Onde investir R$ 1 milhão e garantir a independência financeira?

por Malena Oliveira | 13/05/2019

Onde investir R$ 1 milhão?

Já pensou onde investir R$1 milhão para viver de renda? Provavelmente, esse é o objetivo de boa parte dos brasileiros. A questão é saber como chegar lá, o que nem sempre é tão simples.

Mais do que juntar essa quantia, é preciso saber como aplicá-la para conquistar a tão sonhada independência financeira e ter uma remuneração suficiente para deixar de trabalhar.

Para ajudar você nessa tarefa, neste post vamos explicar onde e como investir R$ 1 milhão. Você vai saber quais são as modalidades em que o valor pode ser aplicado, o nível de risco de cada investimento e quanto é possível alcançar em 10 anos. Gostou? Então, continue lendo!

Primeiro passo: defina seu objetivo e prazo do investimento

Existem vários tipos de investimento, mas nem todos são adequados para qualquer pessoa. Tudo depende de algumas variáveis, entre elas, objetivo e prazo. Assim, em primeiro lugar, considere seus objetivos.

Seu propósito é comprar um imóvel? Fazer um curso no exterior? Ter uma boa aposentadoria? Construir seu patrimônio? Tudo isso junto? Esse montante oferece várias possibilidades, mas para alcançar o sucesso financeiro, primeiro é preciso definir de forma prática a sua meta principal. 

A partir disso, é possível pensar no seu perfil, ou seja, na sua capacidade de tolerar riscos. Basicamente, existem três alternativas:

  • conservador: prefere a segurança e tem baixa tolerância a perdas;
  • moderado: opta por arriscar um pouco mais, desde que o potencial de retorno seja maior;
  • arrojado: deseja ter a máxima rentabilidade, ainda que isso implique maior chance de perdas.

Ao aliar objetivo e perfil de investidor, veja quais riscos vale a pena correr. Por exemplo: se você tem 40 anos e quer uma boa aposentadoria, deve evitar perdas, porque a chance de recuperação é menor. Agora, se tem 20 anos, vale a pena ter uma atitude diferente para tentar ganhar acima da média.

Perceba que, nessa análise, o prazo já é considerado. Por isso, tenha em mente que objetivos de curto ou médio prazo exigem adotar uma postura conservadora ou moderada. Para um período maior, é interessante arriscar um pouco mais.

Lembre-se: por mais que R$ 1 milhão pareça muito dinheiro, é preciso ter cuidado. A inflação corrói o poder de compra do seu dinheiro no longo prazo. Por isso, é preciso conhecer bem as opções de investimento para proteger seu capital.

Segundo passo: entenda os tipos de investimento existentes no mercado

As opções oferecidas no mercado são divididas em renda fixa e variável. Você pode — e deve! — escolher mais de uma dessas categorias, de acordo com seu perfil e objetivo. No entanto, é importante também considerar a rentabilidade e, mais que isso, a diversificação de investimentos.

Investir em diferentes produtos é a maneira mais eficiente de aumentar o potencial de retorno e, ao mesmo tempo, diminuir ao máximo os riscos corridos. É claro, cada ativo tem pesos diferentes dentro da carteira e é isso o que a mantém equilibrada.

Vamos ver a seguir algumas opções dentre de cada família de investimentos.

Renda fixa

Os ativos de renda fixa são os mais indicados para quem tem perfil conservador e para quem deseja evitar perdas. O risco, nesse caso, é mínimo, e muitas opções contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Por isso, você consegue aliar remuneração e estabilidade.

Entre as opções a aplicar, estão:

  • Certificado de Depósito Bancário (CDB);
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA);
  • Letra de Câmbio (LC);
  • debêntures;
  • Tesouro Direto.

As aplicações LCI, LCA e debêntures de infraestrutura são isentas de Imposto de Renda (IR). As outras têm a incidência desse tributo, conforme a tabela regressiva, que vai de 22,5% (para investimentos de seis meses) a 15% (para mais de dois anos).

Perceba que a renda fixa é uma excelente opção para objetivos de curto e médio prazos. A remuneração, em todos os casos, pode ser:

  • prefixada: o retorno já é conhecido antes da contratação;
  • pós-fixada: a remuneração varia de acordo com um indexador, como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ou a Selic, taxa básica de juros da economia;
  • híbrida: o rendimento tem uma taxa fixa e mais uma que varia conforme determinado índice.

O CDI é a taxa utilizada como referência para as operações entre os bancos. Geralmente, fica próximo à Selic.

