O que são títulos públicos e como eles funcionam?

por Vinicius Maeda

Em meio a tantas opções de investimento disponíveis hoje em dia, saber onde aplicar o dinheiro com segurança e ainda conseguir um bom rendimento é um desafio para muitos.

Uma das opções para quem quer aplicar em renda fixa e ter uma boa rentabilidade são os títulos públicos.


Mas o que são títulos públicos? Você já deve ter ouvido falar do Tesouro Direto, certo? Então, este é o exemplo mais famoso de título público que existe no mercado para pessoa física. Confira a seguir tudo o que você precisa saber para decidir se vale a pena adotar essa forma de investimento!​

O que são os títulos públicos?

Um título público é, basicamente, um título emitido pelo governo para financiar seus projetos e investimentos em diversas áreas. Assim, esse investimento é como emprestar dinheiro para o governo: em troca, na data de vencimento do título você recebe o valor investido de volta mais os juros que foram definidos no momento da compra.


Atualmente, a forma mais simples de investir em títulos públicos é por meio do Tesouro Direto, um programa de negociação de títulos públicos para a pessoa física criado em 2002 pelo Tesouro Nacional em parceria com a BM&FBovespa (atual B3), que surgiu para democratizar o acesso dos investidores comuns aos títulos públicos.


Antes, somente investidores institucionais conseguiam aplicar em títulos públicos, e a pessoa física só tinha os fundos de renda fixa como opção de investimento. Hoje, é muito mais simples do que parece: o valor inicial mínimo no Tesouro Direto é baixo — a partir de R$ 30 já é possível comprar um título público.


Apesar disso, não é só quem tem pouco para investir que se beneficia dos títulos públicos federais. Mesmo investidores experientes, que possuem uma carteira diversificada, apostam com sucesso nessa alternativa de baixo risco e lucro certo.

Como os títulos públicos funcionam?

Os títulos federais são investimentos de renda fixa, que podem ser adquiridos tanto por meio de plataformas de corretoras de valores, gestoras de investimento ou mesmo nos próprios bancos. ​Ao aplicar em um título público você empresta seu dinheiro ao governo para receber uma rentabilidade no futuro.


Para parte dessas aplicações, o retorno virá somente no vencimento; para outras, há uma rentabilidade semestral, chamada "cupom semestral". O ideal é investir com o objetivo de manter a aplicação até o vencimento, mas, se no meio do caminho você tiver necessidade de pedir resgate do dinheiro, o próprio Tesouro Direto faz essa transação para você.


De maneira geral, vale ficar atento, pois, exceto para o Tesouro Selic, em todos os outros casos, o preço do seu título poderá sofrer com a volatilidade dos juros do mercado (o que é chamado de marcação a mercado).

Quais são os tipos de títulos públicos que existem?

Mesmo sabendo, de maneira geral, o que é título público e como ele funciona, muitos ainda se confundem com a variedade de nomes. De maneira simples, podemos dividir esses títulos em dois grupos: pré e pós-fixados.


Veja o que significa cada um e quais suas opções dentro deles:

Prefixados

Títulos prefixados são aqueles que contam com um rendimento já estabelecido no momento da compra. Assim, é possível saber exatamente quanto seu dinheiro vai render no vencimento. São divididos em dois tipos:


  • Tesouro Prefixado (LTN): recomendado para investimentos de curto e médio prazos, o rendimento é recebido de uma vez na data do vencimento,

  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F): parecido com o Tesouro Prefixado, mas geralmente tem vencimento mais longo, e o rendimento é recebido a cada seis meses e também no vencimento.

