Saiba onde investir R$ 100 mil com objetivo de longo prazo

por Vinicius Maeda

Escolher onde investir 100 mil reais é uma tarefa que merece especial atenção. A decisão que você toma hoje pode significar uma perda ou ganho de dezenas de milhares de reais lá na frente.

Conforme os gráficos que você verá neste artigo, quem investiu R$ 100 mil há 10 anos teria hoje:

  • R$ 202 mil se tivesse aplicado tudo na poupança;

  • R$ 255 mil se aplicasse em papéis que rendessem 100% do CDI (um indicador de renda fixa);

  • R$ 266 mil se tivesse aplicado de acordo com a carteira de mais baixo risco da Magnetis.

Os ganhos poderiam ser ainda mais altos para os investidores mais arrojados. Quem fizesse uma aplicação igual à de uma carteira de risco médio da Magnetis poderia ter hoje R$ 289 mil - uma diferença de quase R$ 90 mil em relação ao rendimento da poupança.

Então o ideal seria uma carteira de risco médio? Depende.

Como ninguém é capaz de prever o futuro dos investimentos com precisão, não é possível cravar uma resposta única. Ninguém pode dizer com segurança “esta carteira com certeza será a melhor opção de investimento do mercado nos próximos cinco anos”.

Por isso, o melhor não é tentar adivinhar o futuro. Voltando à pergunta original: onde investir 100 mil?

É preciso entender bem três conceitos:​

  • Qual é o seu objetivo com esta aplicação
  • Quais são os tipos de investimento que existem no mercado
  • Qual é o seu perfil como investidor

Neste post vou explicar todos esses pontos.

Onde investir 100 mil reais: defina o seu objetivo e prazos

O objetivo e o perfil do investidor são coisas diferentes, mas estão relacionadas. Se você está guardando dinheiro para dar entrada em um apartamento, provavelmente você não está disposto a correr muito risco. Imagine se você perde 30% desse valor nos próximos dois anos?

Já se o objetivo for juntar um patrimônio para se aposentar daqui a 20 anos, é possível que você esteja disposto a correr certo risco com ações, pois se os papéis caírem nos próximos anos, ainda dá tempo de eles se recuperarem depois e de você ter a chance de ganhar acima da média do mercado.

Normalmente, para objetivos de curto ou médio prazo, é recomendável não se expor muito ao mercado de ações. Para o longo prazo, já é indicado.

E então, já sabe qual é o seu objetivo e quando vai precisar dos R$ 100 mil?

Tenha essa resposta em mente e veja agora os tipos de investimento existentes no mercado.

Conheça as modalidades de investimento existentes no mercado

Existem os ativos de renda fixa e os de renda variável. Também existem fundos que mesclam os dois perfis, que são os fundos multimercado. Veja as diferenças.

Renda fixa

Os ativos de renda fixa são aqueles que, desde o momento em que são lançados, já se sabe quanto eles vão render ou como será calculado o rendimento. Por exemplo, a poupança, os fundos de renda fixa ou DI, títulos do Tesouro Direto, debêntures (papéis que representam dívida das empresas) etc.

Uma das referências do mercado de renda fixa é o chamado CDI – Certificado de Depósito Interbancário. O CDI é um papel que os bancos emitem quando vão tomar dinheiro emprestado de outros bancos.

Quando uma pessoa diz “este investimento está rendendo 100% do CDI”, significa que se você aplicar nele vai ganhar o mesmo que um banco ganha quando empresta para outro banco.

O CDI fica sempre muito próximo ao valor da taxa básica de juros (a Selic), que é definida pelo Banco Central.

Os investimentos de renda fixa podem ser prefixados ou pós-fixados. Nos prefixados você sabe hoje exatamente quanto vai receber na data de vencimento. No caso dos pós-fixados, você não sabe quanto vai ganhar, mas sabe qual será a fórmula usada para calcular o rendimento.

Renda variável

Nos ativos de renda variável, diferentemente, a remuneração não é conhecida no momento da compra, e também não há uma fórmula que defina o rendimento.

Quando você investe na ação de uma empresa você não sabe quanto ela vai valer daqui a um ano ou dois – ou mesmo daqui a um minuto! Tudo depende de existir ou não alguém disposto a pagar o preço pelo qual você quer vender.

Além das ações de empresas, são ativos de renda variável os fundos de ações, o dólar e os fundos cambiais, entre outros.

Nota-se, então, que o risco é muito maior na renda variável, embora seja possível levar calote e perder dinheiro também na renda fixa.

Fundos Multimercados

Os fundos multimercados nada mais são do que fundos de investimento que incluem tanto papéis de renda fixa como de renda variável. Por isso, oferecem um nível intermediário de risco.

