Veja 5 maneiras de como e onde investir 10 mil reais

por Mariana Congo

Sabia que muita gente ainda deixa dinheiro parado na conta-corrente ou na poupança por não saber como começar a investir? Se você está buscando alternativas, vai saber a partir de agora onde investir R$ 10 mil.

Veja mais: Sabia que na Magnetis você pode começar investindo R$ 1 mil? Monte seu plano grátis!

Muitas pessoas têm receio de fazer investimentos. Tanto a questão cultural quanto a falta de informação sobre o assunto fazem com que muitos deixem de ganhar dinheiro com o rendimento de suas economias. 

Pensando nisso, preparamos este post para ajudar você a descobrir quais são as principais opções que o mercado oferece. Vamos começar?

Onde investir R$ 10 mil: comece definindo o seu objetivo

Você deve ter um sonho, certo? Quase todo mundo tem algo que ainda quer realizar.

Ter uma meta é importante quando pensamos em investimentos. Para realizar essa meta você deve não só economizar, mas também ter um planejamento financeiro. Infelizmente, muitos acabam ficando perdidos no meio do caminho por não terem definido onde querem chegar.

Definir seus objetivos financeiros pode parecer um pouco complicado, mas na verdade não é. Ganhar mais dinheiro, por exemplo, pode ser uma boa meta. Mas qual a motivação por trás deste desejo? Viajar, casar, estudar fora, trocar de carro, dar entrada em um apartamento? O dinheiro é um meio para obter o que você quer.

De forma simples, seu objetivo financeiro pode ser qualquer coisa que você queira fazer e que demande recursos financeiros.

Vale destacar que você pode até mesmo ter diferentes objetivos, de curto, médio ou longo prazos. Mas é importante que você se faça algumas perguntas. Vai precisar dos rendimentos no curto ou no longo prazo? Tem uma boa reserva de emergência?

Antes de pensar em investir para um objetivo de longo prazo, por exemplo, você deve ter pelo menos uma reserva de emergência. Ela é fundamental para qualquer investidor, e deve ser o primeiro passo para começar a investir.

Algo que precisa ficar claro é que não existem fórmulas mágicas que sejam válidas para todo mundo. E mais: também não há garantias absolutas de sucesso. Mas acredite, começar definindo um objetivo é o primeiro passo para que você possa investir de forma correta.

Tenha em mente que o mercado é um tanto imprevisível — e o melhor investimento para você pode não ser o mais indicado para outra pessoa. Para descobrir qual é a opção ideal para o seu caso, é muito importante definirmos seu perfil enquanto investidor.

Saiba qual é o seu perfil de investidor

Você se sente confortável com o risco? Tem uma vida financeira planejada ou cheia de altos e baixos? Como você lida com perdas financeiras?

Se você nunca parou para se fazer essas perguntas, então este talvez seja o momento ideal para refletirmos sobre o assunto. Tais questionamentos são importantes para identificar o chamado “perfil de investidor”. Você sabe qual é o seu?

É a partir dele que podemos separar opções de investimentos que sejam mais adequadas para você. Assim, é possível encontrar aplicações que conciliam rentabilidade, liquidez e risco, para atender a sua necessidade.

Conservador

O investidor conservador é aquele que não gosta de ver uma flutuação muito grande no preço dos títulos e também rejeita a possibilidade de perdas no patrimônio. Em outras palavras, a pessoa preza pela segurança, mesmo que isso signifique ceder um pouco mais com relação às suas pretensões de rentabilidade ou de liquidez. Também pode ser quem já conseguiu conquistar um patrimônio um pouco maior ao longo da vida e deseja apenas que ele se multiplique no longo prazo, sem possibilidade de perdas.

Moderado

Moderado é o investidor que mescla as características do perfil conservador com o arrojado. Assim, a carteira de investimentos combina produtos de renda fixa com renda variável, fazendo com que possa ter alguma segurança e, ao mesmo tempo, correr risco para ter uma possibilidade elevada de lucro.

