Quer saber onde investir R$ 20 mil? Descubra agora!

por Malena Oliveira

Você tem algum dinheiro reservado e quer fazê-lo render mais? Não tem ideia de onde aplicá-lo? Não se preocupe! Estas são perguntas bem comuns para quem quer investir.

Infelizmente, muitas pessoas ainda deixam dinheiro parado na conta-corrente ou na poupança, mesmo sabendo que o rendimento é ruim. E isso justamente porque elas não sabem por onde começar a aplicar.

Pensando nisso, preparamos este post para ajudar você a descobrir onde investir R$ 20 mil. Você pode ser um investidor conservador, moderado ou agressivo, mas o mais importante é investir de acordo com o seu perfil e objetivos.

No exemplo a seguir, simulamos um investimento de R$ 20 mil em um período de 10 anos. Comparamos investimentos e na poupança, em uma aplicação de renda fixa que segue o CDI e em uma carteira de baixo risco da Magnetis:

Investindo R$ 20 mil, você teria em 10 anos um resultado de:

  • R$ 40 mil se tivesse aplicado tudo na poupança;

  • R$ 51 mil se tivesse aplicado em papéis que rendessem 100% do CDI ;

  • R$ 54 mil se tivesse aplicado na carteira de mais baixo risco da Magnetis.

Antes de entender como obter esses resultados, é importante definir alguns detalhes antes. Vamos a eles.

Onde investir R$ 20 mil: comece definindo o seu objetivo

Você deve ter um sonho, não é mesmo? Ter uma meta é importante quando pensamos em investimentos.  Para realizar esse objetivo você deve não só economizar, mas também fazer um planejamento financeiro. Isso pode parecer complicado, mas na prática não é.

Infelizmente muita gente acaba ficando perdida com suas finanças exatamente por não definir onde quer chegar. Ganhar mais dinheiro pode ser o objetivo de todo investidor. Mas qual a motivação por trás deste desejo? Viajar, casar, estudar fora, trocar de carro, dar entrada em um apartamento? Isso precisa estar claro em seu planejamento para que você mantenha a disciplina ao investir.  

De forma simples, seu objetivo financeiro pode ser qualquer coisa que você queira fazer, mas dependa de uma sobra de dinheiro para concretizar seus planos.

Vale destacar que você pode até mesmo ter diferentes objetivos, que podem mirar prazos imediatos ou um futuro mais distante..O importante é que você se faça algumas perguntas: você vai precisar dos rendimentos no curto ou no longo prazo? Tem uma boa reserva de emergência?  

Algo que precisa ficar claro é que não existem fórmulas mágicas para atingir seus objetivos financeiros. E mais: também não há garantias absolutas de sucesso. Mas acredite, começar definindo uma meta é o primeiro passo para que você possa investir de forma correta.

Tenha em mente que o mercado é imprevisível — e o melhor investimento para você pode não ser o mais indicado para outra pessoa. Para descobrir qual é a opção ideal para o seu caso, é muito importante definir seu perfil enquanto investidor e qual é o seu horizonte para realizar seus objetivos financeiros.

Saiba qual é o seu perfil de investidor

Você se sente confortável com o risco? Tem uma vida financeira bem planejada ou cheia de altos e baixos? Como você lida com perdas financeiras?

Se você nunca parou para se fazer essas perguntas, então este talvez seja o momento ideal para refletirmos sobre o assunto. Tais questionamentos são importantes para identificar o chamado “perfil de investidor”. Você sabe qual é o seu?

É a partir dele que podemos escolher opções de investimentos que sejam mais adequadas para você. Assim, é possível encontrar aplicações que conciliam rentabilidade, liquidez e risco para atender a sua necessidade.

Conservador

O investidor conservador é aquele que não gosta de ver uma flutuação muito grande nos seus investimentos e também rejeita a possibilidade de perdas no patrimônio. Em outras palavras, a pessoa preza pela segurança, mesmo que isso signifique ter um rendimento menor.

O investidor conservador também pode ser quem já conseguiu conquistar um patrimônio maior ao longo da vida e deseja apenas que ele se multiplique no longo prazo, sem possibilidade de perdas.

Moderado

Moderado é o investidor que mescla as características do perfil conservador com o arrojado. Assim, a carteira de investimentos combina produtos de renda fixa com renda variável, trazendo segurança e, ao mesmo tempo, um pouco de risco para aumentar a possibilidade de lucro.

