Onde investir 2017: qual é o melhor investimento para você?

por Silvio Crespo | 07/12/2016

Onde investir 2017: veja recomendações de especialista em investimentos

Dezembro mal começou e você já está pensando onde investir 2017?

É nessa época que diversas matérias de sites, jornais, revistas e consultorias tentam prever quais serão as aplicações mais promissoras para o ano que se aproxima.

É possível que você se sinta um pouco confuso ou ansioso com essas notícias - e com razão!

São tantas previsões, algumas mais enfáticas ou até sensacionalistas, outras mais sóbrias.

Todas, no fundo, incertas.

Mas não se preocupe, estamos aqui para te ajudar.

Neste texto vou explicar como lidar com esse monte de informações e previsões para onde investir em 2017 e como fazer o melhor investimento possível.

Vamos falar sobre:

  • É possível adivinhar o futuro do mercado financeiro?
  • O que é market timing e por que você não quer “ser o último a saber”
  • Diferenças entre gestão ativa e passiva
  • Por que o melhor investimento envolve uma diversificação e rebalanceamento
  • Como o robo-advisor pode solucionar o seu problema de onde investir em 2017

Vamos lá?

Tentar adivinhar o melhor investimento é a pior estratégia

“Mas afinal, qual é o melhor investimento para mim? Onde investir em 2017”

Se você ainda não investe, a resposta é: o melhor investimento é começar a investir! Temos um artigo explicando como fazer isso (Como começar a investir e sair da inércia).

Se você já tem um dinheiro aplicado, o ideal é: continuar a nutrir seu portfólio com aportes adicionais, de modo a obter o maior retorno possível dentro do nível de risco que você está disposto a correr, e com a menor volatilidade que se pode ter.

Explicaremos como fazer isso mais à frente neste post, mas por enquanto o importante é ressaltar que tentar adivinhar qual vai ser o melhor investimento do ano é a pior estratégia para a pessoa física.

Vamos dar um exemplo.

Digamos que você queira fazer market timing, ou seja, fazer uma gestão ativa dos seus investimentos, tentando identificar qual é o melhor momento para comprar e para vender um determinado ativo. Pensando no cenário atual, você acha que é hora de comprar ou de vender ações da Petrobras?

Antes de responder, veja esse quadro:

Notícias que podem fazer o preço da Petrobras subir ou descer:

  • O preço do petróleo no mercado internacional
  • Os desdobramentos da operação Lava Jato
  • A capacidade do novo presidente da empresa de lidar com as questões políticas dentro da companhia
  • A probabilidade de o presidente Michel Temer usar ou não os cargos da Petrobras como meio de obtenção de apoio político no Congresso
  • O cenário macroeconômico nacional
  • A economia mundial e a Bolsa de Nova York
  • As regras para a exploração do pré-sal
  • A variação do real em relação ao dólar
  • A taxa básica de juros da economia (Selic), por sua vez influenciada pelas expectativas de inflação
  • Etc etc etc…

São tantos os fatores que influenciam o preço dos ativos, e cada um deles, por sua vez, influenciados por tantas outras variáveis… Dificilmente alguém pode fazer alguma previsão com segurança. Cada projeção parte de uma série de premissas que sempre podem mudar.

Por isso, ao invés de tentar adivinhar o futuro de um ativo em específico, o que defendemos é: uma carteira diversificada consistente e de longo prazo. Com a diversificação, você minimiza o efeito das incertezas sobre os investimentos, distribuindo os riscos.

Cuidado para não ser o último a comprar um ativo

Apesar das incertezas que naturalmente existem no mercado de investimentos, ainda se pode pensar: “Ok, mas eu acredito no meu taco e meu feeling diz que estamos entrando em uma fase de liberalização da economia brasileira e isso vai fazer bem para a Petrobras e para o mercado acionário em geral”.

Certo.

Mas será que seu feeling não está sendo influenciado por um conjunto de análises otimistas que você tem lido por aí? E quando todo mundo está otimista, será que é mesmo hora de comprar? Lembre-se de que as ações preferenciais da empresa avançaram mais de 100% em 12 meses. Será que ainda vão subir mais ou que esse é o topo?

Talvez você conheça uma história envolvendo Joseph Kennedy, pai do presidente americano John F. Kennedy. Ele teria dito, certa vez, que decidiu vender suas ações depois que um engraxate lhe contou que estava otimista com a Bolsa de Valores. “Se quem nunca compra ações está comprando, é hora de vender”, concluiu Joseph.

Pouco depois, veio a devastadora crise de 1929, em que as ações caíram mais de 80% nos meses seguintes.

Joseph Kennedy

Joseph Kennedy "previu" a quebra da Bolsa em 1929

Voltando aos tempos atuais: se você acha que a Bolsa vai subir, como preveem diversos analistas, será que você não está sendo um dos últimos a saber?

Queremos dizer que as ações da Petrobras vão cair? Não necessariamente!

Nós apenas defendemos que, para o investidor pessoa física, fazer market timing não compensa, porque ele não tem informações diferentes das que todo mundo têm acesso.

Demos o exemplo da Bolsa, mas o mesmo vale para a renda fixa, como os títulos do Tesouro Direto. Se os analistas têm repetido que os papéis prefixados serão uma boa opção para o ano que vem, será que essa expectativa já não está embutida no preço desses ativos?