Pós-fixados

Os títulos pós-fixados, por sua vez, são aqueles cuja rentabilidade é associada com algum indicador, como a taxa Selic (taxa básica de juros) ou o IPCA (índice da inflação). Veja as alternativas de títulos do governo pós-fixados:


  • Tesouro Selic (LFT): rende de acordo com a taxa básica de juros da economia, a Selic. É indicado para quem quer trocar a poupança, mas não sabe quando vai precisar resgatar o dinheiro;

  • Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal): conta com dois rendimentos, o da inflação e um valor prefixado. O pagamento é feito no vencimento, com todo o acumulado dos dois rendimentos,

  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B): assim como o título acima, mas em vez de receber de uma vez no vencimento, você também recebe juros semestralmente.


Vale lembrar que no caso do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais e do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, é preciso ficar atento à tributação sobre os rendimentos, que incidirá sob cada cupom pago semestralmente.

Vale a pena investir em títulos públicos?

Depois de entender alguns dos conceitos envolvidos na compra de títulos federais, ainda resta a dúvida principal: será que eles valem mesmo a pena? Para responder a essa pergunta, ainda precisamos considerar pelo menos 4 aspectos importantes que cercam qualquer tipo de investimento.


Veja abaixo quais são esses aspectos e o que esperar de cada um deles:

Rentabilidade

A rentabilidade vai depender da sua escolha de título e do seu acerto no tipo de investimento adequado para o seu objetivo e necessidade; se precisar resgatar o dinheiro logo, vale mais a pena escolher uma opção que tenha liquidez diária, por exemplo, e que também não sofra com marcação a mercado — é o caso do Tesouro Selic.


Por outro lado, caso tenha objetivos de maior prazo, como para aposentadoria, o investimento mais indicado é o Tesouro IPCA, pois protege seu dinheiro da inflação.

Riscos do investimento

Se está em dúvida sobre emprestar dinheiro para o governo, saiba que ele tem melhores condições de lhe pagar do que qualquer instituição financeira, incluindo os principais bancos.


Por isso, comprar títulos públicos do Governo Federal, como Tesouro Direto, é uma das formas mais seguras de investimento disponíveis. O único risco a considerar é de escolher um título que não seja o mais adequado para seus objetivos.

Custos envolvidos

Como já dito, os custos para investir em títulos públicos não são altos, qualquer pessoa pode recorrer a eles. Mas, além do valor dos títulos, é importante considerar as taxas que serão cobradas por corretoras, bancos ou gestoras de investimento; algumas têm até um valor mínimo que os clientes podem investir.


É possível encontrar corretoras que não cobram taxa para intermediar o investimento em Tesouro Direto. Mas existe uma taxa que é a obrigatória, que é a taxa de custódia de 0,3% ao ano paga à BM&FBovespa (atual B3).

Liquidez

A liquidez, ou seja, a rapidez com que o ativo pode ser transformado em dinheiro, também varia de acordo com os títulos escolhidos. Enquanto alguns deles são recebidos integralmente apenas no vencimento, outros são semestrais.


Todos podem ser resgatados diariamente, mas somente com o Tesouro Selic o investidor não corre riscos ao fazer esse resgate antes do tempo. Para os outros títulos, há o risco da variação das taxas de juros de mercado, que podem fazer você perder dinheiro ao resgatar o título antes do vencimento. Essa é a chamada marcação à mercado.


Portanto, não importa qual seja seu perfil de investidor, os títulos públicos podem fazer parte da sua carteira de investimentos. Eles são seguros, rentáveis e certamente deixarão você mais perto de conquistar seus objetivos.


O único ponto, no entanto, é compreender qual é a melhor maneira de adequar seus objetivos e seu perfil de investidor aos títulos federais. Ou seja, investidores mais agressivos, por exemplo, apesar de gostarem de riscos bem maiores do que os títulos públicos, devem tê-los em sua carteira para equilibrar os rendimentos ou manter sua reserva de emergência.


Para entender melhor como investir em títulos públicos para ter mais retorno, que tal consultar uma especialista no assunto? Por isso, entre em contato com o time da Magnetis e saiba o quanto seu dinheiro pode render investindo nele!

O que são títulos públicos e como eles funcionam?
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