Arrojado

O investidor arrojado é aquele que prioriza a rentabilidade, mesmo que isso signifique um investimento um pouco mais arriscado. Na prática, ele pode ter ganhos maiores, mas também compreende que está sujeito a perdas. No jargão do mercado, essas pessoas têm maior apetite a risco.

Esse perfil está mais associado a quem tem um horizonte de investimento de longo prazo.

Conheça opções de investimento

Dependendo do seu perfil, a composição da sua carteira pode ter maior percentual de aplicações em renda fixa ou renda variável. O importante é ter instrumentos das duas modalidades, porém com proporções diferenciadas. Veja a seguir as principais características dessas duas categorias de investimento:

Renda fixa

Quando você aplica em renda fixa seu objetivo é investir já sabendo quanto resgatará e em quanto tempo. Existem opções de aplicações renda fixa pré-fixada e pós-fixada. Nas aplicações pré-fixadas, o rendimento já é conhecido antecipadamente, desde que ele seja mantido pelo prazo definido no momento da aplicação.

No caso dos pós-fixados, os títulos estão atrelados a um indicador, como a Taxa Selic ou o CDI, por exemplo, cuja variação vai determinar qual será o retorno obtido.

Renda variável

São investimentos que estão mais sujeitos ao cenário de curto prazo no mercado e, por isso, tendem a oscilar mais.. Ao aplicar em renda variável, o investidor abre mão de saber antecipadamente quanto receberá no futuro porque acredita que será favorecido pela melhor rentabilidade no longo prazo.

Justamente por essa característica, há maior risco envolvido nesses instrumentos, podendo inclusive ocorrer a perda do capital aplicado.

Agora que você sabe que é possível aplicar tanto em investimentos de renda fixa quanto variável, veja a seguir alguns exemplos de aplicações financeiras.

Onde  investir R$ 20 mil: quais aplicações escolher

Títulos Públicos

Se você se considera mais conservador, então os títulos da dívida pública já são uma boa forma de conseguir uma rentabilidade melhor do que a da poupança. é possível fazer esse investimento sem elevar o risco de sua carteira de investimentos.

A rentabilidade pode não ser das mais elevadas, mas, pelo menos, você já tem a possibilidade de  ter uma projeção de seu rendimento no momento da aplicação. Outro ponto positivo é que títulos do Tesouro Direto têm liquidez diária. O Tesouro Selic, por exemplo pode ser interessante para formar a sua reserva de emergência.

Títulos Privados: CDBs, LCAs, LCIs

Existem outras opções em renda fixa igualmente seguras mas que podem oferecer rentabilidade mais atrativa. São os títulos de renda fixa privada, em sua maior parte emitidos por bancos. Ou seja ao invés de “emprestar” seu dinheiro para o governo, como no caso dos títulos públicos, você pode fazer isto com bancos comerciais e assim ter melhores rendimentos.

As Letras de Crédito Agrícola ou Imobiliário (LCA e LCI), assim como os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), são exemplos desta modalidades de investimentos. Todos eles são considerados investimentos de baixo risco, porque são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que funciona como um seguro para os seus investimentos. É um mecanismo que dá mais segurança aos investimentos de renda fixa, especialmente em títulos de bancos de menor porte, que são distribuídos via corretoras.Caso o banco em que você aplicou seu dinheiro vá à falência ou não consiga pagar o que foi prometido, o FGC devolve seu dinheiro, inclusive os rendimentos. O limite é de R$ 250 mil por CPF e instituição. Porém, para as aplicações feitas a partir de 22 de dezembro de 2017, passou a valer um novo limite global de R$ 1 milhão por investidor.

A cobertura do FGC vale para depósitos bancários, conta poupança, CDB, LCI, LCA entre outros produtos. Ou seja, é uma das principais vantagens para quem opta por investir em um destes produtos e é ideal para quem não quer correr riscos de ter grandes perdas.

Um ponto importante: diferente dos títulos públicos, esses títulos privados podem não ter liquidez diária, permitindo resgate apenas no vencimento. Então é importante ficar atento a este detalhe para não comprometer o seu planejamento financeiro.

Fundos multimercado

Os fundos de investimento são compostos por grupos de investidores, chamados de cotistas. Somando as cotas, o valor a ser investido é superior ao que um investidor sozinho conseguiria aplicar, assim, o rendimento tende a ser maior. Há fundos diversos no mercado, que podem ser tanto de renda fixa quanto de renda variável.

Os fundos multimercado são fundos de investimento com maior diversificação, que aliam aplicações em renda fixa e variável. O objetivo é elevar o potencial de ganho. Por isso, podem ser de moderado ou elevado risco.