Renda variável

Essa alternativa é válida para diversificar os investimentos e aumentar o retorno. O ideal é aplicar parte do dinheiro nesses investimentos. O percentual deve variar de acordo com o seu perfil e objetivo.

Vale a pena destacar que, aqui, o risco é maior. Por isso, o melhor é investir no longo prazo, para que as oscilações do mercado sejam suavizadas e possíveis perdas sejam compensadas.

Vale lembrar que, diferente da renda fixa, o retorno nunca é conhecido no momento da compra e nem pode ser estimado com base em índices de mercado. Entre as opções existentes estão:

  • ações;
  • dólar;
  • fundos cambiais etc.

Fundos multimercados

A última opção são fundos de investimentos multimercado, que contemplam ativos da renda fixa e variável. Por isso, já é uma forma de diversificar a carteira. 

Esse tipo de aplicação funciona como um condomínio, ou seja, você adquire uma cota e existe um gestor especializado, que busca o rendimento de acordo com a política estabelecida.

Existem opções de fundos multimercados mais voltados para a renda fixa e outros que pendem para a variável. De toda forma, há um nível intermediário de risco, com possibilidade de potencialização do retorno.

Terceiro passo: defina qual é o risco que você pode correr

Cada pessoa precisa saber qual é sua tolerância aos riscos para definir se o seu perfil é conservador, arrojado ou moderado. Ficou muito difícil fazer essa avaliação? Então, vale a pena fazer o teste que identifica esse aspecto.

Qualquer consultora ou corretora de investimentos é obrigada a realizar essa análise antes de você começar a aplicar seu dinheiro. A ideia é responder a algumas perguntas e, então, definir o seu perfil.

Com base nisso, é preciso montar sua estratégia. Contar com uma consultora, como a Magnetis, é a melhor forma de viver de renda. Com essa ajuda especializada, você tem uma carteira de aplicações financeiras formada para potencializar o seu rendimento e diminuir o risco ao máximo, de acordo com o seu perfil.

Quanto você teria se tivesse investido R$ 1 milhão ao longo de 10 anos?

Aplicar seu capital por 10 anos é o primeiro passo para viver de renda. Mas é preciso aplicar seu capital da maneira certa para chegar lá. É por isso que criamos três simulações, a fim de que você saiba onde investir R$ 1 milhão e como obter o máximo rendimento para cada perfil: conservador, moderado e arrojado. Vamos lá?

Carteira de baixo risco

Pretende aplicar seu dinheiro mais em renda fixa? A carteira de baixo risco é a melhor opção. Ela é super conservadora, ou seja, opta pelo máximo de segurança e oferece liquidez. Por isso, é uma boa opção considerar aplicações de 50% na renda fixa e 50% em fundos de diversificação na mesma modalidade.

A primeira parte é formada por CDBs, LCIs e LCAs com vencimento maior que dois anos. O restante é aplicado em títulos de crédito privado com remuneração acima do CDI. Diante dessa consideração, uma simulação dessa carteira mostra que, ao investir por 10 anos, você chega a acumular R$2.207.171,80, o que significa um rendimento de R$1.207.171,80

Carteira de médio risco

Está um pouco mais disposto a correr riscos? Então, vale a pena diversificar um pouco mais, ainda com a base dos investimentos na renda fixa. Aqui, já são consideradas as ações e os fundos multimercado, mas com menor percentual.

Nesse caso, a simulação para o prazo de 10 anos traz um resultado de até R$2.904.504,91. Ou seja, o seu rendimento nesse período seria de R$1.904.504,91.

Carteira de alto risco

Gosta de correr risco com a chance de ganhar mais? A renda variável é a escolha certa. As ações e os fundos multimercados são a preferência aqui e compõem, portanto, a maior parte da carteira.

A simulação de alto risco para R$1 milhão pelo período de 10 anos com o objetivo de viver de renda traz resultados de até R$3.609.525,50. É bom observar que todas as carteiras trazem um cenário otimista, realista e pessimista. Nesse caso, a realista é de R$3.073.642,64. Assim, o rendimento vai de R$2.073.642,64 em um cenário a R$2.609.525,50 no outro.

Apesar dessa diferença, acredite: com o apoio de uma boa consultoria de investimentos, você pode chegar lá.

Então, agora que você sabe onde investir R$1 milhão, que tal entender melhor como funciona uma consultoria de investimentos? Confira 5 perguntas e respostas sobre a consultoria de investimentos e tire suas dúvidas sobre esse serviço!

Luciano

Malena Oliveira é jornalista especializada em Finanças Pessoais e redatora na Magnetis.

consultoria de investimento
curso de investimento
Avaliar o post
consultoria de investimento
curso de investimento