Arrojado

O investidor arrojado é aquele que prioriza a rentabilidade, mesmo que isso signifique um investimento um pouco mais arriscado. Na prática, ele pode experimentar enormes ganhos e, também, grandes perdas. No mercado, dizem que são pessoas com maior apetite a risco.

Esse perfil pode, mas não necessariamente, combinar com jovens, casais sem filhos ou qualquer outra pessoa que ainda não tenha patrimônio expressivo e quem tem um horizonte de investimento de mais longo prazo.

Conheça opções de investimento

Títulos Públicos

Se você se considera mais conservador, então os títulos da dívida pública já são uma boa forma de conseguir uma rentabilidade melhor do que a da poupança. Isso é possível de ser feito sem precisar elevar o risco de sua carteira de investimentos.

A rentabilidade pode não ser das mais elevadas, mas, pelo menos, você já tem a possibilidade de conhecê-la no momento da aplicação. Outro ponto positivo é que títulos do Tesouro Direto têm liquidez diária. O Tesouro Selic, por exemplo pode ser interessante para formar a sua reserva de emergência.

Títulos Privados: CDBs, LCAs, LCIs

Existem outras opções em renda fixa igualmente seguras mas que podem oferecer rentabilidade mais atrativa. São os títulos de renda fixa privada, em sua maior parte emitidos por bancos. Ou seja ao invés de “emprestar” seu dinheiro para o governo, como no caso dos títulos públicos, você pode fazer isto com bancos comerciais e assim ter melhores rendimentos.

As Letras de Crédito Agrícola ou Imobiliário (LCA e LCI), assim como os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), são exemplos desta modalidades de investimentos. Todos eles são considerados investimentos de baixo risco, porque são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que funciona como um seguro para os seus investimentos. É um mecanismo que dá mais segurança aos investimentos de renda fixa, especialmente em títulos de bancos de menor porte, que são distribuídos via corretoras.Caso o banco em que você aplicou seu dinheiro tem algum problema e quebra, o FGC devolve seu dinheiro. O limite é de R$ 250 mil por CPF e instituição. Porém, para as aplicações feitas a partir de 22 de dezembro de 2017, passou a valer um l imite global de R$ 1 milhão por investidor.

A cobertura do FGC vale para depósitos bancários, conta poupança, CDB, LCI, LCA entre outros produtos. Ou seja, é uma das principais vantagens para quem opta por investir em um destes produtos e ideal para quem não quer correr riscos de ter grandes perdas. Um ponto importante: diferente dos títulos públicos, esse títulos privados podem não ter liquidez diária, permitindo resgate apenas no vencimento do título. Então é importante ficar atento a este detalhe para não comprometer o seu planejamento financeiro.

Ações e ETFs

Se você tem um perfil arrojado, e está disposto a correr mais risco pela possibilidade de ter rendimento maior, você pode investir no mercado de ações. Porém, diferente da renda fixa, neste tipo de aplicações não é possível prever retornos. Você pode inclusive incorrer em perdas!

Exatamente por isso, estas aplicações são classificadas como sendo de renda variável e de alto risco. Ou seja só recomendados para investidores com perfil arrojado ou moderado, em menor parte. Caso este seja o seu caso, você pode investir em ações de diferentes empresas como forma de diluir o seu risco, mas se quiser investir neste mercado de forma mais eficiente a melhor opção são os chamados ETFs (Exchange Traded Funds).

Também conhecidos como fundos de índices, eles tentam replicar índices de ações como o Ibovespa por exemplo, e assim diminuir o risco além de garantir maior diversificação para o investidor. Ou seja investindo em um ETF que siga o Ibovespa, você estará investindo nas ações das mais de 60 companhias que ele acompanham. Essa é uma excelente vantagem, por seria quase impossível fazer tudo sozinho.

Carteira diversificada

Como você viu, existem diferentes opções de investimento para os três tipos de investidor. Mas a dica de ouro é que independentemente de seu perfil, procure sempre diversificar sua carteira, para controlar os riscos.