Agora você pode se perguntar:

- Mas então, e os meus R$ 100 mil, devo investir em renda fixa, e quanto em renda variável?

A resposta vai depender do seu perfil de investidor – em outras palavras, da sua disposição de correr riscos.

Saiba o quanto você está disposto a correr risco

Além do objetivo de investimento, a personalidade também influencia o grau de disposição ao risco de cada um. Vamos pensar em alguns exemplos.

1. Você investiu durante 10 anos para dar entrada em um apartamento. Durante esse tempo, você aplicou apenas em renda fixa, e o dinheiro rendeu o suficiente para acompanhar o aumento do preço dos imóveis. Assim, você conseguiu dar entrada em um apartamento de dois quartos, do jeito que previa.

Porém, você fez as contas e viu que, se tivesse investido em ações, poderia ter hoje um patrimônio 30% maior, e isso lhe permitiria dar entrada em um apartamento de três quartos na mesma região. Qual das opções abaixo mais combina com a sua personalidade?

a) Eu estaria profundamente arrependido de ter investido em renda fixa, por ter perdido a oportunidade de obter mais conforto para mim e para a minha família.

b) Eu estaria um pouco incomodado por saber que poderia ter ganhado mais se tivesse aplicado em ações, mas ao mesmo tempo estaria feliz porque não corri o risco de ter perdido parte do meu patrimônio (ninguém poderia prever que as ações iriam subir, certo?) e consegui um apartamento como o esperado, com o dinheiro que juntei a partir do meu trabalho.

2. Agora imagine a situação oposta: você queria dar entrada em um apartamento e montou uma carteira arrojada, com alta exposição a risco. Só que a Bolsa caiu em vez de subir, e hoje seu patrimônio é 30% menor do que o esperado. Você terá que se contentar com um imóvel menor do que o previsto. Qual seria a sua reação?

a) Eu estaria um pouco chateado, mas conformado. Meu desejo era aproveitar a alta do mercado, caso houvesse. Sempre estive ciente dos riscos de investir em ações e sabia que poderia perder patrimônio. Bola para frente.

b) Eu estaria inconsolável. Afinal, eu trabalhei, fiz minha parte, juntei o dinheiro, e não é justo que eu não possa comprar o apartamento.

Se você respondeu “a” nas duas situações, seu perfil está mais próximo do arrojado; se respondeu “b”, deve ser uma pessoa mais conservadora em termos de investimentos.

Caso tenha marcado “b” e “a”, respectivamente, você é capaz de se adaptar a imprevistos e tem maturidade para entender que, na renda fixa ou na variável, sempre há risco de perder dinheiro ou deixar de ganhar, e isso é normal.

Já se a sua opção foi “a” e depois “b”, você provavelmente não se conformou com o fato de que o mercado nunca é totalmente previsível.

É preciso entender que o sucesso do investidor não está em acertar todas, e sim em saber montar uma carteira de acordo com o seu perfil e voltada para os seus objetivos.

E aí?

Já sabe se você tem um perfil mais conservador, moderado ou arrojado?

Quanto você teria se tivesse investido R$ 100 mil ao longo de 10 anos?

Fizemos alguns testes para você visualizar como carteiras de riscos diferentes se comportam.

Para isso, analisamos a rentabilidade de 100 mil ao longo dos últimos 10 anos.

Cenário 1: Carteira de baixo risco

Você acredita que é conservador, e quer colocar todo o seu dinheiro em renda fixa? Mesmo nesses casos, diversificar é importante.

Existem diversos tipos de investimento dentro da renda fixa, como explicamos acima, e todos eles têm algum grau de risco. A diversificação reduz a volatilidade das carteiras e traz ganhos mais consistentes a longo prazo.

O que acha, por exemplo, de colocar 50% em títulos de renda fixa de médio e longo prazo, e outros 50% em papéis de curto prazo? Essa é a composição de uma das carteiras da Magnetis. Se você tivesse investido R$ 100 mil dessa forma em 2007, dez anos depois teria R$ 266.217.

Nessa composição, enquanto os papéis de curto prazo protegem seu dinheiro da variação da taxa de juros do mercado, os de médio e longo prazos oferecem rendimentos acima do CDI.

Caso não tivesse diversificado, mas apenas colocado todo o dinheiro em um fundo que rendesse 100% do CDI, você teria hoje R$ 255.868, ou seja, R$ 10.000 a menos, conforme mostra o gráfico abaixo.

Já se tivesse aplicado tudo na poupança, teria somente R$ 202 mil.

Onde investir 100 mil com baixo risco

Cenário 2: Carteira de risco médio

Supondo agora que você estivesse um pouco mais disposto a correr riscos, e tivesse investido os mesmos R$ 100 mil em uma outra carteira nossa, distribuída da seguinte forma: 80% em títulos privados de renda fixa; 10% em um fundo de curto prazo e 10% em um fundo multimercado. O resultado seria este abaixo.

