Ainda, há os movimentos da taxa livre de risco. Em um momento em que investimentos conservadores oferecem baixa performance, o Índice de Sharpe de um investimento pode ser maior. Já quando essa taxa estiver mais elevada, os investimentos de renda fixa se tornam mais atrativos. 

Como avaliar os investimentos com ele?

Para você entender como fazer uma análise utilizando o Índice de Sharpe, é interessante se basear em simulações e exemplos. Mesmo que eles sejam hipotéticos, servem para compreender como é a lógica de uso do indicador.

Por isso, veja 3 casos nos quais você pode usar o Índice de Sharpe e saiba como esse conceito pode interferir na sua análise!

Situação 1: carteira de ações

Para começar a compreender o uso do Índice em um cenário real, pense em uma carteira diversificada de ações. Em 12 meses, ela rendeu 25%. No mesmo período, o CDI foi de 10%.

Ao considerar a diferença entre os retornos, o portfólio de ações apresenta um retorno excedente importante em relação à aplicação livre de risco. No entanto, é preciso observar a volatilidade. Se ela tiver sido muito elevada no período, o Índice de Sharpe se torna menor.

Já uma carteira de ações que rendeu 20% terá um retorno excedente menor. Porém, se ela apresentar uma volatilidade reduzida, poderá ter um Índice de Sharpe maior que o outro portfólio. Dessa forma, ela apresentaria uma relação melhor entre risco e retorno.

Situação 2: comparação de fundos

Você também pode utilizar o Índice de Sharpe para analisar e comparar fundos. Nesse caso, considere dois fundos que tiveram, cada um, um retorno de 15% no ano.

Embora o retorno seja equivalente, a diferença na volatilidade fará com que um dos fundos tenha um valor de Índice de Sharpe maior que o outro. Assim, se esse for um critério relevante para a sua decisão, será mais fácil escolher entre os veículos financeiros.

Situação 3: títulos de renda fixa

Para entender como o Índice de Sharpe se relaciona com a renda fixa, pense em um título prefixado com rendimentos de 10% ao ano. Ele será comparado com uma aplicação livre de risco, como um título pós-fixado pelo CDI.

A princípio, bastaria calcular o valor do Índice da aplicação desejada e compará-lo com outros títulos para saber se ela valeria a pena. Para isso, no entanto, seria preciso considerar a volatilidade que faz parte fórmula do Índice de Sharpe — e ela está relacionada ao risco de mercado.

Na renda fixa, entretanto, o risco de crédito é o principal elemento a ser analisado. Ele envolve as chances de o emissor não conseguir fazer o pagamento do retorno acordado. Assim como o Índice de Sharpe não contempla o risco de crédito, essa não se torna a ferramenta ideal para analisar investimentos de renda fixa.

Para otimizar essa análise — seja na renda fixa ou na renda variável —, você pode contar com uma curadoria de investimentos. Nós, da Magnetis, oferecemos esse serviço e podemos te ajudar a compor seu portfólio de forma mais inteligente e estratégica. Dessa forma, o alcance dos seus objetivos é favorecido.

Conforme você aprendeu, o Índice de Sharpe é um indicador que aponta a relação entre o retorno de um investimento e o desempenho livre de risco. Ao utilizá-lo, portanto, há como avaliar de modo mais eficiente quando vale a pena assumir determinados riscos no mercado financeiro.

Gostou dessas informações? Para ter ajuda especializada para compor o seu portfólio, fale com a Magnetis!

Andressa Siqueira, CFP®
Andressa Siqueira, CFP®

Formada em Economia pela PUC-SP, é especialista em investimentos na Magnetis desde 2019. Possui as certificações CEA pela ANBIMA e de planejadora financeira CFP®, trabalha no mercado financeiro há mais de 8 anos.

leia mais desse autor