Mesmo que decida aplicar todo o seu dinheiro na bolsa, por exemplo, certifique-se de que esteja comprando ações de empresas de segmentos diferentes. Assim, se um setor entrar em crise, você ainda tem os rendimentos relativos aos demais. Ou mesmo se quiser colocar tudo em renda fixa, tente aplicar em diferentes aplicações. Claro, isto é uma decisão bastante pessoal sua, mas volto a reforçar: contar com uma carteira de investimentos com diversificação costuma sempre ser a melhor saída.

Quer ver na prática por que adotar a estratégia de ter uma carteira pode garantir melhores resultados? Confira as simulações nos cenários a seguir:

magnetis invista no que importa simule gratis

Quanto você teria se tivesse investido R$ 10 mil ao longo de 10 anos?

Cenário 1: Carteira de baixo risco

Se você tem o perfil conservador e não quer correr riscos, saiba que também existe uma opção de carteira diversificada para você. Na Magnetis temos a carteira de Risco 1, que é a considerada menos arriscada. Ele aloca 50% do seus investimentos em títulos de renda fixa de médio e longo prazos, e outros 50% em fundos de curto prazo. Desta forma, enquanto as aplicações de curto prazo protegem seu dinheiro da variação da taxa de juros do mercado, as de médio e longo prazos oferecem rendimentos acima do CDI.

Quer ver por que ela pode ser ideal? Se você tivesse investido R$ 10 mil dessa forma em 2007, dez anos depois teria R$ 26.905,61. Caso não tivesse diversificado, mas apenas colocado todo o dinheiro em um fundo que rendesse 100% do CDI, você teria hoje R$ 25.550,55, ou seja, R$ 1.355,06 a menos, conforme mostra o gráfico abaixo.

O resultado seria ainda pior se você tivesse deixado os mesmo R$ 10 mil aplicados na poupança. Você teria apenas R$ 20.210,05, ou seja, R$ 6.695,56 a menos, conforme mostra o gráfico abaixo. Ou seja uma diferença bem mais considerável.

Cenário 2: Carteira de médio risco

Supondo agora que você estivesse disposto a correr riscos um pouco mais, e tivesse investido os mesmos R$ 10 mil em uma outra carteira nossa, distribuída da seguinte forma: 50% em títulos privados de renda fixa; 40% em um fundo de curto prazo e 10% em ações. O resultado seria este abaixo:

Ou seja um rendimento ainda melhor: R$ 28.998,80. Note que se também não tivesse diversificado, e somente colocado todo o dinheiro em um fundo que rendesse 100% do CDI, você teria hoje R$ 3.448,25 a menos. Na poupança, o efeito teria sido ainda pior: R$ 8.788,75! É bastante dinheiro, não é mesmo?

Cenário 3: Carteira de alto risco

Se você já se impressionou com estas duas simulações, se prepare. A próxima simulação é para a nossa carteira mais arriscada, portanto é importante deixar claro que ela só é recomendada para investidores com perfil mais arrojado. Ela é distribuída da seguinte forma: 40% em títulos privados de renda fixa; 30% em um fundo de curto prazo e 30% em ações. Se tivesse investido os R$ 10 mil há dez anos atrás, você teria hoje incríveis R$ 30.094,56, enquanto se tivesse seguido apenas 100% do CDI teria R$ 4.544,01 a menos.

Já na poupança, teria perdido: R$ 9.884,51! Incrível, não?

Faça a sua simulação gratuita e descubra onde investir R$ 10 mil

Como você viu existem diversas possibilidades para investir R$ 10 mil. E opções melhores para quem investe com diversificação. Estas foram apenas algumas simulações.

Você pode fazer outros testes de acordo com o seu caso, os seus objetivos e seu perfil.

Faça uma simulação gratuita na plataforma da Magnetis e comece hoje mesmo a melhorar seus investimentos.

Mariana Congo é Gerente de Comunicação da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais.

Veja 5 maneiras de como e onde investir 10 mil reais
Avaliar o post