Na renda fixa ou na variável, sempre existe o risco de o investidor pessoa física fazer o papel do engraxate de Joseph Kennedy e comprar na alta, acreditando estar comprando na baixa. Ao tentar descobrir quais são os melhores investimentos, você está competindo com empresas altamente especializadas e com pessoas que têm inserção nos círculos em que se tomam as grandes decisões políticas e econômicas do país.

Então, para a pessoa física a melhor opção é montar uma carteira diversificada que inclua aplicações financeiras que se beneficiam da gestão passiva, além de rebalancear seu portfólio com frequência.

Legal, mas o que significa isso?

Gestão passiva versus gestão ativa

A gestão passiva de investimentos é aquela que busca acompanhar o rendimento de um determinado indicador, chamado de “benchmark”. Por exemplo: fundos que se propõem a replicar o Ibovespa (índice das principais ações da Bolsa de Valores de São Paulo).

Já a gestão ativa se propõe a superar um benchmark. É o caso dos fundos que tentam oferecer um rendimento superior ao Ibovespa.

A gestão ativa, portanto, é mais arriscada. Afinal, para replicar um índice, basta comprar as ações que o compõem. Já para superá-lo, é preciso que o gestor se antecipe ao restante do mercado. Ele vai tentar adivinhar, antes dos concorrentes, o que vai acontecer com os ativos e tentar ganhar nessas transações.

O conceito da gestão ativa pode ser interessante, mas na prática a história é outra…

Tentar superar um benchmark dá muito mais trabalho do que simplesmente replicá-lo. Justamente por isso, os fundos com gestão ativa tendem a ter taxas de administração maiores - o que acaba “comendo” parte da sua rentabilidade. O mesmo não ocorre com os fundos de gestão passiva, como os ETFs, que têm as menores taxas de administração do mercado.

Não se trata apenas de uma questão teórica, e sim de resultados concretos. Conforme explicamos em outro post, um estudo da Morningstar constatou que, nos últimos 20 anos, somente 20% dos gestores de fundos americanos superaram o retorno do S&P 500, índice de referência da Bolsa de Nova York.

Outro estudo, da Magnetis, mostrou que os fundos de ações com gestão ativa no Brasil geraram um retorno médio de 7,93% ao ano entre 2000 e 2015, enquanto os fundos de ações de gestão passiva (ETFs) renderam 12,71% ao ano. Gestão passiva saiu ganhando!

Assim, para montar uma carteira diversificada, acreditamos que um bom caminho é se beneficiar de produtos baratos que fazem gestão passiva, como os ETFs.

Rebalanceamento da carteira

Então vamos ao segundo ponto.

Vamos falar agora do rebalanceamento da carteira, que nada mais é do que a prática de fazer sempre investimentos adicionais de modo a manter seus investimentos saudáveis.

Por exemplo, se você colocou 20% dos seus investimentos em renda variável e 80% em renda fixa, essa proporção vai mudar com o tempo se você não fizer nada. Isso acontece por causa da volatilidade dos preços dos investimento.

Digamos que o preço das ações caia de modo que elas passem a valer, 15% da sua carteira total.

Fazer o rebalanceamento, neste exemplo, significa comprar mais ações, ou vender parte das aplicações de renda fixa, de modo que a proporção volte a ser de 80% e 20%. Já se as ações subirem e atingirem 25% da sua carteira, você vende parte delas para voltar a 20%.

O interessante dessa prática é que com ela você tende a comprar ações na baixa e vender na alta - e sem precisar ler mil análises ou tentar prever o futuro. Naturalmente, você vai adquirir ações depois que elas caírem, e se desfazer delas após subirem.

Seus próximos passos: robo-advisor

Sua carteira Magnetis: tela mostra seus investimentos

Sua carteira Magnetis: seus investimentos consolidados em um só lugar

Resumindo tudo, a dica que fica é que, independentemente das condições macroeconômicas, das decisões políticas e dos rumos do mercado, para você escolher o melhor investimento, basta ter clareza do seu objetivo financeiro e do seu perfil de risco.

E para que você não precise ficar olhando cada uma das dezenas de análises que existem por aí sobre onde investir em 2017, você pode ter como aliado nos seus investimentos um robo-advisor, como a Magnetis. É uma forma simples de automatizar suas aplicações financeiras.

Funciona assim: o algoritmo reúne e organiza as informações relevantes sobre os melhores investimentos para você, de acordo com seu perfil, objetivos e capacidade financeira. Pesquisamos, dentre 15 mil ativos disponíveis no mercado, quais se encaixam melhor nas suas necessidades.

Depois, o serviço da Magnetis investe e monitora seus investimentos, enquanto você investe seu tempo em outras coisas. Fácil, né?

Para começar, basta responder esse questionário.​

Agora, se o seu problema é falta de disciplina para aplicar um pouco por mês, acompanhe o blog pois este será o tema do próximo texto!

Até lá.

Silvio Crespo SGC Conteúdo

Sílvio Crespo é jornalista especializado em finanças e fundador da agência SGC Conteúdo

Onde investir 2017: qual é o melhor investimento para você?
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