Onde investir 100 mil com risco médio

Você teria um patrimônio de R$ 288.924 em 2017 – ou mais de R$ 33 mil a mais do que se tivesse colocado no CDI e R$ 86 mil a mais do que se aplicasse na poupança.

Cenário 3: Carteira de risco alto

Vamos pensar em um cenário um pouco mais arrojado. Uma das carteiras da Magnetis distribui as aplicações da seguinte forma: 50% em títulos privados de renda fixa; 20% em um fundo multimercado; 20% em ações e 10% em um fundo de curto prazo. Quem investiu dessa forma em 2007, teria R$ 274 mil em 2017, ou R$ 18 mil a mais do que se tivesse aplicado só em CDI.

Onde investir 100 mil com alto risco

Como transformar R$ 100 mil em R$ 1 milhão

Para quem já tem R$ 100 mil e quer chegar a R$ 1 milhão nos próximos dez anos, é possível projetar quanto teria que investir por mês, dependendo da carteira escolhida. Preparamos mais três cenários com simulações.

Cenário 4: carteira de baixo risco

Se você quer chegar a R$ 1 milhão sem correr riscos, precisará investir R$ 100 mil agora e aplicar mais R$ 4.200 por mês, ao longo de dez anos, conforme mostra o gráfico abaixo.

Investindo 100 mil em carteira de baixo risco

Caso não possa fazer aportes tão grandes por mês, você pode aplicar R$ 1.500 por mês ao longo de 17 anos.

Cenário 5: carteira de risco médio

Considerando a mesma carteira da Magnetis do cenário 2, a projeção é de que você precisará aportar R$ 3.400 por mês ao longo de dez anos – sempre considerando um investimento inicial de R$ 100 mil.

Investindo 100 mil em carteira de risco médio

Se os aportes mensais forem de R$ 1.000, nossa estimativa é de que você chegue a R$ 1 milhão após 16 anos.

Cenário 6: carteira de risco alto

Aqui, como se trata de uma carteira mais instável, vale a pena frisar que estamos falando de probabilidades.

Se você começar com R$ 100 mil e aplicar mais R$ 2.000 por mês, nós calculamos que você terá:

  • ​98% de chance de atingir R$ 1 milhão após 14 anos;
  • 57% de chance de atingir R$ 1 milhão ao longo de 12 anos;
  • 18% de chance de chegar a R$ 1 milhão em 11 anos.

Faça a sua própria simulação e descubra onde investir 100 mil

Estas foram apenas algumas simulações, tomando por base cenários hipotéticos. Você pode fazer outros testes de acordo com o seu caso, os seus objetivos e o seu perfil. Não importa se você tem hoje R$ 15 mil, R$ 100 mil ou R$ 1 milhão, ou se você pode aportar R$ 3 mil ou R$ 10 mil por mês.

Descubra como atingir seus objetivos com a ferramenta de simulação de plano de investimento da Magnetis.

Vinicius Maeda

Vinicius Maeda é Diretor de Relações com Investidores da Magnetis.

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  • Bruno Paschoali

    Excelente artigo! Parabéns e obrigado.

    Apenas lembrando que esses aportes mensais nos cenários dos R$ 100.000,00 pra virar R$ 1 mi, sempre precisariam ser de, no mínimo, R$ 3.000,00, caso o investimento fosse pela Magnetis. Ou seja, cenários como o exemplo de alcançar R$ 1 mi em 17 anos investindo R$ 1.500,00 por mês, só se não utilizasse o serviço de vocês, ou fizesse aporte de R$ 3.000,00 a cada 2 meses, mas aí muda um pouco o cenário também.

    • Oi Bruno! @brunopaschoaliregis Você tocou num bom ponto. Até ontem o investimento mínimo para adicionais na Magnetis era de R$ 3 mil, como você disse. Mas estamos lançando esta semana uma atualização no algoritmo que permitirá que os aportes adicionais sejam feitos a partir de R$ 100. Assim, fica mais fácil executar esses cenários de investimento com a própria Magnetis. https://magnetis.zendesk.com/hc/pt-br/articles/206687778-Qual-%C3%A9-o-valor-m%C3%ADnimo-de-aplica%C3%A7%C3%A3o-adicional- Grande abraço! 🙂

      • Bruno Paschoali

        Hmmm, bacana. Estava faltando isso mesmo pra vocês atingirem mais gente, aumentarem o leque. O problema é sempre que aporte pequeno fica difícil alocar, ainda mais quando falamos de títulos que exigem investimentos mínimos. De toda forma, é só a minha opinião, vocês sabem muito mais do que eu do assunto e, com certeza, previram isso 🙂

        Obrigado.