Carteira diversificada

Como você viu, existem diferentes opções de investimento para os três tipos de investidor. Mas a dica de ouro é que, independentemente de seu perfil, o ideal é sempre diversificar sua carteira, para controlar os riscos.

Mesmo que você decida aplicar todo o seu dinheiro na bolsa, por exemplo, certifique-se de que esteja comprando ações de empresas de segmentos diferentes. Assim, se um setor entrar em crise, você ainda tem os rendimentos relativos aos demais.

Ou mesmo se quiser colocar tudo em renda fixa, tente aplicar em diferentes produtos financeiros. Claro, isto é uma decisão sua, mas ter uma carteira de investimentos com diversificação costuma sempre ser a melhor saída.

Quer ver na prática por que adotar a estratégia de ter uma carteira diversificada pode garantir melhores resultados? Confira as simulações nos cenários a seguir:

Quanto você teria se tivesse investido R$ 20 mil ao longo de 10 anos?

Cenário 1: Carteira de baixo risco

Se você tem o perfil conservador e não quer correr riscos, saiba que também existe uma opção de carteira diversificada para você. Na Magnetis, temos a carteira de Risco 1, que é a menos arriscada. Ela aloca 50% do seus investimentos em títulos de renda fixa de médio e longo prazos, e outros 50% em fundos de curto prazo. Desta forma, enquanto as aplicações de curto prazo protegem seu dinheiro da variação da taxa de juros do mercado, as de médio e longo prazos oferecem rendimentos acima do CDI.

Quer ver por que ela pode ser ideal? Se você tivesse investido R$ 20 mil dessa forma em 2007, dez anos depois teria R$ 53.811,20. Caso não tivesse diversificado, mas apenas colocado todo o dinheiro em um fundo que rendesse 100% do CDI, você teria hoje R$ 51.101,08, ou seja, R$ 2.710,12 a menos, conforme mostra o gráfico abaixo:

O resultado seria ainda pior se você tivesse deixado os mesmos R$ 20 mil aplicados na poupança. Você teria apenas R$ 40.420,11, ou seja, R$ 13.391,09 a menos, conforme mostra o gráfico abaixo, uma diferença bem mais considerável.

Cenário 2: Carteira de médio risco

Supondo agora que você estivesse disposto a um pouco mais de risco e tivesse investido os mesmos R$ 20 mil em uma outra carteira Magnetis , cujos ativos são distribuídos da seguinte forma: 70% em títulos privados de renda fixa; 16% em um fundo de curto prazo e 14% em ações. O resultado seria este abaixo:

Ou seja, um rendimento ainda melhor: R$ 57.997,61. Note que se você não tivesse diversificado, mas somente colocado todo o dinheiro em um fundo que rendesse 100% do CDI, você teria hoje R$ 6.896,53 a menos. Na poupança, o efeito teria sido ainda pior: R$ 17.577,50! É bastante dinheiro, não é mesmo?

Cenário 3: Carteira de alto risco

A próxima simulação é para uma carteira um pouco mais arriscada. Portanto, é importante deixar claro que ela só é recomendada para investidores com perfil mais arrojado. Ela é distribuída da seguinte forma: 20% em títulos privados de renda fixa; 17% em um fundo de curto prazo, 25% em um fundo multimercado e 38% em ações.

Se tivesse investido os R$ 20 mil há dez anos atrás, você teria hoje R$ 60.189,13. Se tivesse seguido apenas 100% do CDI teria R$ 9.088,05 a menos.

Já na poupança, teria deixado de ganhar: R$ 19.769,02!

Faça a sua simulação gratuita e descubra onde investir R$ 20 mil

Como você viu, existem diversas possibilidades para investir R$ 20 mil. E as opções são ainda melhores para quem investe com diversificação. Estas foram apenas algumas simulações.

Você pode fazer outros testes de acordo com o seu caso, os seus objetivos e seu perfil.

Assim você já consegue observar as várias opções que têm à sua disposição e identificar onde investir seu dinheiro com prazos variados. Além disso,fazer aportes mensais também eleva muito os ganhos ao final do prazo.

Gostou das simulações? Já pensou se você tivesse investidor R$ 50 mil ou R$ 100 mil ?

Faça uma simulação gratuita na plataforma da Magnetis e comece hoje mesmo a melhorar seus investimentos.

Luciano

Malena Oliveira é jornalista especializada em Finanças Pessoais e redatora na Magnetis.

5 (100%) 2 votes